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domingo, maio 18, 2014

Taça de Portugal 2013/2014 - Final

Resultados anteriores
Meias-finais
 - SC Braga -v-  Rio Ave - (0-v-0 - 0-v-2) - 0-v-2
 - FC Porto -v- Benfica - (1-v-0 - 2-v-3) - 3-v-3

Meias-Finais - 2ª Mão - Calendário e Odds
Domingo, 2014/05/18
 - 17:00 - Benfica (1.22) -v- Rio Ave (12) - Taça de Portugal - Portugal


Comentário ao jogo
Benfica
É o dia em que o Benfica pode fazer historia ao conquistar a terceira competição nacional, fazendo dessa forma o triplete, fechando dessa forma uma época de ouro (que não é de forma alguma ofuscada pela perda da Liga Europa), onde o Benfica conquistou o titulo Nacional, uma Taça da Liga, marcou presença pelo 2º ano consecutivo na final da Liga Europa e volta igualmente a estar presente na final da taça de Portugal.

Uma gloriosa epoca desportiva, apenas ao alcance dos grandes campeões.

No jogo da taça o Benfica já vai poder contar com os jogadores que foram afastados da Liga Europa e já não há necessidade de gestão, este é a final que é mesmo para ganhar, sem mais duvidas, hoje é colocar a "carne toda no assador", apostar nos melhores e conquistar o "caneco".


Lista de convocados
Guarda-redes
 – Jan Oblack, Artur Moraes e Paulo Lopes;

Defesas

 – Garay, Jardel, André Almeida, Steven Vitória, Maxi Pereira e Siqueira;

Médios

 – Rúben Amorim, André Gomes, Djuricic, Gaitán, Salvio, Enzo Perez e Sulejmani;

Avançados

 – Rodrigo, Lima, Markovic e Cardozo.


Possível Onze 
GR - Jan Oblack, 
D - Maxi, Jardel, Garay e André Almeida; 
M - Salvio, Rúben Amorim, Enzo Pérez e Gaitán; 
A - Rodrigo e Lima.


Jorge Jesus

Adversário
O Rio Ave depois de o ano passado ter alcançado o 6ª lugar, este ano faz uma grande época conseguindo estar nas duas finais das taças nacionais.


Últimos confrontos
 - Benfica 4-0  Rio Ave - Liga ZON Sagres 13/14
 - Benfica 6-1  Rio Ave - Liga ZON Sagres 12/13
 - Benfica 5-1  Rio Ave - Liga ZON Sagres 11/12
 - Benfica 5-1  Rio Ave - Liga ZON Sagres 10/11
 - Benfica 2-1  Rio Ave - Liga Sagres 09/10
 - Benfica 1-0  Rio Ave - Liga Sagres 08/09
 - Benfica 2-2  Rio Ave - Liga betandwin.com 05/06
 - Benfica 3-3  Rio Ave - SuperLiga 04/05
 - Benfica 2-0  Rio Ave - SuperLiga 2003/2004
 - Benfica 1-0  Rio Ave - Liga Portuguesa 1999/00



Analise Estatística
 - SL Benfica - 56J 41V 10E 5D - 100GM 35GS
 - Rio Ave - 41J 16V 10E 15D - 40GM 42GS


Odds para o jogo
 - 2 -v- 0 - 5.5€
 - 1 -v- 0 - 5.75€
 - 3 -v- 0 - 7.5€
 - 2 -v- 1 - 8.75€
 - 1 -v- 1 - 9.25€
 - 0 -v- 0 - 10.5€
 - 3 -v- 1 - 12€
 - 4 -v- 0 - 13€
 - 0 -v- 1 - 17.5€
 - 4 -v- 1 - 21€
 - 2 -v- 2 - 23€
 - 1 -v- 2 - 26€
 - 3 -v- 2 - 36€


A minha aposta :
 - 17:00 - Benfica 3 (1.22) -v- Rio Ave (12) 1


Vamos jogar no totobola
 - Benfica (1.22) -v- Rio Ave (12) - 1


Próxima Jornada
Final
Hoje, realiza-se o ultimo jogo da época 2013/14, sendo apurado o vencedor da Taça de Portugal.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Estamos em segundo e nem há discussão


Na noite de sábado, enquanto o FC Porto jogava em Coimbra com a Briosa, dei comigo a pensar em que, na verdade, não sou uma boa benfiquista. Estou, aliás, muito longe desse estado de perfeição.
O desafio aproximava-se do fim com um resultado absolutamente inesperado visto que a Académica ganhava por 1-0. Foi então que o árbitro descortinou e foi mesmo um grande descortinanço tal era a espessura da cortina, uma falta passível de pontapé de grande penalidade a favor dos visitantes e mais não digo.
Grande alvoroço na sala de estar. Revolta! De penalty poderia o FC Porto igualar facilmente a partida quando já pouco dela restava. 
Ao contrário dos meus amigos, zangadíssimos com a iminência do empate limpinho, limpinho, confessei-me logo contente com o 1-1 “avant la lettre”. Excelente e surpreendente resultado para os interesses das nossas cores, afirmei perante o repúdio geral.
Explicaram-me que, para além da questão pontual – e tratava-se do acesso à eventual co-liderança do campeonato! -, estava também em causa o recorde de invencibilidade em jogos do campeonato nacional, pertença do Benfica de Jimmy Hagan, e que estava à beira de ser batido pelo FC Porto, correntemente de Paulo Fonseca.
Retorqui sem disfarçar o enfado:
- Um empate do Porto já é muito bom nesta altura do campeonato. E estou-me perfeitamente nas tintas para o recorde do Hagan.
Assim que pronunciei a palavra Hagan o guarda-redes da Académica atirou-se para o chão e defendeu com garbo a bola disparada por Danilo da marca de onze metros.
Pela amostra da sala de estar, os bons benfiquistas estavam conscientes de que defender o recorde de invencibilidade em jogos do campeonato, recorde que é nosso, era tão ou mais importante do que, mera circunstância, ver o FC Porto esbulhar pontos à 11.ª jornada da actual edição da prova.
E eu, desatenta aos pormenores da História, já me contentava com o empate. Frouxa.
Hagan, peço-te desculpa. 
Jimmy Hagan, um bonito nome.



*



Jorge Jesus vai ou não vai preso? Esta última semana não trouxe novidades sobre o inquérito em curso. 
Como é do conhecimento de todos, o treinador do Benfica foi visto em Guimarães a atirar uma tochada que acertou em cheio na cabeça de um polícia. Há imagens que o provam. A televisão passou e repassou o incidente.
Que os braços mais avançados da Justiça nacional não se detenham perante o despautério. Uma agressão, ainda por cima à tochada, a um agente da autoridade não pode passar impune.



*



Quando o Rio Ave empatou o jogo, por Ukra, aconteceu o que é normal acontecer nestas situações. Diz-se mal do guarda-redes.
- O Artur demora sempre cair.
- Já no jogo da semana passada com o Anderlecht demorou a cair no primeiro golo deles.
- Demora a cair?
- Sim, demora a chegar ao chão.
- Ponham-lhe pedras nos bolsos.
É o que dá quando se vê futebol com muita gente.



*



Mais uma situação que me vem demonstrar como não sou uma boa benfiquista. E esta é grave, ao que suponho..
Cá vai:
Aceito estar em segundo lugar no campeonato e, com toda a franqueza, até levo a mal quando me dizem que é o Benfica o primeiro da tabela por causa disto ou por causa daquilo.
Estamos em segundo e ponto final. A discussão é de um mau gosto atroz e só diminui quem nela participa.
Estamos em segundo, estamos em segundo e estamos em segundo! – repito.
Por mim, nem há conversa.



*



A rua mais falada em Portugal desde o último fim-de-semana é a rua Paulo Fonseca. Em inglês, Paulo Fonseca Street.
Estas coisas da rua, rua, rua, como se sabe, acontecem em todos os clubes. Mais nuns do que noutros, também é verdade.
Leonor Pinhão
Amigos portistas atiram-se agora com unhas e dentes ao seu treinador porque não tem dimensão para comandar tamanha nau e atiram-se também aos jogadores, nomeadamente aos contratados ao Paços de Ferreira e ao Estoril, exactamente pelas mesmas razões. A tal questão da dimensão do homem e da dimensão da nau.
Parecem-me injustos estes ataques.
Há que confiar no líder.
Paulo Fonseca foi uma aposta pessoal do presidente do FC Porto. Na época passada treinou o Paços de Ferreira com muito sucesso levando a equipa da Capital do Móvel à Liga dos Campeões. 
Terá sido, certamente, contratado pelo FC Porto não pelo que fez na 30.ª e última jornada – quando os dois emblemas se encontraram – mas pelo que fez nas primeiras 29 jornadas da prova.
Tal como terá acontecido com Licá e com Josué. Não se transferiram para o FC Porto graças às exibições que os dois assinaram quando, respectivamente, ao serviço do Estoril e do Paços de Ferreira deram nas vistas na antepenúltima e na última ronda do campeonato de 2012/2013. 
Nada disso. Josué e Licá são hoje jogadores do FFC Porto pelo muito que fizeram nas demais 29 jornadas da Liga anterior.
O problema, portanto, não está na estrutura.
São fases.
E continuo a acreditar firmemente que o FC Porto, mesmo depois deste valente tropeção, continua a ser o mais forte dos candidatos ao título. No sábado teve mais um benfiquista a ajudá-lo embora de nada lhe valesse, por incompetência exclusivamente própria.
Por estes dias tem corrido grande debate entre benfiquistas. Trata-se da questão do momento a que ninguém fica indiferente:
- Proença ou Capela, quem é o maior benfiquista?
As opiniões dividem-se, esgrimem-se argumentos de um lado e do outro.
A meu ver, uma perda de tempo.
Mas alguém consegue ser prior nesta freguesia?



*



O FC Porto esteve, de facto, em maré de falhar penaltis no fim-de-semana passado. Até no jogo da sua equipa B, precisamente contra o Benfica B, com 0-0 à meia hora, o juiz da partida descortinou um castigo máximo contra os vermelhos que os azuis se encarregaram de desperdiçar.
O clássico dos B’s terminou com uma robusta vitória do Benfica (3-1 é robusto, não é?) e, na minha opinião, com três factos dignos de relevo
1 – Tratou-se de um Benfica-FC Porto que não foi dirigido por Pedro Proença, coisa raríssima de se ver.
2 – Hélder Costa, um jovem benfiquista, marcou um golo sensacional, o terceiro, ultrapassando em corrida Reyes, uma das contratações milionárias do último defeso portista. Parecia um foguete o Hélder Costa que tanto joga a extremo como a lateral, sempre do lado esquerdo.
3 – O melhor momento do jogo, filosoficamente falando, aconteceu com o resultado já feito e quando o guarda-redes do FC Porto acudiu em auxílio de um jogador do Benfica que se estatelou na área portista e não ficou em bom estado. O jogo prosseguiu mas as câmaras da Benfica TV por mais de uma vez mostraram o atleta do FC Porto a fornecer os primeiros socorros ao adversário e colega de profissão. 
Só sevandijas é que não gostam deste género de coisas.



*


Anteontem, “A Bola” noticiava na sua primeira página que o portista Danilo “custou mais do que todo a equipa do Sporting”. Que péssima semana para se fazer este tipo de comparações com o infeliz Danilo.

quinta-feira, setembro 26, 2013

Jesus quis mudar o mundo

A meio de um programa de debate de futebol, depois de discutirem longamente treinadores e administradores que agridem ou talvez não, apresentador e comentadores concordam felizes: vamos falar de futebol finalmente, e a pergunta seguinte surge de imediato: quem foi mais prejudicado no jogo xis? 

"Fui eu, fomos nós, não foram nada, como consegue dizer isso com esse ar sério?", e depois sorriem, soltam a gargalhada falsa e irónica, por entre mais um "não é possível", como se negar a evidência em televisão fosse já uma arte. Futebol em Portugal é muito isto, quase nada de jogadores, tudo de bastidores.

Os treinadores entraram na dança: Jorge Jesus disse antes dos jogos que os rivais eram favorecidos e Paulo Fonseca respondeu depois das partidas que, com o que disse, Jesus ganhou em três campos. Logo Jesus a ganhar por falar, ele que tem tão pouca habilidade com as palavras. É da tradição: aos primeiros pontos perdidos, a culpa é dos árbitros. Claro que alguns, como Rui Silva ou Carlos Xistra, só ajudam à festa mas são o alvo fácil neste reino do "quem não chora não mama".

Leonardo Jardim, que recusou queixar-se, faz lembrar o soldado que marcha ao contrário de todo o pelotão. Chega a dizer que o seu clube está entre os... habitualmente beneficiados. Está ele certo ou estão os outros? Pelo sim pelo não, falem menos e treinem mais, sugeriu o presidente de Leonardo, logo a seguir.

O resto foi ainda mais fantasmagórico. Jorge Jesus perdeu a cabeça depois de ter ganho (!) e anda pelo campo no meio de adeptos e polícias, a querer mudar o mundo com palmadas e puxões. A intenção inicial podia ser a melhor mas o espectáculo foi deprimente e já não é o primeiro caso. Um administrador do FC Porto, também reincidente em cenas pouco louváveis, reagiu agressivamente ao festejo de um golo do Estoril por parte de um dirigente associativo de Lisboa. Jovem dirigente, benfiquista, logo lhe chamou um velho dirigente, portista.

Nas declarações posteriores ao caso, Lourenço Pinto e Nuno Lobo prestaram um péssimo serviço e às associações que dirigem e aceitaram colocar-se como correias de transmissão (a expressão era outra mas vou conter-me) no terreno minado de uma estúpida guerra entre dois clubes e que tão mal faz ao futebol. É a tempestade perfeita. 

Meu caro e saudoso Vítor Correia, a sua frase histórica está desatualizada: já é a bicicleta que anda de porco.


-Carlos Daniel, Diário de Noticias

sábado, setembro 07, 2013

Leonor Pinhão - Será Markovic o sucessor de Vata?


A equipa mais gamada – para utilizar uma expressão consagradamente popular e de significado vago - nas três primeiras jornadas do campeonato é o Benfica e este título, que ninguém quer, assenta-lhe como uma luva. 

Embrenhados no caso Cardozo, que se iniciou em finais de Maio e que só acaba quando o paraguaio marcar um golo e correr para Jorge Jesus – se não correr para Jorge Jesus é porque o caso, afinal, não está encerrado -, os benfiquistas, independentemente das suas responsabilidades, entenderam como apenas corriqueiras as decisões de Jorge de Souza, no Funchal, na jornada 1 e as decisões de Hugo Miguel, em Alvalade, na jornada 3.

Somos assim. Um bando de frouxos, no qual me incluo. O facto de a equipa ainda não ter jogado nada de especial desmotiva, em nome da vergonha, qualquer tipo de conversas ou de lamentos sobre questões da arbitragem.



Joguem à bola! – é o que os adeptos exigem neste arranque porque não lhes entra na cabeça que os mesmos jogadores que tão bem se comportaram em campo até Maio tenham desaprendido de jogar, de lutar e de ser felizes como o foram por quase toda a temporada de 2012/2013, mais precisamente até á data do jogo com o Estoril.



E como jogar à bola tem-se visto pouco, vai de isentar os malandros dos árbitros nestas três primeiras jornadas do campeonato. Uns snobs, eis o que somos, uns grandes snobs. E isto em futebol não tem cabimento a não ser que se esteja em Inglaterra, o país do fair play. Mas como estamos em Portugal, o país da verdade desportiva, há que chorar, gritar, ameaçar e fazer, sobretudo, muito barulho quando em três jornadas, feitas as contas, o resultado podia ter sido outro na Madeira e outro em Alvalade se os árbitros fizessem por cumprir as leis do jogo.



Estamos assim a 5 pontos do FC Porto e Agosto ainda nem tinha terminado. Se pensarmos que há dois anos o Benfica perdeu um campeonato em que chegou a ter 5 pontos de avanço em Fevereiro e que no ano passado perdeu um campeonato em que chegou a ter 4 pontos de avanço em Abril, estes 5 pontos de atraso em Agosto pesam já umas quantas toneladas.



É o que parece, não vale a pena aborrecermo-nos com minudências.
Analisar, dissecar, criminalizar o golo solitário com que o FC Porto conseguiu vencer o Paços de Ferreira já perto do fim do jogo é um exercício vão. 



Certamente que o empurrão descarado de Jackson Martinez nas costas do defensor pacense antes de cabecear para o golo, tal como a mochila feita a Cardozo por Maurício em Alvalade, tal como a posição irregular de que nasce o golo do Sporting constam do novo livro de interpretação das regras que Pedro Proença foi explicar, há duas semanas, aos jogadores do Benfica no Seixal.
Comparadas com o caso Cardozo e com o mau futebol que a equipa vem praticando, estas questões são encaradas como menores em nome da decência.
E, sempre em nome da decência, já é larga a desvantagem do Benfica para os líderes.
Vamos lá então à recuperação!



E a recuperação também tem os seus “quês”. Tomemos o exemplo de Markovic, de todas as caras novas aquela que já conseguiu cair no goto dos adeptos e da crítica. Trata-se de um jovem sérvio, tem apenas 19 anos, que tem vindo a ser utilizado na parte final dos jogos e que, por sorte ou por saber, tem ajudado com golos a dar a volta a resultados menos bons, como aconteceu com o Gil Vicente e com o Sporting.
Será Markovic o novo Vata? Para os mais novos, que não sabem, Vata foi um jogador que o Benfica foi buscar ao Varzim no final da década de 80 e que jogando só aos bocadinhos, raramente foi titular, conseguiu ganhar uma “Bola de Prata”, troféu que consagra o melhor marcador do campeonato.
Francamente, parece-me que Markovic tem sobre Vata vantagens e argumentos que o colocam num outro patamar. O tempo o dirá. Mas com 5 pontos de atraso à terceira jornada e tendo em conta o historial desta equipa quando se viu com 5 e com 4 pontos de avanço, não fará grande mal ao mundo dar uma alegriazinha à malta pondo o sérvio em acção pelo menos uma parte inteira do jogo.
Vão ver como não se arrependem.

*
João Moutinho fez, finalmente, a sua estreia na I Liga francesa e foi o homem do jogo. E logo em Marselha, contra o Olympique, um adversário poderoso, com ambições. O Mónaco viu-se a perder mas dos pés de Moutinho saíram os lances que permitiram a reviravolta e asseguraram o triunfo da multimilionária equipa do Principado.
Rui Barros, por ter feito uma bonita carreira no Mónaco, foi logo consultado pela imprensa francesa para opinar sobre a valia do seu compatriota. Disse-lhes que Moutinho é um jogador excepcional que “sabe fazer tudo”. Concordo com Rui Barros. Ao ponto de achar um desperdício ver Moutinho numa equipa que não tem um nome à altura do talento do algarvio.
Acredito que ainda verei João Moutinho num “grande” europeu. Esta aventura monegasca é apenas um interlúdio com benefícios fiscais no percurso de um jogador excepcional.



*
Quem também é excepcional, ninguém duvida, é Gareth Bale, o jovem galês que o Real Madrid acaba de comprar ao Tottenham por 91 milhões de euros. Não me vou demorar em considerações sobre a obscenidade da verba em causa. Garantem-me os mercantilistas que só a venda de camisola com o nome de Bale estampado nas costas ajuda bem a amortizar o investimento. Será?
Gareth Bale é um jogador do outro mundo e, assim sendo, é natural que tenha ido parar ao Real Madrid. E, convém que se diga, é também excepcionalmente esperto. Aterrou em Chamartín e não perdeu tempo: “Cristiano Ronaldo é o chefe, é o melhor do mundo”, disse ao melhor estilo da fleuma e da diplomacia britânica.
O galês sabe quem vai encontrar no balneário do Santiago Bernabéu. Cristiano Ronaldo, que tem um futebol parecido com o seu, vive lá e carrega consigo a fama e o proveito de ser o melhor do mundo, à frente de Messi, ou o segundo melhor do mundo, atrás de Messi. 
Se esta discussão tem servido para animar e, por vezes, enfurecer, os fãs de um e de outro, Bale colocou-se incondicionalmente ao lado do seu próximo colega de equipa.
O português deve ter gostado. Já os castelhanos da “plantilla” podem ter achado menos graça a esta profissão de fé de Bale logo à chegada. É lá entre eles. 
Excepcionalmente esperto teria sido Neymar se tivesse dito a mesma coisa assim que aterrou em Nou Camp. “Messi é o chefe, é o melhor do mundo.” Mas não disse, o que também se compreende e aceita. Um é brasileiro e o outro é galês, vêm de culturas diferentes embora não custe a adivinhar que, em breve, será entre eles a discussão sobre quem é o melhor do mundo.
Voto em Bale, por antecipação.



*
Morreu Pal Csernai, o treinador húngaro que substituiu Eriksson quando o sueco partiu para Roma no fim da temporada de 1983/1984. Não seria fácil para nenhum treinador ocupar o lugar de Eriksson, afável e correctíssimo com toda a gente. Csernai primou pelo oposto. Intratável e incorrectíssimo. 


Num ano com Csernai o Benfica ganharia apenas uma Taça de Portugal, numa final com o FC Porto, o que foi considerado pouco à época. Não deixou grandes amigos na Luz. Era o género de treinador que não tinha problemas em apontar a dedo os jogadores que, segundo ele, não cumpriam.
Numa célebre e infeliz eliminatória europeia com o Estrela Vermelha de Belgrado, Csernai não foi de modas e acusou Álvaro Magalhães, o nosso brioso defesa-esquerdo, de ser “o pai da derrota”. 
Por falar em defesa-esquerdo, tudo indica que com a chegada de Siqueira dá-se por resolvido um problema que já dura há alguns anos. Será desta?


quinta-feira, agosto 22, 2013

Lavar as mãos já não é possível


O título desta crónica remete para a cena bíblica em que a multidão delirante, juntando servos e juízes, pedia a crucificação de Jesus.

Este outro Jesus, Jorge, é o alvo de uma esmagadora maioria que ainda há três meses reclamava uma renovação forever que dele fizesse o Ferguson da Luz. E sem que surja uma voz da estrutura benfiquista que o defenda.

Já agora, teria de ser (de ter sido já) o presidente Luís Filipe Vieira, por ter sido quem insistiu na continuidade do técnico português e por, aparentemente, não haver mais ninguém na estrutura, que António Carraça desapareceu sem rasto depois de Rui Costa ter desaparecido com algum rasto.

Jorge Jesus cometeu erros, vários, por teimosia sobretudo, foi mesmo o principal responsável pelas derrotas finais da época anterior, mas há uma culpa que não tem de certeza: a de lhe terem renovado o contrato. Era evidente a sensação de fim de ciclo que a triste cena de Oscar Cardozo no Jamor ilustrou. (A propósito, o Benfica tinha acabado de falhar três objetivos em quatro jogos decisivos - Estoril, Dragão, Amsterdão e final da Taça de Portugal - no ano em que contratou a peso de ouro um "motivador". Pode ter méritos o cidadão, mas a motivação valeu, na prática, zero).

A gestão do dossiê Oscar Cardozo foi desastrosamente lenta (ainda não resolvida!), com notícias de jornal que são um nítido jogo de passa-culpas para o treinador. Se corresse mal, iam crucificá-lo. Já falta pouco. 

Foi, no entanto e apenas, o caso emblemático de uma pré--época feita de negócios de ocasião (Fariña e Pizzi, dois bons jogadores, só visitaram a Portela de Sacavém) e falta de critério (defesas-centrais e médios ofensivos a mais, sem mais um grande médio-centro que permitisse rotação com Enzo Pérez e Matic e eventual substituição deste, em caso de venda).

Os que só veem a árvore carregam sobre Cortez e consideram--no mais fraco que Melgarejo ou... Emerson. Perdoa-lhes Cortez, que não sabem o que dizem. O problema é que quando o coletivo não dá vitórias, o óbvio é encontrar o réu mais à mão: Roberto, Emerson, Artur, Carlos Martins, agora Cortez. E crucificá-lo. Segue-se Jesus, ele próprio.

O presidente do Benfica está num dilema: sabe que não faz sentido dispensar já o homem a quem renovou o contrato, mas também sabe que mais um resultado negativo o obriga a atuar. Delegar para cima ou para baixo? A escolha é só essa. Lavar as mãos já não é possível.

Fonte: Carlos Daniel @Diário de Noticias

quinta-feira, maio 30, 2013

As ultimas 20 épocas

- Em 4 épocas com o Jesus fomos 1 vez campeões e 3 vezes 2º classificado; Nos outros 16 anos fomos 2 vezes campeões e 4 vezes 2º classificado;
- Em 20 anos apenas 4 vezes fizemos 75 ou mais pontos, 2 foram com o Jesus;
- Em 20 anos apenas 2 vezes tivemos 24 vitórias e foram as 2 com o Jesus (e estou a comparar com campeonatos que tinham mais 4 jogos que agora!!!!);
- Em 20 anos apenas 5 vezes o Benfica teve 3 derrotas ou menos, e 3 campeonatos com esse registo o treinador era o Jesus e o único com 1 derrota em 20 anos foi este que terminou agora;
- Em 20 anos apenas por duas vezes marcámos mais de 75 golos, há 4 anos e esta época, uma vez mais o treinador era o Jesus;
- Em 20 épocas apenas por 4 vezes sofremos menos que 25 golos, 2 dessas épocas foram com o Jesus no comando e em ambas as ocasiões sofremos o mínimo das 20 épocas, precisamente 20 golos (e este ano foi um deles);
- Em 4 anos com o Jesus o Benfica chegou a uma final da Taça de Portugal e a uma meia final. Nos outros 16 anos, chegamos a 4 finais (ganhámos 2) e a 2 meias finais;
- Em 4 épocas do Jesus o Benfica chegou por 4 vezes aos Quartos de Final de uma competição europeia. Nas outras 16 chegámos por 5 vezes.
- Em 20 anos chegámos a 2 meias finais europeias, uma há 4 anos com o Jesus e a outra há 20...
- Em 20 anos apenas uma pessoa levou o Benfica a uma final europeia, e essa pessoa foi o Jesus

Via Ricardo Araujo Pereira a Presidente do Benfica

terça-feira, maio 28, 2013

Chegamos onde muitos nem sonham

Para mim, não há qualquer dúvida de que Jorge Jesus deve continuar no Benfica, e aqui deixo as 4 principais razões:

1 - O Benfica é o que mais fatura!
Se há coisa que Jesus trouxe ao Benfica foi faturação. Quando ele chegou, o FC Porto tinha receitas superiores ao Benfica. Com ele, ficámos sempre em primeiro lugar, com mais de 100 milhões de euros de receitas em cada um dos anos! 
Neste momento, o Benfica é o 22º clube do mundo com mais receitas e a Jesus se deve. Aumentaram os espectadores no estádio, o merchandising vendido, e as receitas com transferências atingiram valores que ninguém acreditaria antes de Jesus chegar.
Nas receitas, ninguém nos vence. 

2 - O Benfica é o 9º clube no ranking da UEFA
Antes de Jorge Jesus chegar ao Benfica, o clube estava muito lá para trás, em 22º lugar. Em apenas 4 anos, subiu 13º lugares, com boas prestações tanto na Liga dos Campeões como na Liga Europa.
Na próxima temporada, e pela primeira vez na sua história, o Benfica pode ser um dos cabeças-de-série da Liga dos Campeões, se o Arsenal não vencer o play-off que tem de disputar.
É um feito notável, e a maior subida de um clube europeu nos últimos cinco anos. E a Jesus se deve!

3 - O Benfica joga um futebol de ataque como poucos jogam na Europa
Muitos dos comentários de observadores internacionais, depois da final da Liga Europa, classificaram o Benfica como uma equipa que jogava um futebol entusiasmante, "que há muito não se via na Europa", como disse Cruiff. 
É esse o DNA do Benfica de Jorge Jesus, e isso deve-nos orgulhar. O futebol é golos e espectáculo, não é retranca e cinismo, e eu prefiro mil vezes as equipas de Jesus a outras, bem mais cautelosas mas que nos deixam ensonados e entediados. 

4 - Se Jesus sair do Benfica vai para o FC Porto
Sei, de fonte próxima de Jesus, que ele já foi convidado por Pinto da Costa para ir para o Dragão.
O almoço entre o presidente do FC Porto e Vítor Pereira foi para enganar o pagode, pois Pinto da Costa está à espera de saber se Jesus vai ou não ficar no Benfica.
Se Jesus sair, irá para lá, e essa será uma perda dramática e dolorosa, pois Pinto da Costa deseja uma vez mais humilhar o Benfica, provando que Jesus será um grande vencedor no Dragão.
E essa é uma óptima razão para ele não sair. Um dos graves erros do Benfica foi deixar sair talentosos treinadores (e jogadores) que depois saíram vitoriosos no Dragão, como Mourinho. Com Jesus isso não pode acontecer!























Explicadas essas quatro razões, há que acrescentar um ponto essencial, que a direção do Benfica e todos os sócios e adeptos têm de perceber. Só com grandes jogadores o Benfica é melhor que os outros!

A última vez que o Benfica foi campeão, tinha jogadores extraordinários. Cinco deles foram vendidos (Di Maria, Ramires, David Luiz, Fábio Coentrão e Javi Garcia); dois deles decaíram muito de qualidade (Aimar e Saviola); e três deles já estão mais entradotes (Luisão, Maxi Pereira e Cardozo).
Se compararmos a actual equipa com a que foi campeã em 2010, esta não é tão boa. Apesar de ter bons jogadores (Matic, Enzo, Garay, Gaitan, Salvio e Lima), não está ainda ao nível da equipa campeã.
É isso que o Benfica precisa outra vez: grandes jogadores! Sem eles, não seremos campeões. Com Jesus ou sem Jesus".

Domingos Amaral

segunda-feira, maio 27, 2013

Dá-mos uma de aziados e desistimos já ?

Não consigo partilhar de algumas opiniões que circulam pela net e que são alimentadas pelos aziado (para justificar o abismo futebolístico e financeiro em que se colocaram depois de terem sido usados e abusados)

Mas não consigo avaliar o resultado do trabalho de uma equipa (presidente, treinadores e jogadores) apenas pelo resultado de um jogo. Existe um trabalho feito ao longo de uma época, que é o resultado de 4 épocas de trabalho, comparo esse resultado com o que foi nas épocas anteriores (pré-Jesus) e o trabalho feito nas ultimas épocas do JJ.

Não ganhamos nada esta época ? sim é verdade, (não sei, se compararmos com os outros talvez se tenha ganho algo). Lutamos até ao fim do campeonato pelo titulo (perdemos o campeonato com o estoril), fomos finalistas vencidos da liga europa e da taça de Portugal. Quem fez melhor ? Só o Bayern (é com esse que me comparo, não estamos lá, mas se tudo se manter caminhamos para lá).

Avalio o resultado não comparando com nenhuma das equipas que ficou de fora das competições europeias, mas sim com o nosso adversário directo. que é esse que reconhece o nosso merito que tivemos esta epoca, pois mesmo com as habituais arbitragens sujinhas, sujinhas tiveram muitas dificuldades em vencer-nos.

Apenas um breve resumo do que devemos a JJ
- Praticamos o melhor futebol a nível nacional
- Somos uma das melhores equipas da europa
- Com a excepção da taça da liga, marcamos presença em todas as finais
- Conseguimos valorizar os jogadores mais do que qualquer pseudo-academia

Se o JJ sair, então irá para os corruptos (por muito que seja desejado em alvalade, é preciso ser muito burro) e pode-se então dizer que esta foi sem duvida uma época perdida. 

Se o JJ permanecer como eu espero, então esta foi uma epoca em que recuperamos o prestigio na Europa (hoje somos uma das Maiores equipas da europa) e corrigindo alguns erros (expectativas e confiança) não é "para o ano é que é", mas sim na próxima época o Benfica deve lutar por fazer de novo uma grande época e melhorar o resultado final.

Espero que não destruam o que o JJ fez, não ganharemos nada com isso, iremos sim recuar mais de uma década. Para saber o que isso significa recuem até ao inicio do século e descubram que já tivemos épocas bastante más, que tínhamos más equipas, mau futebol e com grandes problemas financeiros. 

Não somos o sporting, somos melhor do que isso!!!

segunda-feira, maio 06, 2013

Benfica e Jesus - A simbiose perfeita


Esta época além de estar a ser brilhante é o momento ideal para se tirar conclusões e tomar decisões sobre que estrutura do clube se deve adoptar para garantir um futuro ganhador a médio e longo prazo. Considero que o Benfica de hoje em dia é o clube ideal para a figura do manager. 




O Benfica moderno é um clube em que, quer alguns de nós apreciem esse facto ou não, quem dita as leis em todas as facetas da vida do clube é o Presidente. Um Presidente que não permite que mais nenhum dirigente assuma protagonismo e ganhe popularidade entre a massa associativa do clube podendo assumir-se como potencial rival. Assim sendo, o Benfica é um clube onde não podem existir dirigentes fortes que definam a política desportiva do clube de uma forma autónoma mesmo que subordinada ao Presidente (ex. Rui Costa).Logo, a figura ideal no Benfica moderno para definir e coordenar a política desportiva no futebol directamente com Vieira é o treinador, não como o conhecemos em Portugal mas sim em Inglaterra - o Manager. Isto com todos os outros membros da estrutura encarnada subordinados a Vieira e ao Manager apenas assessorando estes dois intervenientes.








O manager é alguém que trabalhe em conjunto com a Direcção e defina a equipa, modelo táctico, política de venda/aquisição de jogadores, prospecção, definição de política de comunicação, gerar receitas para o clube, etc, etc. Óbviamente que tendo tal peso na estrutura do clube assume sobre si todas as responsabilidades do sucesso ou falhanço do clube em atingir os seus objectivos


Ora ao longo destes quatro anos Jorge Jesus assumiu todas estas funções no Benfica com excelentes resultados na geração de receitas com vendas de jogadores, aumento da média de espectadores, tudo fruto da implementação de um modelo de jogo atraente. Curiosamente, também ninguém parece ter "mão" nas intervenções públicas de Jesus o que indicia que é este que também define a comunicação no que diz respeito ao futebol.
Ou seja, Jesus é de facto um manager. Alguém que puxou a si a definição de quase toda a política do clube no que diz respeito ao futebol. Isto só foi possível porque Jesus é um profundo conhecedor da realidade futebolística portuguesa, alguém que conhece os corredores, sabe que movimentações ocorrem na penumbra mas que tem o respeito de muitas das pessoas que se movem na penumbra.

E o Benfica actual era o único clube em Portugal para oferecer essas condições a Jesus. O Sporting de á uns anos também oferecia essas condições (e conseguiu gerar outro excelente manager - Paulo Bento) tal como o Porto também ofereceu essas condições a Mourinho (e nunca mais o fez desde aí - Jesualdo era um subordinado da estrutura e não um líder). Coincidentemente, estes três treinadores portugueses são os três treinadores mais respeitados no País e com mais projecção internacional.


Chegados a este ponto, qual deve ser o futuro tanto do Benfica como de Jorge Jesus?


Quanto ao clube, e repetindo-me, é por demais óbvio para mim que o Benfica só tem a ganhar neste momento em adoptar por completo a figura de manager na estrutura do clube. O Presidente tem personalidade forte, gosta de ditar as regras e não admite dirigentes que lhe roubem o protagonismo. Ao mesmo tempo tem reconhecidos méritos na recuperação da credibilidade do clube - fruto das parcerias com a banca - e no lançamento de projectos extra-desportivos de grande sucesso (BenficaTV, angariação de sócios, Museu Benfica, etc). Como tal a adopção do Manager permite ter alguém que assuma todo a responsabilidade da política desportiva do clube sem que se assuma como sucessor do Presidente. Oferecendo estas condições a um treinador competente o clube também só tem a ganhar.


Quanto a Jesus, o Benfica é o clube perfeito para si. Isto porque no futebol existem dois caminhos que um treinador ou jogador podem seguir para garantir a imortalidade: 
- Alcançar o sucesso no maior número de clubes possíveis - via seguida por exemplo por Mourinho, Trapattoni, Cristiano Ronaldo. 

- Garantir a imortalidade associando o seu nome aos sucessos de um só clube - via seguida por Alex Ferguson e Leo Messi. 


Jesus é o único treinador português que tem tudo para ser mais do que um "clone" de Mourinho. E para ser mais do que isso a única decisão a tomar é permanecer no Benfica, alcançando a imortalidade no futebol da mesma forma que Alex Ferguson o fez no Manchester United: pegando num colosso adormecido e devolvendo-o ao topo do seu País e transformando-o num monstro temido por toda a Europa. Ainda para mais, Jesus está a mais de meio caminho andado de conseguir isso - este ano basta conquistar a Liga Europa e o campeonato e os dados estão lançados.

Poderia Jesus ir para o estrangeiro? Podia, mas seria a decisão mais correcta esbanjar todo o prestígio e autoridade que conquistou no Benfica num país onde ninguém o conhece, com estruturas dirigentes que lhe retirarão o apoio caso as coisas corram mal e onde algo sempre se perde na tradução? Ou não seria melhor ficar num clube onde efectivamente tem poder para ditar regras na gestão desportiva, onde é apreciado pelo resultados e pela rentabilidade financeira que garantiu e pelo futebol atraente que implementou?


Benfica e Jesus são o par perfeito e tudo deve ser feito para que seja mantido durante os próximos anos até ao natural esgotar do ciclo que os une. E esse fim de ciclo ainda está muito longe de chegar.

Fonte:  Blog GeraçãoBenfica 

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