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quarta-feira, dezembro 10, 2014

O BES para criancinhas

Era uma vez um banqueiro muito grande e muito mau que tinha muito dinheiro, uma família de idiotas e um primo apalermado mas bonzinho e por isso era amigo do primeiro-ministro e tinha caído nas graças do governador do Banco de Portugal. Durante anos o banqueiro mau foi o dono disto quase tudo, quase tudo porque era dono de tudo menos do Passos Coelho, da Maria Luís e do Carlos Costa.
  
O banqueiro que era dono disto tudo fez muitas asneiras e desviou muito dinheiro para apoiar empresas que eram mal geridas, mas ninguém deu por isso, nem a família, nem os responsáveis do banco, nem os auditores do Banco de Portugal, nem mesmo o primo bonzinho, muito competente e amigo do primeiro-ministro. Quando já estava em dificuldades pediu ajuda ao primeiro-ministro, mas este só era amigo do primo bonzinho e tem alergia a negócios.
  
Então o banqueiro mau foi obrigado a abdicar mas antes de se ir embora escolheu entre os seus um deputado do PSD e um conhecido gestor pois eram gente ligada ao poder. A escolha foi aplaudida e até os que ousaram questionar a cor política foram criticados. Lá tomaram posse mas como +e melhor um pássaro  na mão do que dois a voar esqueceram-se de sair de onde estavam, continuando a ocupar esses cargos, ainda que sem qualquer estatuto ou justificação legal para as ausências.
  
A coisa não correu bem , o dinheirinho do aumento do capital já estava bem arrumado, o presidente já tinha cumprido a sua missão de ajudar o país com os seus conhecimentos de economia levando os mais otários a comprar acções do BES e o governo achou que o melhor era dividir o BES num BES boom e num BES mau. No BES bom ficavam os edifícios, os clientes com depósitos e os créditos a empresas, no BES mau ficavam os accionistas, as boas empresas do GES e o BESA. Os accionistas foram lixados e os angolanos agradeceram pois lixo não paga dívidas.
  
Foi um milagre, o Estado não perdeu o dinheiro, o primo bom continuou administrador, Passos não se meteu em negócios, só a Maria Luís é que se lixou pois o azar bateu-lhe à porta e quando já estava fazendo as malas para ir em busca da sua zona de conforto na Comissão Europeia veio o BES e tramou-a. Agora há o BES bom, o BES mau, o BEStial do Moedas que se safou e a BESta da Maria Luís que se lixou e vai continuar com os vencimentos cortados. Enfim, não se perde tudo, em 2015 recupera 20% do corte no vencimento e em 2016 talvez leve um pequeno reembolso da sobretaxa de IRS.
  
Agora o parlamento está a ouvir toda a gente para no fim aprovar por maioria e clamação um relatório a confirmar que o Carlos Costa é um pobre homem, que Passos Coelho nem ouviu falar do assunto e que a Maria Luís foi a última a saber. Quanto ao Ricardo Salgado continua a ser o dono disto tudo, dantes comprava-os com dinheiro, agora compra-os com o medo de dizer quanto lhes custaram.

Fonte:  O JUMENTO 

terça-feira, agosto 05, 2014

BES um novo rumo

Havia três possibilidades: o BES falia e verificavam-se perdas monstruosas; alguém generoso comprava o banco; ou era aplicado um resgate. Sendo impossíveis as duas primeiras, o País foi conduzido para a terceira hipótese e, pela primeira vez, as novas regras europeias foram usadas no salvamento de uma instituição financeira.

Este é o aspecto que mais me espanta nos comentários que tenho lido e ouvido sobre o caso BES e o aparecimento do Novo Banco: os analistas evitam referir que a solução aplicada é europeia e o dinheiro é da troika; que foi tudo negociado com a Europa, com apoio do BCE, onde o Banco de Portugal tem assento; que o dinheiro é um empréstimo temporário e remunerado; que a forma deste resgate estava escrita numa lei europeia em vigor.

No final, é bem possível que o contribuinte perca dinheiro, mas primeiro pagam os accionistas e os credores que arriscaram. A alternativa a esta intervenção era o estoiro puro e simples de um banco enorme (para a nossa dimensão), o que seria uma catástrofe económica sem precedentes.

Também me espanta a reacção partidária, sobretudo a reacção apressada do Bloco de Esquerda. À primeira pergunta (então, o que se fazia aos depósitos?), a líder do bloco começou a patinar. Os críticos desta opção têm de explicar muito bem qual era a alternativa. Como é que se salvava o banco sem aplicar a lei comunitária, em grande parte imposta pela Alemanha?

Um mito persistente afirma que a Europa é irrelevante, mas este caso prova que a zona euro começa a ter uma união bancária e mudou por completo a lógica da integração. Antes do resgate, um pequeno banco português estoirou e foi possível ao governo salvar os seus accionistas, pagando várias vezes as loucuras que tinham sido feitas (ainda estamos a pagar a conta). A intervenção seguinte, sob ajustamento, envolveu dinheiro da troika que está a ser devolvido, mas foram preservados os interesses dos accionistas e a solução leva tempo a resolver. Agora, havendo igualmente um empréstimo temporário, as regras são bem piores para os accionistas. O interesse dos contribuintes e dos depositantes conduz toda a operação, que será muito mais rápida. 

Fonte: Delito de Opinião by Luís Naves

sexta-feira, agosto 08, 2008

O ladrão é como uma divida, só rende se abatido.

As nossas forças policiais mostraram mais uma vez que não são as culpadas do actual estado de insegurança que se vive em Portugal, e se por vezes os criminosos andam á solta, outros serão os responsáveis que não os agentes que arriscam diariamente a vida, para segurança da sociedade. O mais importante, os reféns foram libertados, estando em segurança, os bandidos foram neutralizados, tendo sido abatido, é sempre de lamentar a morte de alguém, mas entre reféns e polícias ou criminosos, não há escolha possível, são danos colaterais e quando não se respeita a vida de terceiros a sua vida deixa de ter qualquer valor.


Que ao menos sirvam de exemplo e possam desencorajar outros de escolher a via criminosa, para resolver qualquer problema, ou ganhar dinheiro fácil.

Desta vez o crime não compensa, tal como nunca deveria compensar.

Devíamos pensar nos dois pontos seguintes :

- No que leva duas pessoas a assaltarem um banco …. que por habito não tinha dinheiro. Ignorância ? Desespero ?

- O facto dos dois assaltantes serem estrangeiros não deve nem pode penalizar os outros estrangeiros que trabalham em Portugal e dão o seu contributo a Portugal. Mas temos de pensar se devíamos ter as portas abertas a todos os estrangeiros.


Esperemos agora que não haja um qualquer inquérito aos agentes que dispararam e entraram na agência bancárias, nem que sejam suspensos!

Esperemos, igualmente, que não venha um qualquer "Falcão" em gritos de "SOS" dizer que houve racismo.

Pena é que um dos assaltantes tenha saído com vida. Deviam ser pendurados de cabeça para baixo de forma a servirem de exemplo a outros criminosos, sejam brancos, amarelos, pretos, azuis, verdes ou vermelhos.

Modalidades - 2026/03/21

Sábado, 2026/03/21  - 11:00 - Futebol - SL Benfica -v- Académico Sad - Liga Revelação - Sub 23 - | 25/26 - Apuramento De Campeão Jornada 10...