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terça-feira, janeiro 18, 2011

A culpa não é dele, é nossa

Carlos Queiroz disse esta segunda-feira que os maus resultados contra o Chipre (4-4) e a Noruega (0-1) não são da sua responsabilidade porque a FPF nem sequer o deixou «aproximar-se do hotel» onde os jogadores estagiaram. O antigo seleccionador assumiu ter participado na primeira convocatória mas desmarca-se das decisões de Agostinho Oliveira nessas partidas de qualificação para o Euro2012.
Fonte: ZeroZero

E mais a frente vem dizer que os resultados obtidos pelo Paulo Bento a frente da selecção se devem a melhores condições que disponibilizadas.

Primeiro desmarca-se dos maus resultados obtidos pela sua própria equipa, fruto da continuidade do seu próprio trabalho. E depois diz que o “chão estava torto”. Discurso de um perdedor nato.

O seu único ponto a favor, foi a forma como a FPF não soube tratar da sua saída. Tudo o resto aponta contra ele, como responsável pelos maus resultados da selecção.

domingo, setembro 19, 2010

O futebol português rejuvenesce

Há duas semanas, escrevi aqui que a época 2010/2011 começava naquele dia, quando o Benfica jogasse com o Vitória de Setúbal o jogo acabou com a vitória do Benfica por 3-0, e eu convenci-me de que tinha razão.

Afinal, devo confessar que me enganei. Não estamos a assistir ao início da época 2010/2011. O campeonato que agora começa é o respeitante à época 1996/1997.
Aquele ano em que se juntaram, na primeira divisão, árbitros como José Pratas, Augusto Duarte, Soares Dias e Isidoro Rodrigues, entre tantos outros. A arbitragem de ontem, em Guimarães, foi de 96/97.

Até quem viu o jogo em casa sentiu o cheiro a naftalina. E os apreciadores de antiguidades terão admirado o rigor com que Olegário Benquerença aplicou as regras daquela altura.
Foi um espectáculo comovente. Quando um jogador vimaranense tentou separar a perna do Aimar do resto do corpo com um pontapé, dentro da área do Vitória, senti-me 14 anos mais novo.
A falta não assinalada que Carlos Martins sofreu, também dentro da área, fez-me recuar à juventude. O fora-de-jogo inexistente que impediu Saviola de ficar isolado à frente de Nilson trouxe-me à memória o viço dos meus vinte anos. E, quando Cardozo viu um cartão amarelo por ter marcado um golo limpo, quase chorei de nostalgia. Sou um sentimental, e estes regressos ao passado comovem-me. Só não percebo a razão pela qual este Vitória de Guimarães-Benfica foi transmitido pela Sport TV, em lugar de ter passado na RTP Memória. Quanto a Olegário Benquerença, já conhecíamos o seu talento como imitador de Quim Barreiros (quem não conhecer, veja o vídeo no YouTube}. Mas não sabíamos que ele também tinha jeito para imitar o Martins dos Santos.

Que se saiba, ninguém seguiu o conselho de higiene institucional que Carlos Queiroz nos deixou gratuitamente, em meado a década de 90: não há notícia de alguém ter varrido a porcaria da Federação. Não serei eu a pôr em causa a necessidade de varrer porcaria, seja na federação ou noutro sítio, mas, não tendo a porcaria sido varrida, foi com porcaria que Humberto Coelho chegou às meias-finais de um Europeu, e foi na companhia da mesma porcaria que Scolari conseguiu ser vice-campeão da Europa e quarto classificado num Campeonato do Mundo. Bem sei, bem sei: o mérito dos feitos de Humberto Coelho e Scolari é todo de Carlos Queiroz. Foi ele quem lançou as bases. Construiu a estrutura. Pensou o edifício das selecções. E a responsabilidade pelo actual momento da Selecção é de todos menos de Queiroz. Por azar, ele tomou conta da Selecção precisamente na altura em que o efeito da sua obra começou a desvanecer-se.

Os seus predecessores destruíram as bases, ignoraram a estrutura e borrifaram-se no edifício. Curiosamente, Carlos Queiroz tem mais mérito e influência nos resultados da Selecção quando não está a treiná-la do que quando é seleccionador nacional. E, mesmo quando está longe, Queiroz consegue ser autor moral apenas dos êxitos: é ele o responsável pelo sucesso da equipa que fez um brilharete no Euro 2000, mas não tem responsabilidade nenhuma no desastre do Mundial de 2002, sendo que a chegada à final do Euro 2004 volta a ter o seu dedo.

O despedimento de Queiroz deve agradar, por isso, a ambas as partes: à Federação que, com processos disciplinares consecutivos, fez tudo para o despedir sem nunca dizer que queria despedi-lo: e ao seleccionador-que, insultando os médicos na Covilhã e o vice-presidente da Federação no Expresso, fez tudo para ser demitido sem nunca dizer que queria demitir-se, Por um lado, é uma pena que Queiroz e a Federação se separem. Fazem um lindo par.

No fim, a cabeça do polvo, pelos vistos, conseguiu o que queria o que significa que este é o segundo octópode a ser bem sucedido no mundo do futebol em meia dúzia de meses. Infelizmente, dizem-me que ficávamos mais bem servidos se o polvo alemão que adivinhava resultados viesse ocupar o cargo de vice-presidente da Federação e Amândio de Carvalho fosse para dentro daquele aquário na Alemanha.

Fonte : RAP@Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2010/09/11

quarta-feira, junho 09, 2010

‘I gotta feeling’ que a Selecção não desperta ‘feelings’

Junto a minha voz à daqueles que se indignam por o hino oficioso da Selecção não ser uma canção portuguesa. Não por patriotismo, mas por coerência com a realidade: creio que a música mais apropriada para este nosso conjunto seria um fado. Antigamente, todas as janelas do País tinham de ostentar uma bandeira portuguesa, mesmo que tivesse pagodes no lugar de castelos. Agora, ninguém vai aos chineses comprar uma bandeira nem que tenha sido bordada à mão pela padeira de Aljubarrota e tingida com sangue de D. Afonso Henriques.

A verdade é que há sacas de batatas mais entusiasmantes do que Carlos Queiroz. Mais facilmente um brasileiro nos faz sentir portugueses do que ele. E, em certa medida, devemos estar-lhe gratos por isso. Com Scolari, o povo português andaria agora entretido a bufar nas vuvuzelas até ficar com as beiças em carne viva. Estaríamos a viver tempos insuportáveis. Elefantes viriam da Índia atraídos pelo barulho, julgando ter ouvido o grito de acasalamento de fêmeas gigantes, e procurariam fazer criação com os portugueses mais volumosos que encontrassem. Com Queiroz, a população da Covilhã em peso organiza-se para lhe comunicar que gostaria de o ver com uma vuvuzela, mas a sair do orifício errado. Compreende-se: por exemplo, Scolari tentou bater num estrangeiro, o que sempre galvaniza o bom povo. A única vez que Queiroz esteve tentado a dar uns bananos, escolheu um português. Isso tem sido uma espécie de imagem de marca: como se tem visto nos jogos, esta selecção não tem agressividade nenhuma frente aos estrangeiros.

Ora até que enfim que José Mourinho tem, em Portugal, o reconhecimento que lhe é devido. Não sei se ainda se lembram mas, há uns anos, alguns dos que agora rejubilam com a façanha do treinador português e só lhe vêem virtudes estavam a ameaçá-lo de morte. Um vice-presidente do clube ao serviço do qual ele ganhou a sua primeira Liga dos Campeões foi ao seu quarto na véspera da final passar-lhe o telefone, para que ele pudesse ouvir de viva voz uma mão cheia de insultos e ameaças. Parece que, desta vez, tal não sucedeu. Parabéns a José Mourinho pela sua segunda Taça dos Campeões, e a primeira que ele teve vontade de festejar. Sentiu-se que ele prefere assim.


“Nós vamos a partir de hoje aqui solenemente dizer-lhe (…) que nós queremos este ano dedicar a vitória do campeonato a si. A si, que vai ser campeão”.
Pinto da Costa
À conversa com ma fotografia de José Maria Pedroto
7 de Janeiro de 2010


“Eu não sou prometedor de títulos nem de nada, que não uso esse tipo de conversa”.
Pinto da Costa
27 de Maio de 2010


Este ano não tem sido fácil para quem já foi treinador do Porto. José Maria Pedroto, ao contrário do prometido, não ganhou o título deste ano, e Jesualdo Ferreira já sabe que não ganha o do próximo. Na origem de ambas as desfeitas está Pinto da Costa. Diz-se que o desnorte tem a ver com a má época do Porto, mas deve reconhecer-se que não foi tão desastrosa como se tem dito. Por exemplo, é mentira que os jogadores do Porto não vão disputar a Liga dos Campeões na próxima temporada. O Rentería, em princípio, vai.

Fonte : RAP@Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2010/05/29

sábado, outubro 03, 2009

A ultima batalha

A selecção nacional prepara-se para os dois utlimos embates, que são decisivos para a sua qualificação para o mundial de futebol de 2010. Para aumentar a complexidade, mesmo com as contas feitas, não dependemos só de nós.

Os jogos vão realizar-se nos proximos dias 10 (na Luz frente a Hungria) e no dia 14 (em Guimarães frente a selecção de Malta), para ambos os jogos o unico resultado possivel é a vitoria.

Queiroz já fez a sua convocatoria com a inclusão de ultima hora de Pedro Mendes. Falta saber se perante 2 jogos em que é obrigatorio vencer, se vai jogar com 1,2 ou 3 pivots defensivos.


Lista dos 23 jogadores convocados

Guarda-Redes:
Beto (FC Porto), Eduardo (Sporting de Braga) e Rui Patrício (Sporting).

Defesas:
Bosingwa (Chelsea, Ing), Bruno Alves (FC Porto), Paulo Ferreira (Chelsea, Ing), Pepe (Real Madrid, Esp), Ricardo Carvalho (Chelsea, Ing), Rolando (FC Porto) e César Peixoto (Benfica).

Médios :
Deco (Chelsea, Ing), Duda (Málaga, Esp), João Moutinho (Sporting), Miguel Veloso (Sporting), Raúl Meireles (FC Porto), Tiago (Juventus, Ita) e Nuno Assis (Vitória de Guimarães) e Pedro Mendes (Glasgow Rangers, Esc).

Avançados :
Cristiano Ronaldo (Real Madrid, Esp), Liedson (Sporting), Nani (Manchester United, Ing), Nuno Gomes (Benfica) e Simão (Atlético Madrid, Esp).

segunda-feira, setembro 07, 2009

É o nosso fado

Durante uma fase da historia, Portugal conseguiu diferenciar-se dos restantes por ser um pais com iniciativa, que sabia aceitar e enfrentar os desafios. Depois disso passou a cumprir os mínimos exigidos e a conseguiram os seus objectivos apenas com a ajuda de terceiros. Lembro-me que na década de 80 as queixas era que as principais selecções tinham estrelas a jogar nas principais equipas, em 90 veio as queixas de tínhamos os jogadores a jogar no estrangeiro e que não estavam habituados a jogar juntos. Com o Scolari na selecção e com o trabalho de Mourinho no fcp, a selecção passou a ser uma das melhores equipas do mundo.
Actualmente achamos que faltam bons jogadores em Portugal pelo que a selecção voltou 20 anos atrás, para uma altura em que ganhar a Malta ou ao Liechtenstein era uma grande vitoria, todas as outras selecções eram temíveis frente a Portugal.
Com a saída do Scolari (que soube sair na altura certa), a equipa das quinas perdeu tudo o que tinha sido construído durante a sua passagem por Portugal. Mais do que ter utilizado um modelo de jogo assente nos jogadores Portugueses do fcp, o que Scolari soube, e bem, construir foi a união em torno da selecção e da própria selecção.
É certo que o apoio dos adeptos só se faz com base em vitorias e em boas exibições, Scolari soube motivar o orgulho dos Portugueses em torno da selecção e mostra que exigia o melhor de cada jogador. Dando confiança a cada jogador, a equipa e aos adeptos. Hoje ninguém confia, nem acredita na selecção nacional.

Hoje, a selecção Nacional esta longe de ser um equipa una, de jogarem como equipa. Uma defesa que fica coxa sempre que ataca, pois o meio campo não faz as devidas compensações pelas subidas dos alas. Um meio campo muito permissivo, que preenche muito o miolo, defende a zona e que não consegue colocar a bola nos avançados, nem avançar com a bola. Por fim os avançados, que deviam desmarcar-se e ter a bola jogável frente a baliza, pelo contrario são mal fornecidos de lances de ataque, gozam de liberdade na frente mas ficam desligados da equipa, pois o resto da equipa não só acompanha no ataque, não integra o ataque, nem os fornece como deve de ser.

Para o jogo frente a Dinamarca, em que o único resultado positivo era a vitoria, não se percebe o porque de ter enchido o meio campo com jogadores defensivos e ter deixado na frente 2 extremos. Nem os médios defensivos conseguiram passar a muralha de 7 jogadores defensivos da Dinamarca, nem os avançados conseguiram desmarcar-se no meio das torres dinamarquesas. Mais incompreensível é o facto de estar a perder e não abrir a frente de ataque.
A transposição da bola para o ataque, podia ter sido feita pelos laterais (Duda e Boswingua) desde que o Raul Meireles e o Tiago fizessem as devidas compensações. Ou com a colocação dos extremos Simão/Nani/Ronaldo e no ataque 2 avançados (Liedson e Nuno Gomes). Atrás dos avançados, faz todo o sentido manter o Deco (e não pelas faixas) ou adaptar Ronaldo (que passou grande parte da 2ª parte por essas zonas), para pautar o jogo.

A interpretação do jogo do Carlos Queiroz é um erro total, que fez demasiadas experiencias e não conseguiu ter uma equipa completa. Fez com que a selecção joga-se um futebol muito fechado no meio campo, mas descurado nas laterais e entregando o ataque a criatividade e rasgos de génio individual.

A ida a África do Sul depende de terceiros, mesmo ganhando os 2 jogos com a Hungria e o jogo com a Malta, ainda teremos de rezar para que a Hungria e Suécia não ganhem os próximos jogos. A ida ao mundial esta assim muito longe.
Mesmo a jogar mal, espero que tenhamos a sorte que não tivemos até agora. Temos tido azar desde a entrada do Queiroz.

Curioso é que a equipa técnica sempre diz que esta a trabalhar para o futuro, ou seja já estão a pensar em algo mais alem de 2010. Se o mundial de 2010 já é carta fora do baralho, não devia já ter-se incluído os principais juniores ?

quinta-feira, agosto 06, 2009

Tropa de elite para o Liechtenstein

Foi divulgada a lista dos jogadores convocados para o próximo jogo da nossa selecção, um amigável com o "poderoso" Liechtenstein (sim actualmente qualquer selecção perante a nossa é temível), que se disputa na próxima quarta-feira, em Vaduz.

Pela lista dos convocados percebe-se que as experiencias terminaram, pois apenas foram convocados os jogadores mais experientes, o que dá que pensar, pois nos jogos a "serio" andou a fazer experiencias, convocando novos jogadores e testando-os em novas posições. E quando se depara com um amigável perante uma selecção amadora, vai convocar a "artilharia pesada".

Em Setembro quando os jogos forem a doer, quem é que ele irá convocar ? Daniel Fernandes, Gonçalo Brandão, José Castro, Eliseu, Luís Boa Morte, Edinho ou qualquer outro jogador desconhecido ?

Estará já o Queiroz a cumprir calendário ? Este jogo é apenas um "doce" para os veteranos e para os jogos a serio vai testando os novos jogadores já a pensar no Euro 2012 ou 2m 2014 ?


Lista de convocados:

Guarda-redes
Beto (FC Porto)
Eduardo (Sp. Braga)
Moreira (Benfica)

Defesas
Bosingwa (Chelsea)
Bruno Alves (FC Porto)
Miguel (Valência)
Pepe (Real Madrid)
Ricardo Carvalho (Chelsea)
Rolando (FC Porto)

Médios
Deco (Chelsea)
Duda (Sevilha)
João Moutinho (Sporting)
Raúl Meireles (FC Porto)
Tiago (Juventus)

Avançados
Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Hugo Almeida (Werder Bremen)
Nani (Manchester Utnited)
Simão Sabrosa (At. Madrid)

domingo, junho 07, 2009

Para os albaneses verem quem manda aqui

Quando Carlos Queiroz disse que não gostaria de estar na pele dos albaneses, percebi-o perfeitamente. Para a 92.ª selecção do ranking da FIFA, jogar duas vezes contra o 4.º classificado do último Campeonato do Mundo, empatar um jogo com dez jogadores e perder o outro nos descontos deve ser uma humilhação histórica. Calculo que hoje seja dia de luto na Albânia. Os portugueses, tenho a certeza, também não gostariam que Carlos Queiroz estivesse na pele dos albaneses. O problema é que os portugueses preferiam que Carlos Queiroz não estivesse na pele de Carlos Queiroz. O nosso sonho era que ele estivesse na pele do seleccionador da Dinamarca, que tem a qualificação para o Mundial praticamente garantida.

Confesso que não sei se Scolari é bom ou mau treinador. A única coisa que sei, até porque os factos se encarregam de mo mostrar, é que Scolari foi o melhor seleccionador de sempre de Portugal: qualificou-se para todas as competições e foi vice-campeão da Europa e quarto classificado no Mundial. Nenhum outro conseguiu o mesmo. A herança de Carlos Queiroz, de que tanto se fala, foi, portanto, esta: foi obrigado a suportar o fardo de tomar conta da selecção que melhores resultados conseguiu na história do futebol português. Scolari, talvez seja bom recordar, herdou a selecção do alho nos balneários, das ribaldarias em Macau, dos sopapos ao árbitro do Portugal-Coreia. No entanto, a generalidade dos analistas considera que Scolari prejudicou gravemente a Selecção Nacional, ao passo que Queiroz tem feito um trabalho brilhante para nos salvar da perdição. Se a Selecção Nacional perde em casa com a Dinamarca, o prof. Carlos Queiroz é excelente porque a equipa pratica um futebol muito agradável. Se a Selecção Nacional pratica um futebol fraquíssimo contra a Albânia, o prof. Carlos Queiroz é excelente porque conseguiu os três pontos nos últimos minutos e calou muitas bocas. Enfim, há treinadores que falham sempre, mesmo quando acertam, e outros que não falham, mesmo quando não acertam nunca.

A verdade é que o prof. Carlos Queiroz é um treinador único. Sobretudo no sentido em que é o único treinador que eu conheço que, tendo à disposição Simão Sabrosa e Nani, escolheria Luís Boa Morte como primeira opção. É possível que haja apenas uma posição na qual a selecção de Portugal não tem qualquer problema: a de extremo. Carlos Queiroz conseguiu arranjar um. É preciso talento.

Quando se lamenta a escolha de Quique Flores para treinador do Benfica, é importante não esquecer que Carlos Queiroz chegou a ser hipótese. Muita sorte tivemos nós.


By RAP@Chama Imensa in Jornal Abola - 2009/05/31
Fonte : Forum Benfica

segunda-feira, abril 06, 2009

O silêncio dos inocentes é ensurdecedor

Uma semana depois de Avelino Ferreira Torres ter sido ilibado de todos os crimes de que era acusado, Pinto da Costa foi também considerado inocente pelo douto tribunal de Gaia. «Les beaux esprits se rencontrent», como dizem os franceses, mas eu não falo francês e nunca percebi o que é que eles queriam dizer com aquilo. No caso do presidente do Porto, condenado em definitivo no âmbito da justiça desportiva, o tribunal considerou que não é problemático que os árbitros visitem a casa de dirigentes desportivos na véspera de arbitrarem jogos dos seus clubes, que o árbitro em questão tinha beneficiado o Porto apenas moderadamente e que as testemunhas de acusação não tinham credibilidade (nem as que acusavam Pinto da Costa de corromper pessoas nem as que o acusavam de lhes ter pago para dizerem que não corrompia pessoas). Enfim, nada que quem lê jornais há já uns anos não estivesse à espera. A célebre factura da viagem ao Brasil, compreendo-o agora, também tinha trabalhado numa casa de alterne.

Como toda a gente, suponho, estranho o silêncio que a comunicação social portuguesa tem dedicado à carreira de Mick Phelan. Durante anos, nenhum dos nossos jornais se esqueceu de assinalar que os êxitos do Manchester United eram também (senão sobretudo) do prof. Carlos Queirós. O prof. Carlos Queirós tinha revolucionado o Manchester United. O prof. Carlos Queirós tinha levado para Manchester métodos que tinham deixado boquiaberta toda a Bretanha — que é grã. O prof. Carlos Queirós era indispensável no Manchester United e Alex Ferguson nem queria ouvir falar na sua saída. Havia uma razão para isto: Alex Ferguson só fazia as substituições, todo o trabalho importante era feito pelo prof. Carlos Queirós. O prof. Carlos Queirós não era o treinador-adjunto de Alex Ferguson, Alex Ferguson é que tinha a honra e a sorte de ser o treinador principal da equipa técnica onde pontificava o prof. Carlos Queirós. O prof. Carlos Queirós inventou jogadores, ganhou taças, foi campeão de Inglaterra e da Europa. Nisto, o prof. Carlos Queirós veio treinar a selecção portuguesa e deixou o Manchester condenado à ruína. Alex Ferguson, imprudentemente, substituiu o indispensável prof. Carlos Queirós por Mick Phelan. Exacto, Mick Phelan. O antigo treinador-adjunto do Norwich, do Blackpool e do Stockport County. E, embora os jornais portugueses o tenham ignorado, Mick Phelan já foi campeão do Mundo de clubes, lidera o campeonato inglês, e está nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Para quando a atenção devida ao trabalho de Mick Phelan?

Tenho saudades de acompanhar a carreira de treinadores-adjuntos brilhantes.

domingo, novembro 23, 2008

Quem já tem saudades de Scolari ponha o dedo no ar

Quando o seleccionador que obteve os melhores resultados de sempre na história do futebol português foi para o Chelsea, meia dúzia de comentadores manifestaram alegria. Estamos a falar de gente cuja profissão é analisar os jogos, pensar sobre eles, e falar das jogadas de modo a que ninguém entenda. Gente entendida em futebol. Mesmo assim, festejaram a saída do seleccionador que apurou Portugal para todas as competições que disputou, foi vice-campeão da Europa e quarto classificado no Mundial. Neste momento, duvido que não tenham já uma pontinha de saudade de Scolari. Eu, com os resultados que a Selecção tem feito, até dou por mim a ter saudades de António Oliveira. Sem ofensa para Queirós.

Ao contrário do que se tem dito, porém, Portugal obteve no Brasil um bom resultado. Sempre ouvi dizer que à meia dúzia é mais barato. Nos tempos de crise em que vivemos, parece-me muito sensato optar pelo que fica mais em conta. Por outro lado, foi um jogo que serviu para estreitar as relações entre os dois países. Futebolisticamente, há uma cooperação luso-brasileira que é tão eficaz como enternecedora. Reparem: há tempos o nosso seleccionador era um brasileiro que levou Portugal aos melhores resultados de sempre; agora temos um português que faz o Brasil jogar muito bem. Estamos perante um intercâmbio que é vantajoso para ambas as partes.

É possível que, para os defensores de Queirós, o seleccionador ainda não mereça uma avaliação negativa. Para quem não achou grave a derrota com a Dinamarca e o empate com a Albânia, levar a maior goleada dos últimos 50 anos são amendoins. Até porque há sempre as forças obscuras da Federação, que não deixam o professor trabalhar. São forças que conspiram selectivamente: ajudaram Scolari a ter êxito, ou pelo menos não o prejudicaram, mas agora trabalham na sombra para minar o caminho de Carlos Queirós. Foram essas forças que, provavelmente, convenceram o professor a ir jogar ao Brasil sem trinco nem ponta-de-lança. O grande dilema, para o espectador que não conhece os meandros escuros da Federação, nem sabe quem são as pessoas que lá trabalham a favor de Scolari e contra Queirós, é o de saber se será mais vantajoso deixar o professor Queirós varrer a porcaria da Federação ou incentivar a Federação a varrer a porcaria do professor Queirós. A única convicção que é possível ter é a de que há ali porcaria de certeza absoluta.

Em todo o caso, passado este tempo sobre a partida do ex-seleccionador, creio que já não faz sentido falar do fantasma de Scolari. Aliás, se viu o jogo, Scolari terá dito, provavelmente: «O Robinho passa pelo Pepe como se ele não existisse, e o fantasma sou eu?»

by RAP in Jornal Abola - 20081123

segunda-feira, outubro 20, 2008

Chama imensa: Um aspirador para Carlos Queirós

Um aspirador para Carlos Queirós

CREIO que os problemas do professor Carlos Queirós terão começado quando proferiu a célebre frase : «É preciso varrer toda a porcaria que existe na Federação».
Nesse momento, Queirós demonstrou que tinha ainda menos vocação para dona de casa do que para treinador de futebol. Toda a gente sabe que o ideal não é varrer a porcaria. O melhor é aspirá-la. Mete-se num saco, leva-se para longe, e nunca mais volta. Varrendo, pode levantar-se com o vento, pode fugir à pá, pode escapar ao caixote e permanecer em casa — ou, neste caso, na Federação. Varrer é um procedimento ineficaz, que se presta a incompetências várias.
Fala-se muito em varrer para baixo do tapete, mas nunca ninguém conseguiu aspirar para baixo do tapete.

Feito este preâmbulo, aliás bastante pedagógico, sobre porcaria, e correndo embora o risco de não sair do mesmo tema, gostava agora de me debruçar sobre a exibição da Selecção Nacional contra a Albânia. Julgo que o resultado não pode deixar de se considerar positivo.
Arrancar um empate frente à Albânia, para a selecção que tinha perdido em casa com a Dinamarca, é bastante bom, e indica uma evolução notável. Como dizem os comentadores de futebol (e os taxistas) já não há jogos fáceis.
Sobretudo para as equipas que são treinadas por Carlos Queirós.
É verdade que, no onze inicial português, havia jogadores de colossos como o Manchester United, o Real Madrid e o Benfica. Mas seria importante não esquecer que a Albânia entrou no jogo com futebolistas oriundos do gigante Vllaznia, do histórico Vorskla, ou do mítico Kryvbas.

Também não concordo que Queirós seja menos mobilizador do que Scolari.
Admito que Scolari levou o povo português a pendurar bandeiras portuguesas nas janelas, mas acredito que Carlos Queirós ainda conseguirá levar todo o povo português a pendurar lenços brancos nas janelas. Julgo que é uma questão de tempo.

Por outro lado, Queirós é evidentemente mais sofisticado do que Scolari.
Desde logo, porque é professor. Depois, porque parece claro que é professor de matemática. Mal Queirós tomou conta da selecção nacional, os portugueses voltaram a ter o gosto pelas contas. Já está tudo a calcular a quantidade de pontos que é preciso amealhar nos restantes 60% da fase de grupos, para podermos sonhar com o apuramento para o Mundial.
Parece que nos apuramos de certeza para jogar na África do Sul se, dos próximos 18 pontos em disputa, conseguirmos conquistar 25.

fonte: Ricardo Araújo Pereira in ABola

quinta-feira, outubro 16, 2008

Sem Rumo

Mais um jogo da selecção, mais um triste espectáculo de uns putos mimados que se reúnem para dar uns toques. DEPRIMENTE!!!!!!!!!!!!

A equipa não joga um futebol colectivo, com demasiadas cautelas defensivas e sem conseguir construir jogadas.
Vive-se da inspiração de alguns jogadores e da sua carolice. Muito Mau!!!!!!!!

Dificilmente vamos conseguir MERECER ir ao Mundial, pois esta equipa joga muito, mas muito mal. E será um favor que fazem ao futebol e a Portugal, se os jogadores se recusarem a jogar os próximos jogos.

Defesas laterais que não atacam ( Miguel ainda bem que sais-te, ficamos com um grande Maxi Pereira ), jogar com laterais que não apoiam o ataque e ficar com uma defesa de 4 jogadores, contra ........ nada.

Meio campo desinspirado, jogar com 4 defesas e mais 3 médios defensivos ? para que ? bastava o Raul Meireles.
Ganda "manele" que bom que é estares longe do Benfica. Moutinho, se algum dia quiseres ser um grande jogador, tens de sair para um clube a serio, a cada época tu vais-te perdendo e és cada vez mais um jogador medíocre.

Nani? Quaresma ? Ronaldo? todos da mesma fornada, uns "cagões", agarrados a bola, não jogam para o colectivo, quando não tem a bola fazem birra e não gostam de assobios.

Quim, Nuno Gomes, Pepe e Danny, vocês são bons demais para jogarem com putos mimados. É urgente criar um infantário para o Queiroz gerir e ter uma selecção para Portugal apoiar.

A jogar assim quero ver onde é que o Queiroz vai conseguir ganhar pontos, talvez no PES.

Queiroz é um homem do mundo e talvez nesse sentido, trouxe a crise mundial para o meio da nossa selecção nacional.

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...