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sábado, setembro 07, 2013

Leonor Pinhão - Será Markovic o sucessor de Vata?


A equipa mais gamada – para utilizar uma expressão consagradamente popular e de significado vago - nas três primeiras jornadas do campeonato é o Benfica e este título, que ninguém quer, assenta-lhe como uma luva. 

Embrenhados no caso Cardozo, que se iniciou em finais de Maio e que só acaba quando o paraguaio marcar um golo e correr para Jorge Jesus – se não correr para Jorge Jesus é porque o caso, afinal, não está encerrado -, os benfiquistas, independentemente das suas responsabilidades, entenderam como apenas corriqueiras as decisões de Jorge de Souza, no Funchal, na jornada 1 e as decisões de Hugo Miguel, em Alvalade, na jornada 3.

Somos assim. Um bando de frouxos, no qual me incluo. O facto de a equipa ainda não ter jogado nada de especial desmotiva, em nome da vergonha, qualquer tipo de conversas ou de lamentos sobre questões da arbitragem.



Joguem à bola! – é o que os adeptos exigem neste arranque porque não lhes entra na cabeça que os mesmos jogadores que tão bem se comportaram em campo até Maio tenham desaprendido de jogar, de lutar e de ser felizes como o foram por quase toda a temporada de 2012/2013, mais precisamente até á data do jogo com o Estoril.



E como jogar à bola tem-se visto pouco, vai de isentar os malandros dos árbitros nestas três primeiras jornadas do campeonato. Uns snobs, eis o que somos, uns grandes snobs. E isto em futebol não tem cabimento a não ser que se esteja em Inglaterra, o país do fair play. Mas como estamos em Portugal, o país da verdade desportiva, há que chorar, gritar, ameaçar e fazer, sobretudo, muito barulho quando em três jornadas, feitas as contas, o resultado podia ter sido outro na Madeira e outro em Alvalade se os árbitros fizessem por cumprir as leis do jogo.



Estamos assim a 5 pontos do FC Porto e Agosto ainda nem tinha terminado. Se pensarmos que há dois anos o Benfica perdeu um campeonato em que chegou a ter 5 pontos de avanço em Fevereiro e que no ano passado perdeu um campeonato em que chegou a ter 4 pontos de avanço em Abril, estes 5 pontos de atraso em Agosto pesam já umas quantas toneladas.



É o que parece, não vale a pena aborrecermo-nos com minudências.
Analisar, dissecar, criminalizar o golo solitário com que o FC Porto conseguiu vencer o Paços de Ferreira já perto do fim do jogo é um exercício vão. 



Certamente que o empurrão descarado de Jackson Martinez nas costas do defensor pacense antes de cabecear para o golo, tal como a mochila feita a Cardozo por Maurício em Alvalade, tal como a posição irregular de que nasce o golo do Sporting constam do novo livro de interpretação das regras que Pedro Proença foi explicar, há duas semanas, aos jogadores do Benfica no Seixal.
Comparadas com o caso Cardozo e com o mau futebol que a equipa vem praticando, estas questões são encaradas como menores em nome da decência.
E, sempre em nome da decência, já é larga a desvantagem do Benfica para os líderes.
Vamos lá então à recuperação!



E a recuperação também tem os seus “quês”. Tomemos o exemplo de Markovic, de todas as caras novas aquela que já conseguiu cair no goto dos adeptos e da crítica. Trata-se de um jovem sérvio, tem apenas 19 anos, que tem vindo a ser utilizado na parte final dos jogos e que, por sorte ou por saber, tem ajudado com golos a dar a volta a resultados menos bons, como aconteceu com o Gil Vicente e com o Sporting.
Será Markovic o novo Vata? Para os mais novos, que não sabem, Vata foi um jogador que o Benfica foi buscar ao Varzim no final da década de 80 e que jogando só aos bocadinhos, raramente foi titular, conseguiu ganhar uma “Bola de Prata”, troféu que consagra o melhor marcador do campeonato.
Francamente, parece-me que Markovic tem sobre Vata vantagens e argumentos que o colocam num outro patamar. O tempo o dirá. Mas com 5 pontos de atraso à terceira jornada e tendo em conta o historial desta equipa quando se viu com 5 e com 4 pontos de avanço, não fará grande mal ao mundo dar uma alegriazinha à malta pondo o sérvio em acção pelo menos uma parte inteira do jogo.
Vão ver como não se arrependem.

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João Moutinho fez, finalmente, a sua estreia na I Liga francesa e foi o homem do jogo. E logo em Marselha, contra o Olympique, um adversário poderoso, com ambições. O Mónaco viu-se a perder mas dos pés de Moutinho saíram os lances que permitiram a reviravolta e asseguraram o triunfo da multimilionária equipa do Principado.
Rui Barros, por ter feito uma bonita carreira no Mónaco, foi logo consultado pela imprensa francesa para opinar sobre a valia do seu compatriota. Disse-lhes que Moutinho é um jogador excepcional que “sabe fazer tudo”. Concordo com Rui Barros. Ao ponto de achar um desperdício ver Moutinho numa equipa que não tem um nome à altura do talento do algarvio.
Acredito que ainda verei João Moutinho num “grande” europeu. Esta aventura monegasca é apenas um interlúdio com benefícios fiscais no percurso de um jogador excepcional.



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Quem também é excepcional, ninguém duvida, é Gareth Bale, o jovem galês que o Real Madrid acaba de comprar ao Tottenham por 91 milhões de euros. Não me vou demorar em considerações sobre a obscenidade da verba em causa. Garantem-me os mercantilistas que só a venda de camisola com o nome de Bale estampado nas costas ajuda bem a amortizar o investimento. Será?
Gareth Bale é um jogador do outro mundo e, assim sendo, é natural que tenha ido parar ao Real Madrid. E, convém que se diga, é também excepcionalmente esperto. Aterrou em Chamartín e não perdeu tempo: “Cristiano Ronaldo é o chefe, é o melhor do mundo”, disse ao melhor estilo da fleuma e da diplomacia britânica.
O galês sabe quem vai encontrar no balneário do Santiago Bernabéu. Cristiano Ronaldo, que tem um futebol parecido com o seu, vive lá e carrega consigo a fama e o proveito de ser o melhor do mundo, à frente de Messi, ou o segundo melhor do mundo, atrás de Messi. 
Se esta discussão tem servido para animar e, por vezes, enfurecer, os fãs de um e de outro, Bale colocou-se incondicionalmente ao lado do seu próximo colega de equipa.
O português deve ter gostado. Já os castelhanos da “plantilla” podem ter achado menos graça a esta profissão de fé de Bale logo à chegada. É lá entre eles. 
Excepcionalmente esperto teria sido Neymar se tivesse dito a mesma coisa assim que aterrou em Nou Camp. “Messi é o chefe, é o melhor do mundo.” Mas não disse, o que também se compreende e aceita. Um é brasileiro e o outro é galês, vêm de culturas diferentes embora não custe a adivinhar que, em breve, será entre eles a discussão sobre quem é o melhor do mundo.
Voto em Bale, por antecipação.



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Morreu Pal Csernai, o treinador húngaro que substituiu Eriksson quando o sueco partiu para Roma no fim da temporada de 1983/1984. Não seria fácil para nenhum treinador ocupar o lugar de Eriksson, afável e correctíssimo com toda a gente. Csernai primou pelo oposto. Intratável e incorrectíssimo. 


Num ano com Csernai o Benfica ganharia apenas uma Taça de Portugal, numa final com o FC Porto, o que foi considerado pouco à época. Não deixou grandes amigos na Luz. Era o género de treinador que não tinha problemas em apontar a dedo os jogadores que, segundo ele, não cumpriam.
Numa célebre e infeliz eliminatória europeia com o Estrela Vermelha de Belgrado, Csernai não foi de modas e acusou Álvaro Magalhães, o nosso brioso defesa-esquerdo, de ser “o pai da derrota”. 
Por falar em defesa-esquerdo, tudo indica que com a chegada de Siqueira dá-se por resolvido um problema que já dura há alguns anos. Será desta?


quinta-feira, agosto 29, 2013

Leonor Pinhão - Luisão e a terapia de grupo


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol está preocupado com a Benfica TV. Esta temporada o canal do Benfica assegurou a transmissão dos jogos do campeonato inglês e passa a transmitir todos os jogos do Benfica disputados no Estádio da Luz.

Não é com a transmissão dos jogos do campeonato inglês que Fernando Gomes está apreensivo, o que se compreende. A Inglaterra é a terra do fair-play, é tudo gente séria e aprumada.

O problema é que tal como a Inglaterra é a terra do fair-play, Portugal é a terra da verdade desportiva, coisa completamente diferente. E o presidente da FPF não pode deixar de estar, por inerência de cargo, sempre aflito não vá a verdade desportiva descambar.

Segundo algumas consciências, a última segunda-feira terá sido um dia mau para a verdade desportiva. Foram divulgadas as medições das audiências televisivas e soube-se que a transmissão do Benfica-Gil Vicente na Benfica TV bateu a transmissão do Vitória de Setúbal FC Porto na Sport TV. Ambos os canais funcionam por subscrição livre do público, é importante não esquecer.
As declarações de Fernando Gomes ao “Diário Económico” sobre a questão dos direitos televisivos foram amplamente divulgadas na net no mesmo dia. Para o presidente da FPF trata-se de “uma situação que não é normal”. E levantou uma questão premente o ex-vice-presidente do FC Porto sobre os “constrangimentos” de um “canal próprio”, reconhecendo que, ele próprio, ainda não tem “traquejo” nem “experiência” para concluir “se isso pode ter algum tipo de implicação que condicione a verdade desportiva”.
Lá está, justamente, a nossa velha amiga verdade desportiva.

Fernando Gomes, que era vice-presidente do C Porto à época da investigação policial do Apito Dourado, é a figura desprevenida quem o senhor António Araújo, o da “fruta para logo à noite”, solicita bilhetes para “as três deusas” que quer levar consigo ao futebol. Tudo isto é lamentavelmente público graças ao YouTube.

Com o traquejo até então adquirido, o então vice-presidente do FC Porto, actual presidente da FPF hoje preocupado com “a verdade desportiva” posta em causa pela Benfica Tv, diz simplesmente ao empresário que suba “ao 14.º andar” para tratar do assunto em causa.
- É daquele assunto que falámos, não é? –pergunta Fernando Gomes, prudente e avisado, ao senhor Araújo das três deusas.
- É, é – responde prontamente o senhor Araújo.

Ouvindo-o responder à solicitação do sr. Araújo, quase dez anos depois da gravação dessa conversa, não parece ter ficado muito preocupado com as três deusas o actual presidente da FPF. Certamente porque não viu ali nada que, tal como a Benfica TV ameaça presentemente vir a fazer, pudesse “ter algum tipo de implicação que condicione a verdade desportiva”.
E com certeza que não teve implicação nenhuma. Deusas são deusas, gente bendita, e logo três…

Já a Benfica TV pode vir a tornar-se num perigo público e com isso todos os cuidados são poucos não vá a verdade desportiva fenecer ou mesmo falecer. E isso seria uma grande tragédia.
Como benfiquista, constato com satisfação que o actual presidente da FPF não apoia inequivocamente a Benfica TV. 

As situações normais resolvem-se no 14.º andar, é verdade. Mas sendo esta uma situação anormal, falta traquejo a Fernando Gomes. Assim é que é bonito.


*
Por estes dias perguntam-me muito nas ruas se estou zangada com Luisão. Na verdade, não estou. Talvez por uma questão de educação, da minha educação, não da educação do Luisão. 

Comecei cedo a frequentar o estádio da Luz na companhia do meu avô e sempre o ouvi dizer, quando as coisas não nos corriam bem e o público protestava, que assobiar um jogador do Benfica era mais feio do que cuspir na sopa e tão feio como bater na mãe. Foi uma coisa que me ficou.

É dele que me lembro sempre que ouço, na Luz, o público dirigir os seus protestos contra um ou outro jogador ou mesmo contra a equipa toda. Não me considero uma benfiquista exemplar, longe disso, e nunca tive grande paciência para as estéreis e intermináveis discussões que envolvem recurso ao “benficómetro”, o ainda não inventado aparelho que medirá a devoção dos benfiquistas bons, dos benfiquistas maus e dos benfiquistas assim-assim, entre os quais voluntariamente me incluo.

Por isso, é com todo o à-vontade que falo. E confesso que até gostei da reacção do nosso capitão quando, assegurada a vitória épica sobre o Gil Vicente, se dirigiu desabridamente aos adeptos reprovando-lhes, por gestos, os assobios a Maxi Pereira que, ao contrário do “benficómetro” que ainda não foi inventado, conseguiu inventar sozinho o lance que resultaria no golo do Gil Vicente lançando a Luz ao desespero.
Se me perguntam se, nesse preciso momento fatal do uruguaio, me levantei do meu lugar em aplausos piedosos a Maxi Pereira, porque é dever apoiar a equipa nos bons e nos maus momentos, terei de responder que não, não me levantei. Francamente, não sou pessoas de extremos.

Mas sou quero ser crente. Antes do jogo com o Gil Vicente perguntava-me que tipo de prodígio, que tipo de milagre poderia vir a salvar o Benfica doente que todos conhecemos desde Maio último. Portanto, naturalmente, quis acreditar que era aquilo o prodígio sonhado quando vi, no espaço de minuto e meio, o golo de Markovic a empatar o jogo, o golo do Lima a ganhar o jogo, o beijo do mister no Mini Pereira, os abraços dos demais jogadores e, finalmente, os gestos de Luisão para a bancada.

Olha, finalmente, tempos sessão de terapia de grupo! Foi nisto que pensei. E continuei tranquilamente a ver o jogo que, como estarão recordados, terminou logo a seguir.

Volto a dizer que o Benfica terminou doente a última temporada e todo o longo tempo do defeso foi apenas a continuação dessa mesma doença sem que nada de visível fosse feito para curar o doente, embora milhares de especialistas tivessem dado as suas opiniões clínicas. Houve até uma maioria de especialistas que, considerando que o mal estava na cabeça e não nas pernas, descurou o assunto pensando, à moda antiga, que os males da cabeça se tratam com banhos de mar. Ideia errada.

A questão é que o mal é mesmo na cabeça. É um desatino o que se tem visto em campo desde o início da pré-temporada. Um desatino que se continuou a ver no Funchal e que se voltou a ver no final da tarde de domingo, na Luz, até ao momento em que Markovic fez o primeiro golo do Benfica.

Depois o doente acordou e, como por milagre, voltou à vida activa envolvido numa aura de inesperado esplendor. Segue-se o jogo com o Sporting, em Alvalade, ocasião que será fabulosa para testar no doente, ou no ex-doente, os efeitos da tão celebrada sessão de terapia de grupo.

No sábado se verá.




*
O Rio Ave e o Estoril voltaram em excelente plano ao futebol a sério. Duas vitórias em dois jogos é o balanço do arranque da época para as equipas de Nuno Espírito Santo e de Marco Silva. Ora aqui estão dois que não perderam a embalagem.

Já o Paços de Ferreira que foi a enorme sensação do último campeonato começa agora a ser sensação por não conseguir ganhar um jogo. Soma duas derrotas nas duas primeiras jornadas da prova e até acabou, imerecidamente, goleado pelo Zénite de São Petersburgo no jogo da primeira-mão do play-off de acesso à Liga dos Campeões.

Como se não bastasse, tem agora um adversário impossível pela frente. Nem mais nem menos do que o campeão nacional. O FC Porto vai no domingo a Paços de Ferreira, campo de boa memória porque foi lá que, na época passada, selou o título. 
O jogo é em Paços de Ferreira, não é? Ou é no Dragão?

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Parabéns aos adeptos


A equipa esta de Parabéns, foi uma noite em que alguns jogadores mostraram a sua classe (como o Matic), a sua técnica (Ola John) e que ganham jogos com a sua segurança (Artur estas perdoado). 

Mas temos de dar os Parabéns a quem tornou esta vitória possível que com o seu apoio ajudou o Benfica a passar a proxima fase, sem termos de jogar apenas em casa em França. 

Parabéns aos adeptos e ao facto de se terem comportado a altura do clube, sem lançarem petardos. Vamos repetir este jogo até ao final da época.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Quero continuar a ir a Luz


Benfica - Bayer Leverkusen

Comunicado: Apelo aos sócios e adeptos


"Os sócios e adeptos têm sido fundamentais ao longo do ano na forma como, nas competições nacionais e internacionais, têm conseguido “empurrar” a equipa desde as bancadas do Estádio da Luz. Esta quinta-feira temos mais um jogo decisivo na caminhada europeia e o vosso apoio vai ser, uma vez mais, decisivo.

Como é público temos sido visados pela UEFA em relação ao uso indevido de alguns materiais pirotécnicos. O Clube já foi alvo de diversas multas que ascendem a largos milhares de euros, encontrando-se nesta altura em risco dessa penalização poder ir além da componente financeira.

Nesse sentido, fica aqui o apelo para continuarmos a apoiar a equipa com a mesma determinação de sempre, mas sem a utilização de materiais pirotécnicos que possam vir a determinar uma sanção ainda mais pesada da parte da UEFA."

Retirado do site do Sport Lisboa e Benfica.

terça-feira, outubro 06, 2009

Força, Sporting

Tenho constatado, com a repugnância que o leitor imagina, que vou desenvolvendo uma simpatia crescente pelos adeptos do Sporting. Ou sou eu que cada vez mais me pareço com eles, ou são eles que cada vez mais se parecem comigo. Seja como for, é horroroso — mas os sportinguistas e eu estamos perto de sermos almas gémeas. Repare o leitor: quando o Sporting perde, os adeptos assobiam; quando o Sporting ganha, como na quinta-feira, os adeptos voltam a assobiar. Esta vontade de, em todas as ocasiões, assobiar o Sporting, é-me tão familiar e natural que me sinto, julgo que com razão, vilipendiado pelos sportinguistas. Eu gosto muito de insultar o treinador dos adversários (é das coisas lindas que o futebol tem), mas não tenho imaginação nem vontade de chamar ao Paulo Bento o que oiço da boca de sportinguistas. Aprecio, tanto como qualquer pessoa, um bom comentário depreciativo acerca dos jogadores rivais, mas não sou faccioso a ponto de ver, nos futebolistas do Sporting, a falta de categoria que os sportinguistas identificam e publicitam em coro. De duas, uma: ou os adeptos do Sporting adoptam comportamento diferente do meu e começam a apoiar o seu clube, ou vejo-me forçado a, por razões de higiene, apoiá-lo eu. Confesso que nem será difícil: as exibições do Sporting até me têm agradado bastante.

O Leixões, que no ano passado desempenhou aquele papel de equipa revelação que faz um brilharete nas primeiras jornadas e depois cai a pique até ao fim (um papel este ano reservado ao Braga), foi à Luz perder por 5-0. Até aqui tudo muito bem. Acabou o jogo com nove e, como foi referido na generalidade dos jornais, podia ter acabado com menos um ou dois jogadores em campo e com mais um ou dois penalties no bucho. Tudo bem, também. Interessante foi a conferência de imprensa de José Mota. Desde que abandonou o Paços de Ferreira, José Mota apresenta-se aos jornalistas sem o elegante boné amarelo de outros tempos — mas ainda assim consegue dar espectáculo. Desta vez, lamentou que o árbitro não tivesse tido em conta, na hora de expulsar os seus jogadores, que estava perante futebolistas jovens e inexperientes. O rapaz que tentou remover a tíbia ao Di María com os dois pitons da frente deveria ter sido aconselhado. O jovem que decidiu cortar o Aimar pela raiz a três metros da baliza merecia uma conversa amiga e apoio psicológico. E, segundo José Mota, ninguém deveria ser expulso à meia hora de jogo. Quando é que a FIFA acrescenta à regra das faltas a adenda sobre o minuto do jogo em que são cometidas e a idade do infractor? Julgo que o espectáculo sairia beneficiado se as equipas pudessem entrar em campo com dois ou três delinquentes menores de idade que, depois de terem feito os seus estragos, pudessem ser substituídos a meio da primeira parte. Tudo o que sirva para aperfeiçoar o jogo.

Fonte : RAP @ Chama Imensa in Jornal “A Bola” – 2009/10/03

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...