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domingo, julho 31, 2011

Negocios em Familia

BPN: Governo escolhe proposta do BIC
O Ministério das Finanças anunciou que o Banco angolano BIC será o novo dono do BPN, adiantando que a proposta de aquisição de 100% das ações do BPN é de €40 milhões.

Fonte: Expresso

Nunca se devia ter nacionalizado os bancos, pois obrigou-se os contribuintes a assumirem as fraudes da gestão privada e a incompetência da entidade reguladora (existe?). Depois de tapar o “buraco” deixada pelos “boys laranjas”, o banco é vendido a preço de saldos ( com uma margem de lucro potencial elevada ) aos pelos “boys laranjas”.

Os “rosas” levam os seus “boys” para dentro dos negócios lucrativos, os “laranjas” levam os negócios lucrativos para dentro das empresas dos seus “boys”.

segunda-feira, junho 08, 2009

Um ex-minitro em crise

A vida não tem corrido nada bem para o Dias Loureiro, depois de sair do Governo, fez como todos os políticos, arrumou uns "tachos", uns cargos de direcção em empresas e andou a fazer render o peixe de "ex-ministro".

A acumulação de cargos e a proximidade dos centros de decisão permitiu-lhe receber mais valias sobre a venda de acções de empresas a qual estava ligado (e a CMVM permitiu ?). Numa das operações recebeu qualquer coisa como 8 milhões de Euros.

Contudo, no âmbito das investigações a SLN, da qual é um ex-administradores, não foi possível penhorar qualquer bem a Dias Loureiro, pois tudo o que possuía, esta actualmente em nome de familiares ou de empresas em offshore.....

Mais um dos mistérios que só acontecem em Portugal, os gestores cometem os erros de gestão e passam impunes. Os familiares desses gestores registam em seu nome, todo o património desses gestores e ninguém se interroga como é que esses “afilhados” conseguiram adquirir todo esse património.

quarta-feira, maio 27, 2009

Seriedade ou a falta dela

Se tivesse um mínimo de decência, se não sofresse de uma indesmentível “problemática do ego”, também já teria entendido que a sua teimosia embaraça todos os restantes membros do Conselho de Estado – alguns dos quais já o verbalizaram – e coloca numa situação politicamente insustentável o Presidente da República.

Mas a decência e a lealdade não parecem fazer parte das qualidades de um dos políticos portugueses que mais enriqueceu durante e depois de ter exercido cargos públicos.
in Publico


Muito se discute se Dias Loureiro se deve ou não demitir, muito se discute se o Presidente da Republica deve ou não retirar a confiança politica ao Dias Loureiro (que implicações terá isso ?), devido as graves acusações de que é acusado.
Mas porque se deve demitir ? Ainda não foi formalmente acusado de nada, por enquanto tudo não passam de suspeitas, esquecimentos, duvidas sobre as declarações prestadas e o que fez enquanto esteve ligado ao BPN e a SLN.
É verdade que a “À mulher de César, não basta sê-lo [séria], é preciso parecê-lo”, neste caso existem demasiadas suspeitas, já não é só fumo que anda a volta de Dias Loureiro, é sim um incêndio descontrolado que ardeu com o BPN. E é preciso responsáveis, é preciso mostrar que a justiça se faz, que os que caem em desgraça não estão acima da lei, mas ao alcance dela.

Os que agora exigem a demissão de Dias Loureiro, não deviam ter questionado a seu tempo, as actividades de um conselheiro de estado ? Os negócios do BPN e da SLN, não eram demasiados obscuros para se questionar se um conselheiro de estado deviam ou não estar associado a esses negócios ? Afinal o conselheiro de estado não é um cargo politico e publico ?

terça-feira, novembro 25, 2008

Será que o governo irá ter coragem para tal ?

Governo prepara-se para deixar cair o Banco Privado Português, tal como o BPN não é um banco de retalho onde o tuga coloca o salário, a reforma, onde paga a agua e a luz. O BPP é um banco com um capital de 150 milhões de euros, e três mil clientes (?!) e tal como o BPN é um banco de investimento, que fez sucesso nos últimos anos com investimentos de alto-risco que garantiam uma alta rentabilidade. Tornando-se atractivo para os investidores, que aceitavam esse risco em troca de uma rentabilidade, que como sempre, assegurada (o que nunca é).

Só que o mercado nem sempre é um mar de rosas e actualmente com a crise financeira, todos esses investimentos forem desvalorizados.
Deve o governo salvaguardar os depósitos desses investidores ou deixar o mercado funcionar ? Será que aqui as poupanças da Maria e do Aníbal estão em risco ?

O mercado deve funcionar livremente, o estado apenas deve ser uma entidade reguladora, que tem como obrigação supervisionar a actividade dos bancos. Caso existam ilegalidades, devem os administrados serem responsabilizados por essas ilegalidades e indemnizar os depositantes. E não serve de desculpa que não se sabia ou que agiram na boa fé.

Os mecanismos de salvaguarda dos depósitos já existem, cada banco deve assegurar os depósitos e informar os clientes sobre os riscos dos seus produtos de investimento, o estado deve supervisionar as actividades desses bancos.

Existem mecanismos de controlo que permitem salvaguardar os depósitos efectuados, a necessidade do estado intervir de forma a garantir esses depósitos, significa que os bancos não estão a cumprir com as garantias a que são obrigados.

A acção do estado não pode ser a de bóia de salvação desses investidores, que aceitaram efectuar investimentos de alto-risco e agora correm o risco de ficar sem o valor investido. A grande questão é que tal como no BPN, os prejudicados foram os grandes empresários da nossa praça, no BPP o cenário é idêntico, é o investimento que estão em risco é o dos empresários que fazem movimentar Portugal. E com os investimentos em risco, a fuga desse capital para outros portos mais seguros é uma realidade.
Por isso será que o governo terá coragem de deixar cair o BPP ? ou vamos assistir a fuga dos patos-bravos?

segunda-feira, novembro 03, 2008

A nacionalização dos financiadores

A crise financeira que se vive actualmente serve de desculpa para os erros e os negócios obscuros, seja no imobiliário, na banca e nos próprios governos. Já a muito tempo que as sirenes tinham tocado, as contas do BPN não eram claras, existiam duvidas, a informação era escondida das entidades reguladoras, contudo o banco continuou a funcionar sem dar “cavaco” as entidades reguladoras. Depois dos erros todos, o banco encontra-se num beco sem saída, tal deve ser o buraco negro em que esta metido que nem os outros bancos acham o BPN atractivo para uma aquisição.

Por isso é igualmente estranho que seja o estado a querer socorrer um banco sem futuro, principalmente quando o seu peso na banca de retalho era residual, tendo por principal actividade a banca de investimentos. Ou seja é um banco que se desaparecer não deixara o tuga sem poupanças, pois ninguém tem lá o salário mínimo ou as reformas. É um banco que serviu para financiar um grupo de investidores que representam um peso importante na nossa economia, ou seja não se vai salvar a banca e os depósitos dos Portugueses, mas sim vai-se salvar as garantias desses investidores. Algo que não interessa ao pais, é uma medida politica com vista a segurar os investidores.

É estranho que o governador do banco de Portugal se venha só agora queixar da falta de informação e de informações falsas, só isso não chegava para fechar o banco ? É importante questionar qual o papel das entidades reguladoras, pois aparentemente nada sabem sobre o que se passa na actividade bancária : desconheciam as contas do BCP, não sabem quais as actividades do BES, desconhecem a solubilidade do Banfi, não tinham informações do BPN, …. Aparentemente a banca vive numa terra em que não existem leis, ou pelo menos se existem são para ignorar.

A crise imobiliária é causada em parte pela actividade bancária e a sua falta de crepúsculos em alcançar o maior volume de créditos possíveis. Existem bancos bons (que cumprem as regras e que conseguem por si próprio ultrapassar as crises), os maus bancos (que não cumprem as regras e que não tem capacidade para sobreviver) e os pequenos que não tem força para serem bons ou maus. Mas o estado não pode ser a “santa casa” que irá socorrer todos os bancos, sejam os necessitados (sem “guito” e com contas fraudulentas) e os que cumprem as regras (utilizando os benefícios estatais para se financiar). Se vivemos numa economia capitalista o estado deverá remeter-se apenas ao papel efectivo de supervisão e controlo da actividade bancária, a ”lei da selva” ditara quais é que são os bancos que sobrevivem e os que desaparecem. O BPN é o candidato nº 1 a desaparecer. E o estado deve assumir o papel dele e supervisionar toda a actividade bancária e não ter receio de punir e obrigar a cumprir as regras.

Se o estado entra no sector privado e tentar salvar todas as instituições privadas que estão a beira da falência a lista é enorme, nela se inclui instituições, cooperativas, clubes de futebol, empresas que viveram dos fundos europeus, etc. E depois vêem a “Soanes” a dizerem que para terem direitos iguais e capacidade de competir com as empresas estrangeiras também precisam do apoio do estado. É a bola de neve.

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...