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domingo, maio 17, 2009

Veiga/Jesus 1 -v- Benfica/Quique 3

Grande jogo do Benfica, como eu gostava que o Benfica tivesse jogado ao longo da época tal como jogou na 1ª parte, estivemos muito bem, a equipa jogou muito bem.

A equipa mostrou que tem capacidade e qualidade para estar numa posição melhor do que o 3º lugar.
O Benfica neste jogo conseguiu algo que tinha tido dificuldade em conseguir ao longo da época, marcar na 1ª parte e dominar o jogo na 1ª parte.

Na 2ª parte tivemos um Benfica mais preocupado em conter o Braga, fruto do dedo da arbitragem, na 2ª parte o Braga pressionou mais, mas graças a expulsão forçada do Yebda e branqueamento das faltas do Braga.

Sofremos mais um golo, que tem sido uma constante ao longo da época. Inaceitável.

A expulsão do Quique, fazia parte dos planos do sistema, após tantas faltas assinaladas contra o Benfica e o branqueamento das faltas do Braga, é normal a desconcentração e que os ânimos fiquem mais exaltados, desta vez o elo mais fraco foi o Quique que cedeu e disse ao 4º arbitro que "Isto é uma vergonha".
Erro grave devia ter usado a mesma linguagem que o Paulo Bento, Moutinho, Derlei ou Pedro Silva.


Melhor jogador em campo : Urreta
Pior Jogador em campo : Jorge Ribeiro

sexta-feira, maio 15, 2009

O proximo treinador ? Quique

A escolha do Quique talvez não tenha sido a 1ª escolha, mas pareceu-me que foi a escolha mais acertada (o Erikson, Carlos Queiros e o Scolari não tiveram sucesso para onde foram). Veio com a missão de fazer obra no Benfica, de deixar a sua marca, de criar uma equipa para o futuro. Gosto do seu discurso e das suas ideias, julgo que tem experiencia num campeonato mais competitivo que o nosso, mas falta-lhe a experiencia de estar numa equipa de topo onde esteja sujeito a pressão da direcção, adeptos e comunicação social.
Foram registados 10 entradas no plantel, mais o regresso do Moreto e do Miguel Victor. Pelo menos 5 tiveram entrada directa no onze inicial : Sidnei, Ruben Amorim, Aimar, Reyes e Suazo (podemos dizer que foram aquisições acertadas), depois vieram mais 5 jogadores para o banco : Yebda, Jorge Ribeiro, Carlos Martins, Balboa e Urreta (que são uma mais valia, excepto Balboa e Jorge Ribeiro que foram 2 flop’s).

Partimos para esta época com 2 objectivos ir a liga dos campeões (o que obrigava a terminar pelo menos em 2º lugar) e a conquistar uma taça. O primeiro objectivo não foi alcançado e mais uma vez ficamos longe das competições dos milhões, face ao investimento efectuado isso pode ser um factor que poderá condicionar a próxima época e até mesmo ter de vender alguns jogadores. Relativamente ao 2º objectivo, mesmo com a polémica que se teve a volta da conquista da taça da liga (que não dá, ainda, acesso a nada), mas o que fica para a historia e no museu do Benfica, é mais uma taça conquistada.

Estes eram os objectivos visíveis, depois esta época seria o arranque do que se pretendia ser a criação de uma estrutura sólida do futebol, com a criação de um modelo de jogo, com a escolha e formação de jogadores em função desse esquema táctico.
Aqui teremos de analisar não os jogos ganhos ou perdidos, mas sim o trabalho do Quique Flores, que chegou com um esquema táctico do 4-4-2, que era diferente dos aplicados nas épocas anteriores pelo que levaria tempo a adaptar os jogadores a esse novo esquema.
Cedo se viu que os jogadores que tinha não se adequavam ao esquema táctico que pretendia implementar, teve vários jogadores que foram adaptados a novas posições e que nem sempre renderam o esperado. O Aimar não se enquadra neste esquema táctico (devia jogar a frente dos médios), insistiu durante muito tempo no Ruben Amorim na direita (nas ultimas jornadas corrigiu esse erro) e cometeu o seu maior erro ao mandar embora o único lateral esquerdo que tinha.
Viu-se que o plantel não estava equilibrado, pois estava carenciado em algumas posições, não temos substituto para o lateral direito (a única opção é o Miguel Victor), não temos nenhum jogador para o lado esquerdo da defesa e na extrema direita o Balboa foi um flop (4 milhões ???)

Ao longo destes meses, apenas se viu o Benfica jogar bem em cerca de meia dúzia de jogos, no resto foi uma tristeza, muito pobre mesmo. É verdade que fomos prejudicados várias vezes pela arbitragem, que se tivéssemos esses 12 pontos que nos foram tirados estávamos em 1º lugar, que se não nos tivessem tirado todos esses pontos, a equipa entraria em campo com mais confiança.
Mas a equipa nunca mostrou um futebol colectivo, estudado, nunca mostrou garra. A equipa joga recuada no terreno, apenas com os avançados no meio dos centrais e com os médios encostados a defesa dentro da nossa grande área. O grande problema do Benfica reside no meio campo, que jogou sempre muito recuado e faltou sempre garra, querer de vencer.
A equipa não pressiona, defende muito atrás, não existem jogadas estudadas e limita-se a efectuar apenas 2 tipos de ataque : pontapé do Luisão para o Cardozo e as corridas dos centrais para o centro para a confusão.
De resto pouco mais se viu, uma equipa sem qualquer inspiração, com falta de garra e sem motivação.

Chegamos a parte final do campeonato e concluo que pouco ou nada se vê do trabalho do Quique Flores, será que esse trabalho ainda esta em curso e ainda precisa de mais tempo ? Ou devemos optar por um novo treinador que consiga dar uma nova alma a equipa ?

A posição do treinador no Benfica deve ser apenas a de gerir a equipa, de forma a que o treinador seja facilmente substituído sem alterar a sua forma de jogar, mas julgo que o seu trabalho presentemente no Benfica seja mais profundo. E acredito que o seu trabalho não é apenas a curto prazo de uma época, mas sim trabalho a longo prazo, com resultados visíveis em épocas futuras.

Não estou satisfeito com o trabalho realizado por Quique Flores durante esta época, pela forma como a equipa joga e pelas limitações do plantel, mas continuo a ser um defensor da sua manutenção em nome da estabilidade e da continuação do trabalho que se iniciou desde que o Rui Costa assumiu o lugar de Director Desportivo.

Pelo que acho que para a próxima época o nosso treinador deve ser, sem qualquer tipo de duvidas, o Quique Flores.
Não entendo como é que se pode esperar que o Benfica consiga obter algo, se treinadores e jogadores estão sempre a prazo e a cada nova época inicia-se um novo ciclo. Como é que é possível obter assim resultados ?


Com as ultimas jornadas do campeonato a imprensa voltou-se para o Benfica da próxima época, saíram noticias de aquisições de jogadores para o Benfica, do novo treinador para a próxima época e que o Quique preparava já a próxima época do Benfica. Confuso ? não é apenas a comunicação social a fazer “render o peixe”.

Neste momento falta um comunicado da direcção a desmentir essas noticias, é certo que não viriam para a praça publica dizer a 2 jornadas do final que o Quique não fica para a próxima época, mas podiam vir e dar o seu voto de confiança no treinador, de forma a afastar a pressão sobre o treinador e os jogadores.
A ausência de qualquer comunicado tem feito que as capas dos jornais sejam enchidas com primeiro o scolari e por fim todos a confirmar o Jorge Jesus, alimentar essas noticias nas vésperas do jogo Braga –v- Benfica não é muito correcto, mas é o nosso futebol, com comunicação social, agentes e gestores pouco éticos.

O Jorge Jesus é apresentado como o grande favorito, como sendo o melhor treinador tacticamente e com o perfil pretendido para substituir o Quique. Eu não me esqueço é do seu comportamento no jogo contra o Benfica e da submissão na jornada seguinte perante o fcp. Algumas vozes já se fazem ouvir e garantem que o Benfica já tem um acordo com o Jesus para a próxima época.

Se já existe um acordo com o JJesus, então por respeito a ambas as partes e pelo respeito do trabalho do treinador no Braga, esse acordo devia ser mantido em segredo até ao final da presente época. Com que cara vai o Quique gerir um treino ou impor a sua posição de treinador perante os jogadores, quando se sabe que esta a prazo ?

Se tem ou não, desconheço, na minha opinião devia-se manter o Quique e dar continuidade a este ciclo, incluindo apenas o Diamantino e o Chalana no trabalho de campo, na preparação do Benfica e no auxilio na orientação do jogo. Se vir o Jesus ou outro treinador, tudo bem, cá estarei também para o apoiar. O Benfica não é um presidente, um director desportivo, um treinador ou um lote de jogadores, é uma instituição que engloba isso tudo e aqui estarei para apoiar quem esteja de águia ao peito. O lema é “demasiado fieis para desistir”.

Se a escolha não for a de continuar ou do Jesus, a minha opinião ia sem duvida nenhuma para um treinador holandês ou fazer regressar a velha raposa, seja qual for o importante é que seja um treinador consensual, caso contrario o Benfica irá ficar em estado de sitio, pois os apoiantes de J. Veiga tem vindo a criticar a direcção e o seu treinador, indicando o Jesus como sendo o treinador ideal para a próxima época.
Caso isso não se verifique, em Outubro data das eleições (que deviam ser antecipadas) e caso na próxima época não se consiga obter resultados imediatos, tudo irão fazer para expulsar o treinador que estiver naquele momento a frente do Benfica e lá colocar o Jesus. Passamos de ciclos de uma época para ciclos trimestrais.

quarta-feira, maio 13, 2009

Depois da 28ª jornada

Vou regularmente aos jogos do Benfica (na Luz) questionando-me sempre se devo ir, só vou lá pelo clube, pois o espectáculo que lá vou ver é sempre demasiado pobre e triste.

Para esta jornada o Quique dentro das opções que tinha disponíveis, considero que fez uma boa escolha para o onze inicial, na baliza o Quim (ele ou o Morreira para mim são indiscutíveis), na defesa fez regressar o Luisão e tirou o Miguel Victor, depois colocou em campo o Maxi (escolha única), Luisão e Sidnei, na esquerda o David Luiz (podia ter dado minutos de jogo ao Jorge Ribeiro). No meio campo, com a dupla de médios que se prevê para o próximo ano Ruben Amorim (felizmente não fez o erro de o voltar a colocar na direita) e Carlos Martins (mau tacticamente, mas senhor de muita garra).
Nas alas apostou em Urreta na direita (nunca o tinha visto jogar naquela posição, depois do jogo pergunto-me porque não se lembrou mais cedo de testar o jogador naquela lado ?) e no lado esquerdo, voltou a ser ocupado por Aimar. A dupla de avançados era composta pelo Cardozo e por Di Maria (como avançado móvel com liberdade para jogar em todo o campo).

Com o inicio do jogo cedo se percebeu, que o Aimar não tinha velocidade para jogar na ala esquerda, pelo o Quique deu indicações para que o Di Maria fosse para a esquerda e o Aimar se coloca-se nas costas do Cardozo. Tenho a dizer que reconheço que o Quique tem razão, com a táctica que ele utiliza, o Aimar rende mais lá a frente (desde que não se prenda no meio dos centrais, precisa de espaço para receber a bola e abrir a defesa. Podia claro, mandar recuar o Aimar até ao meio campo e começar a construir jogo ai, mas não é esse o esquema do Quique.

Bom, depois de arrumado os jogadores, o Benfica começou a ser mais perigoso e a criar lances de oportunidade para golo. Mas a equipa não funcionava, vê-se um meio campo demasiado lento, que não sobe, não pressiona, que não cria jogadas de ataque.

O que apenas se viu foi pontapé para a frente e os laterais a centrarem junto a linha de fundo para o meio da confusão. Lances de ataque organizado viu-se muito pouco, só em algumas combinações do Aimar com o Di Maria. Atacávamos sim, mas sem ideia do que fazer a bola.

Por outro lado o Trofense ia defendendo, e mal, mas sempre que subia no terreno era um perigo, as poucas jogadas de ataque que fez foram sempre pela alas e tentavam ganhar uma falta na entrada da grande área. Tendo sido dessa forma que surgiram os 2 golos do Trofense, de bola parada, num centro ao poste mais distante onde aparecia alguém sem marcação, para fazer o golo. Na minha opinião, o Quim não teve hipótese em nenhum dos golos, os adversários saltaram a bola sem qualquer marcação.
É inadmissível, a quantidade de golos que o Benfica tem sofrido, cada livre junto a grande área do Benfica era quase meio golo para eles. Não se entende a descoordenação dos centrais, não entendo porque não se coloca ninguém no poste mais distante (lembram-se do que o Léo fazia nos cantos? Segurava o poste. É isso).
Ou seja, os avançados Urreta, Di Maria, Aimar e Cardozo, estavam a fazer um bom jogo, sem concretizar mas sempre com perigo. E o Trofense em 5 ou 6 remates a baliza faz 2 golos. Não é admissível.

O Benfica depois de estar a perder (0-v-1), fez algo que não tinha conseguido fazer esta época : deu a volta ao marcador (2-v-1). Mas quando começou a segunda parte e vejo a equipa a jogar a passo, a segurar muito a bola e a não avançar e a não criar jogadas de perigo, fiquei a pensar para mim “vamos sofrer mais um golo, eles fecham-se e já não vamos conseguir fazer mais nada”. Dito e feito, mais um livre e o Trofense empata o jogo.

O Benfica devia mandar no jogo, saber controlar, saber sair com a bola, pressionar logo no meio campo, criar jogadas de ataque, cortar a bola, fazer passes a desmarcar os avançados, mas nada disso se viu, apenas um espectáculo muito pobre de uma equipa que não tem soluções, que não sabe o que fazer a bola.

As nossas jogadas de ataque ? as corridas do Maxi e do David Luiz pelas alas com os centros para a confusão e o pontapé para a frente do Luisão na esperança que a bola cai perto do Cardozo.

Foi um espectáculo pobre e aquele trabalho invisível que o Quique diz que fez, eu não vejo nada, é mesmo invisível. Pois a defesa falha nas marcações, os médios (onde para mim reside o principal problema) não defende (deixa os adversários rematarem a baliza), só cortam as bolas na nossa área (os médios deviam jogar mais subidos , pressionar e cortar as bolas nas áreas adversárias), falta alguém para levar a bola para a frente, de forma a que chegue aos avançados (esse alguém joga a avançado). E aos avançados, pede-se que marquem mais e que não falhem tanto.

Em 90 minutos eu não vi nada que disse-se que temos uma equipa feita, temos onze jogadores, em que jogam em função da garra de alguns (Maxi), dos que se querem destacar (David Luiz, Urreta e Di Maria), experiencia de outros (Reyes e Aimar) e dos golos do Cardozo. Em conjunto esta equipa não joga, não sabe jogar. E como é que é possível que ao fim de 28 jornadas o Quique ainda ande a corrigir o posicionamento dos jogadores em campo ? Não fazem treino táctico, de conjunto ? Onde é que estão as jogadas estudadas ? Afinal que trabalho invisível é esse ?

Podemos dizer que empatamos, mas fomos a equipa que mais rematou. É certo, mas também a que mais falhou, o Trofense precisou de 3 remates para fazer um golo, o Benfica fez mais de 10 remates para fazer 1 golo. Mais certeiros e mais remates e tínhamos ganho o jogo. Podemos dizer que o arbitro não marcou várias faltas a favor do Benfica, que se esqueceu de aplicar a lei do fora de jogo para o Trofense e que perdoou amarelos aos jogadores do Trofense, é verdade, já o disse : “É preciso ter coragem para marcar um penalty a favor do Benfica”. Mas tudo isto pode desculpar a perda de pontos, mas não desculpa o mau espectáculo.

E como se não basta-se o mau espectáculo, o Quique também fez das suas, não tirou o Sidnei que estava em dia não (podia tê-lo tirado, passado o David Luiz para o centro da defesa e ter entrado o Jorge ribeiro), não tirou o Ruben Amorim que estava muito apagado (quis manter em campo um jogador que joga bem tacticamente e cumpre as regras do Quique), nem o Aimar que já estava esgotado (os jogadores do Quique começam e acabam sempre os jogos). Depois fez sair o Carlos Martins (mau a nível táctico, mas era o único que ia mexendo a bola), tira o Urreta e Di Maria (sabe-se lá porque).

Se até ao momento das substituições o Sidnei era o pior jogar do Benfica, com a entrada do Balboa, passou ele a ser o pior e passamos a jogar com um jogador a menos. Sei que o publico não ajudou, assobiou e muito a substituição, mas também pouco se viu do Balboa, alguns centros e pouco mais, não consegue segurar a bola (fraquinho, precisa de musculação), tecnicamente não sabe o que é um drible, uma finta, é um pé de chumbo. E o mais caricato é que também não sabe defender, em alguns cantos contra o Benfica, ele não sabia onde se posicionar, teve de ser o Luisão a empurra-lo até a sua posição para que ele marca-se alguém (foi ver o Luisão a empurra-lo pela pequena área até a outra extremidade). Mas isto não se treina ? as posições defensivas ?
E quando o Benfica tinha um canto, o balboa (extremo direito) ficava atrás a na nossa defesa a tapar o lado esquerdo. Ou seja, para os cantos a nosso favor ele também não serve, vem para trás, vem defender e como não tem posição fica com a que estiver livre, nem que seja a do lado oposto. Deste jogador não vi velocidade, nem capacidade de drible, o que faz dele um extremo, a capacidade de fazer centros ? É pouco.

Entrou também o Yebda, um homem alto, bom nas bolas altas, para se aproveitar nos livres ele lá conseguir cabecear a bola para a baliza. Isto é outra coisa que não entendo, o porque de retirar os dois extremos e fazer entrar um homem para as bolas altas ?

Se já não se tem extremos em campo, para centrar as bolas, para que faze-lo entrar ? Para os cantos ? isso é pouco.
Nunca entendi porque se retira os extremos e se deixa em campo os cabeceadores (ponta de lança), ou porque se retirar o ponta de lança e se deixa em campo os extremos (fazem centros para quem ?).
O Yebda prometeu muito de inicio, mas depois descaiu muito, acho que poderá voltar a ser importante para a equipa, mas precisamos de alguém bastante melhor para o meio campo.

Depois é a razão porque 18 mil pessoas vão a Luz, só aqueles 10 ou 15 minutos, valem pelos restantes minutos desperdiçados, que é a “alegria do povo”, o Mantorras. Fico a perguntar-me, como seria aquele jogador se tivesse os dois joelhos bons ? O homem coxo de uma perna, joga mais e melhor que todos os outros. Ele coxo segura a bola, leva-a até a linha e (de ângulo difícil) remata a baliza e quase que passava pelo “buraco da agulha”. O Mantorras mexe com o jogo, vai buscar jogo e sabe transporta-lo até a baliza adversária. E depois perante a inércia da defesa, vem atrás rouba a bola aos adversários (perante a passadeira vermelha estendida pelos nossos médios aos adversários) e leva o jogo para a frente. Ele é um exemplo para todos nos, um exemplo de qualidade, luta e sacrifício. Com 11 coxos em campo tínhamos uma grande equipa.

O jogo foi mau, a equipa não mostra fio de jogo, não sabem jogar em equipa, não tem garra, vontade de vencer, muito desconcentrados, talvez falta de motivação. Não sei qual o trabalho invisível a que o Quique se refere, acho que faltam treinos de conjunto, jogadas estudadas, equacionar o posicionamento dos jogadores, falta ele transmitir vontade de vencer aos jogadores, garra. Tem de estudar melhor os adversário e pensar bem no que faz nas substituições. Acho que o Quique tem ali um problema em mãos de indisciplina, a saída de Urreta e Di Maria no jogo, não foi pacifica (pode vir a ser um problema de futuro).


Actualmente sinto o mesmo da recta final da época anterior, em que só queria que isto terminasse rapidamente. Próxima semana vamos ter aquele que eu considerava (afinal todos tem sido) o jogo mais difícil (agora vai ser um pesadelo) que será frente ao Sp. Braga (lá em Braga). Não temos o Luisão (viu o 5º amarelo) e não temos Suazo nem o Nuno Gomes. Eles vão se querer vingar da nossa vitoria da 1ª volta (golo irregular do David Luiz), possivelmente já vamos ter o Reyes na equipa e dado o nível de dificuldade do jogo, deveremos voltar a ter o Katso em campo. Contudo é um jogo para o qual eu não sinto confiança nenhuma.

Mas gostava de voltar a ver uma (melhor duas) vitoria do Benfica.

segunda-feira, maio 11, 2009

Portugal lava mais branco

O Benfica não foi feito para lutar pelo terceiro lugar. A BOLA não me paga para escrever evidências (na verdade, paga-me para escrever parvoíces, e eu levo muito a sério os meus contratos), mas pelos vistos tem de ser. Nós não fomos feitos para andar a fazer contas aos resultados do Nacional da Madeira. Por isso, como é evidente, não encontro especial consolo nas declarações de Quique Flores, segundo o qual foram atingidos certos objectivos invisíveis. Na qualidade de benfiquista que não é dotado de visão de raio x, devo dizer que prefiro os objectivos que se podem ver, sobretudo os que têm forma de taça.

Eu sou pela estabilidade, mas não para o treinador. Para o director desportivo, sim: espero que Rui Costa tenha estabilidade para trabalhar muitos anos. De preferência com um treinador que perceba mesmo de futebol. Acho que era giro e inovador. Se tiver de ser um espanhol, o Ernesto Valverde está disponível.

Bruno Carvalho é, até agora, o único candidato à presidência do Benfica. Confesso que gosto de candidatos à presidência do Benfica. Não conheço cargo mais importante, e simpatizo com todos os que acreditam ter capacidade para o desempenhar — e mesmo com os que além disso acreditam que são Napoleão Bonaparte, como Guerra Madaleno. Mas acho um mau sinal que o mandatário da candidatura de Bruno Carvalho seja Petit. O Petit era um jogador à Benfica, e o que fez em campo pelo Glorioso só merece admiração. O problema é que o Petit é do Boavista. No dia 14 de Setembro de 2008, Petit confessou à imprensa que gostaria de voltar para o Boavista «como jogador, como director ou noutra qualquer função.» Volto a citar o Petit: «Quero levantar-me cedo da cama para fazer o que mais gosto e ajudar o clube do meu coração.» Nada disto é censurável: o Petit tem todo o direito a amar o clube que o formou. Mas o mandatário dos candidatos a presidente do Benfica não devia ser um benfiquista?

Pinto da Costa revelou esta semana o segredo do seu sucesso: o Porto é campeão porque ele escolhe os melhores. Os melhores quê?, pergunta o leitor. Pinto da Costa não disse. Mas quem, como nós, tem acompanhado a carreira do presidente do Porto, pode conjecturar. Os melhores lotes de café, talvez, para receber os árbitros em casa com a dignidade que eles merecem. Ou os melhores lugares no avião, para que eles cheguem ao Brasil mais descansados. São hipóteses possíveis, mas em Portugal os limites do possível excedem em muito a fronteira do provável. Em Portugal, é possível um dirigente estar a cumprir pena de suspensão por tentativa de corrupção activa e, simultaneamente, ser apontado pela comunicação social como um modelo irrepreensível de dirigismo competente. É um país em que nada mancha. Portugal lava mais branco que o OMO.

Há tempos dei por mim a pensar que o Brasil é o único país da América do Sul que pode ambicionar ser campeão da Europa: com a quantidade de brasileiros naturalizados nas selecções europeias, em breve haverá uma equipa exclusivamente composta por brasileiro a vencer o Campeonato da Europa. Portugal detém um recorde parecido: é o único país da América Latina que fica no continente europeu.

Fonte : RAP@Chama Imensa in Jornal A Bola - 2009/05/10

domingo, janeiro 25, 2009

Jesus não interessa nem ao menino Jesus

Há duas semanas, o Braga perdeu um jogo com um golo do adversário em fora-de-jogo e ficou um penalty por marcar a favor dos bracarenses. Jorge Jesus disse que foi a maior roubalheira a que assistiu em 20 anos de carreira.
Ontem, o Braga perdeu um jogo com um golo em fora-de-jogo do adversário e ficaram dois penalties por assinalar a favor dos bracarenses. Jorge Jesus disse que preferia comentar o jogo.

A grande diferença entre os dois jogos, como o leitor já percebeu, é o adversário. Um tem três ou quatro jogadores emprestados ao Braga; o outro não tem nenhum. O respeitinho é muito bonito.
Em Novembro, vários jornais adiantaram que Jorge Jesus poderia render Jesualdo no Porto; nenhum jornal noticiou (e, se Deus quiser, não há-de noticiar) que Jorge Jesus poderia render Quique Flores no Benfica. Talvez isso ajude a explicar que, em certas conferências de imprensa, Jesus diga o que quer e noutras dê a sensação de estar numa entrevista de emprego. O mercado de trabalho está difícil e não é boa ideia irritar os patrões, actuais ou futuros.

A propósito de futuro, alguém quer apostar que o Braga não vai apresentar queixa-crime contra o árbitro do jogo de ontem? Ninguém? Que azar. O dinheiro fácil de ganhar não quer nada comigo.

Escrevendo a propósito do Belenenses-Benfica, Jorge Coroado afirmou que ficaram por marcar duas grandes penalidades a favor do Benfica, uma sobre Yebda, outra sobre Suazo. Jorge Coroado é, como o leitor sabe, vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral do Belenenses. Estamos a falar de um homem que, mesmo pertencendo aos órgãos sociais do nosso adversário de sexta-feira, viu que ficaram por marcar dois penalties a favor do Benfica. O árbitro Elmano Santos, que não tem preferência clubística conhecida, conseguiu não ver nenhum.

O futebol português chegou, então, a este ponto: um dirigente do Belenenses tem uma perspectiva mais isenta sobre o Belenenses-Benfica do que o árbitro do jogo. Isto será normal?

Numa altura em que são muito discutidos os problemas da arbitragem, também gostava de fazer uma proposta: em vez de árbitros estrangeiros, eu peço que ponham um membro da Direcção do clube adversário a dirigir os jogos do Benfica. Oferece mais garantias de termos uma arbitragem justa do que os árbitros imparciais que a Liga nos manda.

Todos os benfiquistas conhecem a sensação. No final de um jogo que corre mal, uma pessoa pensa: «Pronto, lá vou ter de ouvir os sportinguistas e os portistas a dizerem mal da nossa equipa.» Hoje em dia, a vida está ainda mais difícil: além dos sportinguistas e dos portistas, ainda temos de ouvir o treinador do Benfica. Acho que preferia os velhos tempos: os lagartos e os tripeiros são mais meigos…

Fonte : RAP @ Jornal Abola - 2009/01/25

quarta-feira, novembro 19, 2008

Quem é que Quique Flores incomoda ?

E nesta alturas que vemos o quanto estamos bem, pois estamos a incomodar muita gente, pois procuram de todas as formas destabilizar o clube todas as formas.

Depois das noticias sobre a operação "Fair Play" em que visava adeptos lagartos que integram a claque dos NN, agora é o interesse do Real Madrid em Quique Flores

Quique Flores vai continuar a ser o treinador do Benfica, pelo menos, até final da época. Esta foi a garantia dada ontem ao Correio da Manhã por Manuel García Quilon, empresário do técnico espanhol.

Tudo serve para tentar destabilizar o clube, quando se perde o apoio dos árbitros, quando em campo falta talento, avança-se com as noticias falsas.

sábado, maio 24, 2008

Quique Flores é o nosso treinador

"ter uma equipa competitiva e dar forma desportiva a essa equipa dentro de campo"

O espanhol Quique Flores, 43 anos, será o treinador do clube para as próximas duas temporadas. É um treinador jovem, ambicioso, estudioso do fenómeno futebol. Treinou o Getafe (a equipa sensação do sec. XXI da liga espanhola) e o Valência (na fase áurea do clube), como jogador esteve em Valência e no Real Madrid. O seu nome aparece associado a grandes nomes do futebol espanhol : Jorge Valdano e …. DI setafnno.

É um estudioso, estuda cada equipa e cada jogador, de forma a conhecer os seus pontos forte e fracos. Impõem o rigor e a dedicação a cada jogador, de forma a que cada um se empenhe em dar o se melhor para a equipa.

Vem rotulado como uma grande esperança, com boas referencias e apresenta um discursos claro, com os objectivos muito bem definidos. Apresenta-se com o objectivo de "elevar o nível competitivo" e diz ser "muito ambicioso e exigente para cumprir objectivos importantes", tem como primeiro objectivo o de recuperar a posição na Liga dos Campeões, como segundo objectivo o de ser campeão na Liga de futebol portuguesa.
É importante ter bem claro que o seu objectivo é o de criar uma equipa lutadora, que faça um bom futebol, que possibilite a criação de valores para os próximos anos. Não se deve entrar em falsas ilusões e fazer dele o salvador da pátria, que ira vencer tudo e todos, a vitoria no campeonato não é o seu objectivo, é o de construir valor, para que se tenha um equipa forte por muitos anos.

Algumas das suas palavras da conferencia de imprensa de hoje.

«Vamos ser exigentes, para defender os pergaminhos de uma equipa histórica. A partir daí vamos estar conscientes, queremos cumprir objectivos importantes, como já conseguiu o Benfica. Vamos ter ambição e a paciência necessárias para conseguirmos o máximo.»

«Ter uma equipa competitiva e dar forma desportiva a essa equipa dentro de campo.»

«Aos adeptos, prometo trabalho, não quero fazer promessas, por as palavras não são suficientes, temos de ter êxito. Temos de ser muito ambiciosos, mas também coerentes. Isso é muito importante.»

Boa sorte, Quique. Bom trabalho.

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...