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quinta-feira, outubro 02, 2014

Querido Portugal

Temos de falar. Como sabes, o meu amor por ti tem resistido a tudo. Tu és pobre, sujo em vários sítios e estúpido muitas vezes. Mas há em ti uma certa ingenuidade que faz com que até os teus defeitos - e são tantos - me seduzam. Na maior parte das vezes não és mau, és só malandro. E tens três qualidades que compensam tudo o resto: a comida, a língua e o clima. Era precisamente sobre isto que te queria falar. Andas a desleixar-te. A comida já foi melhor. Bem sei que a culpa não é só tua. A União Europeia proíbe umas coisas, os nutricionistas desaconselham outras. Mas já não se encontram jaquinzinhos, os restaurantes receiam fazer cabidela e a medicina parece ter arranjado um método infalível para determinar o que é prejudicial à saúde: se sabe bem, faz mal.

A língua também já não é o que era. Não me entendas mal: continua a ser a tua maior virtude. Não sei como é possível uma pessoa exprimir-se numa dessas línguas bárbaras que não distinguem o ser do estar. Embora os franceses e os ingleses, aparentemente, não o saibam, ser bêbado é muito diferente de estar bêbado. Mas, quando eu era pequeno, setores era o nome que se dava aos professores. Hoje, setores é a versão actualizada da palavra sectores. Na escola, os setores explicam o que os setores são. No meu tempo, o sector primário era a área de actividade que compreendia a agricultura e outras formas de produção de matérias-primas, e um setor primário era um professor do ensino básico. 

Agora, é tudo a mesma coisa, assim como "être" e "to be" significam tanto ser como estar.

Outra coisa: isto do clima não pode continuar. Este verão foi muito fraco. Houve pouco sol e a água estava fria. Não se admite. A gente tolera a corrupção, a injustiça, a inveja, o subdesenvolvimento e tudo o mais que tu conseguires gerar. Mas tem de estar sol. Se é para não haver verão, nem subtilezas linguísticas, nem papas de sarrabulho, mais vale irmos para a Finlândia, onde as coisas funcionam. ?E a moral sexual das moças nórdicas é muito mais relaxada. Tens de escolher: ou há regular funcionamento das instituições, ou há céu pouco nublado ou limpo. Vê lá isso, por favor.

Um grande beijo,
Ricardo


Fonte: Ricardo Araujo Pereira@Visão

sexta-feira, março 28, 2014

Ricardo Araújo Pereira entrevista... Ricardo Araújo Pereira

Ricardo, já reparou na tendência que estas auto-entrevistas têm para redundar no mais aborrecido cabotinismo?
Estava precisamente a pensar nisso, Ricardo. Essa observação é muito perspicaz. Antevejo uma excelente entrevista.

Obrigado. Mas acha que o facto de estarmos a reconhecer que as auto-entrevistas são ridículas vai impedir que esta se torne ridícula?
Não, mas as pessoas acreditarão mais facilmente que se trata de um ridículo intencional, depois de termos feito esta desconstrução que reputo de extremamente moderna.

Ricardo Araújo Pereira
Qual foi a pergunta que nunca lhe fizeram?
Essa não é uma delas, curiosamente. Já me perguntaram muitas vezes qual foi a pergunta que nunca me fizeram. É difícil responder, na medida em que o universo de questões que nunca me foram colocadas é muito mais vasto do que o daquelas a que já tive de responder. Mas nunca me perguntaram, por exemplo, qual é o PIB do Bangladesh.

Qual é?
747,34 dólares per capita.

Incrível. Como é que se definiria?
Em princípio, não me definiria, na medida em que sou demasiado complexo, como sabe. Mas, em traços muito gerais, posso dizer-lhe que sou forte no jogo aéreo e nas desmarcações, e tenho alguma facilidade em jogar de costas para a baliza, embora me falte capacidade de explosão.

É capaz de identificar o seu maior defeito?
Agradeço que me faça essa pergunta, porque me dá a oportunidade de responder de uma forma que julgo ser inédita. Normalmente, os entrevistados dão uma de duas respostas a esta pergunta: ou apontam um defeito menor (em geral, a teimosia), ou conseguem transformar o seu maior defeito num defeito dos outros (por exemplo: confiar demais nas pessoas). Gostaria então de dizer que, da vasta lista de defeitos que a minha personalidade me coloca à disposição, hoje escolho estes: sou preguiçoso e guardo rancores. Sempre são dois pecados mortais. Gostava muito de juntar a luxúria, mas não pratico tanto quanto desejaria.

Qual é o seu tipo de humor?
Mais uma vez, vou ser polémico. O meu tipo de humor é o que tem como objectivo fazer rir. Está cada vez menos em voga, parece-me. O riso tem má reputação e, por isso, há duas grandes escolas de comédia que tentam reformá-lo. A primeira é a escola da Miss Universo, formada por humoristas que desejam um mundo muito lindo. Pretendem endireitar o mundo através do poder infalível das piadas. Rir, sim, mas só se o riso tiver uma utilidade prática qualquer, se servir um objectivo considerado importante por um pequeno Zhdanov ou Goebbels . Caso contrário, riso é parvoíce. Há que educar as pessoas, dar-lhes lições de moral e aplicar-lhes o correctivo que merecem. O extraordinário poder do humor, que ingénuos como eu relativizam, está bem documentado historicamente. Todos recordamos a piada que acabou com a escravatura, a rábula de vaudeville que deu o direito de voto às mulheres, o programa cómico que determinou o fim da Segunda Guerra Mundial...

Que taxinomia curiosa. E qual é a segunda escola?
Agradeço o seu interesse. Ficaria surpreendido com a quantidade de gente que considera entediante ouvir-me falar sobre o poder da comédia. A segunda escola é a do anti-humor. O humor está muito visto. O que tem graça é não ter graça. Até porque o riso é parvoíce. Chaplin, Groucho Marx e Woody Allen estavam a ver mal as coisas. Há dias, li um crítico elogiar um programa cujo autor "se tinha esforçado por não fazer piadas". Imagino o esforço requerido por essa dura tarefa.

Como vê a actual situação do País?
Vejo com alguma esperança. O Governo diz que o País está melhor, o que é óptimo, embora as pessoas estejam piores, o que é péssimo. Fazendo a média entre o estado do País e o das pessoas, o resultado é razoável. Ou seja, parece que está tudo bastante mais ou menos. Não é mau.

Qual é a sua opinião sobre a co-adopção?
Sou a favor para todos os tipos de casal, menos para os que incluam parlamentares. As crianças precisam de um ambiente estável, e um parlamento que começa por aprovar uma lei para vir a chumbá-la meses depois é formado por pessoas instáveis, que não têm maturidade para criar uma criança. Ao contrário do que algumas pessoas defendem, acredito que ser deputado não é um desvio nem uma aberração, e até julgo que os deputados deveriam poder casar. Mas creio que a nossa sociedade ainda não está preparada para que certos deputados possam adoptar crianças. Basta pensar no estigma social sofrido por uma criança que, na escola, dissesse ser criada por um destes deputados.

Finalmente, Ricardo, o que levaria para uma ilha habitada?
Um tigre, porque prefiro ilhas desertas.


Fonte: Ricardo Araújo Pereira @Visão

domingo, dezembro 29, 2013

Iniciam os torneios do WTA

A primeira semana da temporada da WTA já vai ter as principais jogadoras do mundo em acção. Serena Williams procura o segundo título consecutivo no torneio de Brisbane, e terá a concorrência de Maria Sharapova, Victoria Azarenka, Jelena Jankovic, Angelique Kerber e Caroline Wozniacki.

A norte-americana estreia-se diante da compatriota Bethanie Mattek-Sands ou da alemã Andrea Petkovic. De seguida, a número 1 deve encontrar Wozniacki nos quartos-final, caso a dinamarquesa supere a eslovaca Dominika Cibulkova. Podendo encontrar Sharapova na semifinal, que regressa após cinco meses afastada dos courts.

Sharapova, por sua vez, começa a campanha contra a francesa Caroline Garcia. A segunda fase deve trazer a eslovaca Daniela Hantuchova e nos quartos de final podem ser contra a espanhola Carla Suarez Navarro ou a estónia Kaia Kanepi.

Azarenka inicia a sua temporada enfrentando a australiana Casey Dellacqua ou a Galina Voskoboeva. Caso a lógica prevaleça, a bielorrussa enfrentara a alemã Sabine Lisicki nos quartos de final, mas a norte-americana Madison Keys pode sempre surpreender. 

O terceiro quadrante é liderado por Kerber e por Jankovic, que joga na estreia contra a italiana Francesca Schiavone.


Eventos

Evento : GP BRISBANE INTERNATIONAL
Local: BRISBANE, AUSTRALIA
Data: 2013/12/29 a 2014/01/04
Prémio: $1,000,000



Evento : Shenzhen Open
Local: SHENZHEN, CHINA
Data: 2013/12/29 a 2014/01/04
Prémio: $500,000



Evento : ASB CLASSIC
Local: AUCKAND, NEW ZEALAND
Data: 2013/12/30 a 2014/01/04
Prémio: $250,000




Ranking WTA
 - 1ª - Serena Williams (United States)
 - 2ª - Victoria Azarenka (Belarus)
 - 3ª - Na Li (China)
 - 4ª - Maria Sharapova (Russia)
 - 5ª - Agnieszka Radwanska (Poland)
 - 6ª - Petra Kvitova (Czech Republic)
 - 7ª - Sara Errani (Italy)
 - 8ª - Jelena Jankovic (Serbia)
 - 9ª - Angelique Kerber (Germany)
 - 10ª - Caroline Wozniacki (Denmark)
 - 11ª - Simona Halep (Romania)
 - 12ª - Sloane Stephens (United States)
 - 13ª - Marion Bartoli (France)
 - 14ª - Roberta Vinci (Italy)
 - 15ª - Sabine Lisicki (Germany)
 - 16ª - Ana Ivanovic (Serbia)
 - 17ª - Carla Suarez Navarro (Spain)
 - 18ª - Samantha Stosur (Australia)
 - 19ª - Maria Kirilenko (Russia)
 - 20ª - Kirsten Flipkens (Belgium)
 - 21ª - Svetlana Kuznetsova (Russia)
 - 22ª - Sorana Cirstea (Romania)
 - 23ª - Dominika Cibulkova (Slovakia)
 - 24ª - Ekaterina Makarova (Russia)
 - 25ª - Elena Vesnina (Russia)
 - 26ª - Anastasia Pavlyuchenkova (Russia)
 - 27ª - Alize Cornet (France)
 - 28ª - Jamie Hampton (United States)
 - 29ª - Lucie Safarova (Czech Republic)
 - 30ª - Kaia Kanepi (Estonia)
 - 31ª - Flavia Pennetta (Italy)
 - 32ª - Eugenie Bouchard (Canada)
 - 33ª - Daniela Hantuchova (Slovakia)
 - 34ª - Mona Barthel (Germany)
 - 35ª - Klara Zakopalova (Czech Republic)
 - 36ª - Bojana Jovanovski (Serbia)
 - 37ª - Magdalena Rybarikova (Slovakia)
 - 38ª - Madison Keys (United States)
 - 39ª - Francesca Schiavone (Italy)
 - 40ª - Urszula Radwanska (Poland)
 - 41ª - Karin Knapp (Italy)
 - 42ª - Shuai Peng (China)
 - 43ª - Andrea Petkovic (Germany)
 - 44ª - Laura Robson (United Kingdom)
 - 45ª - Elina Svitolina (Ukraine)
 - 46ª - Marina Erakovic (New Zealand)
 - 47ª - Venus Williams (United States)
 - 48ª - Bethanie Mattek-Sands (United States)
 - 49ª - Yvonne Meusburger (Austria)
 - 50ª - Stefanie Voegele (Switzerland)
 - 51ª - Yanina Wickmayer (Belgium)
 - 52ª - Shuai Zhang (China)
 - 53ª - Jie Zheng (China)
 - 54ª - Varvara Lepchenko (United States)
 - 55ª - Kristina Mladenovic (France)
 - 56ª - Monica Puig (Puerto Rico)
 - 57ª - Alison Riske (United States)
 - 58ª - Annika Beck (Germany)
 - 59ª - Monica Niculescu (Romania)
 - 60ª - Ayumi Morita (Japan)
 - 61ª - Alexandra Cadantu (Romania)
 - 62ª - Paula Ormaechea (Argentina)
 - 63ª - Garbine Muguruza (Spain)
 - 64ª - Maria-Teresa Torro-Flor (Spain)
 - 65ª - Polona Hercog (Slovenia)
 - 66ª - Christina Mchale (United States)
 - 67ª - Galina Voskoboeva (Kazakhstan)
 - 68ª - Lesia Tsurenko (Ukraine)
 - 69ª - Lourdes Dominguez Lino (Spain)
 - 70ª - Lauren Davis (United States)
 - 71ª - Karolina Pliskova (Czech Republic)
 - 72ª - Julia Goerges (Germany)
 - 73ª - Caroline Garcia (France)
 - 74ª - Kimiko Date-Krumm (Japan)
 - 75ª - Jana Cepelova (Slovakia)
 - 76ª - Shahar Peer (Israel)
 - 77ª - Ajla Tomljanovic (Croatia)
 - 78ª - Romina Oprandi (Switzerland)
 - 79ª - Yaroslava Shvedova (Kazakhstan)
 - 80ª - Chanelle Scheepers (South Africa)
 - 81ª - Kurumi Nara (Japan)
 - 82ª - Silvia Soler-Espinosa (Spain)
 - 83ª - Anna Schmiedlova (Slovakia)
 - 84ª - Johanna Larsson (Sweden)
 - 85ª - Vania King (United States)
 - 86ª - Su-Wei Hsieh (Chinese Taipei)
 - 87ª - Kiki Bertens (Netherlands)
 - 88ª - Timea Babos (Hungary)
 - 89ª - Luksika Kumkhum (Thailand)
 - 90ª - Misaki Doi (Japan)
 - 91ª - Julia Glushko (Israel)
 - 92ª - Patricia Mayr-Achleitner (Austria)
 - 93ª - Olga Govortsova (Belarus)
 - 94ª - Barbora Zahlavova Strycova (Czech Republic)
 - 95ª - Dinah Pfizenmaier (Germany)
 - 96ª - Donna Vekic (Croatia)
 - 97ª - Teliana Pereira (Brazil)
 - 98ª - Camila Giorgi (Italy)
 - 99ª - Virginie Razzano (France)

 - 100ª - Anabel Medina Garrigues (Spain)


Calendário
domingo, 2013/12/29
 WTA - Shenzhen (CHN), piso rápido - Mundo
 - Shuai Peng (CHN) (1.06) -v- Fangzhou Liu (CHN) (7.5)

 WTA - Brisbane (AUS), piso duro - Mundo
 - Varvara Lepchenko (USA) (1.72) -v- Elina Svitolina (UKR) (2)
 - Sabine Lisicki (GER) (1.3) -v- Magdalena Rybarikova (SVK) (3.2)
 - Andrea Petkovic (GER) (1.4) -v- Bethanie Mattek-Sands (USA) (2.75)

 WTA - Auckland (NZL), piso duro - Mundo
 - Alison Riske (USA) (3.6) -v- Ana Ivanovic (SRB) (1.25) 
 - Andrea Hlavackova (CZE) (3.2) -v- Venus Williams (USA) (1.3)
 - Karin Knapp (ITA) (1.62) -v- Julia Goerges (GER) (2.15)
 - Lauren Davis (USA) (2.3) -v- Marina Erakovic (NZL) (1.55)
 - Lucie Safarova (CZE) (1.32) -v- Ayumi Morita (JPN) (3.1)
 - Monica Puig (PUR) (2.1) -v- Kirsten Flipkens (BEL) (1.65)
 - Roberta Vinci (ITA) (1.15) -v- Ana Konjuh (CRO) (4.75)
 - Tamira Paszek (AUT) (3.55) -v- Jamie Hampton (USA) (1.25)
 - Yvonne Meusburger (AUT) (2.55) -v- Mona Barthel (GER) (1.45)

segunda-feira, 2013/12/30
 WTA - Shenzhen (CHN), piso rápido - Mundo
 - Klara Zakopalova (CZE) (1.55) -v- Donna Vekic (CRO) (2.3)
 - Na Li (CHN) (1.15) -v- Vera Zvonareva (RUS) (4.75)
 - Saisai Zheng (CHN) (4.3) -v- Sara Errani (ITA) (1.18)

 WTA - Brisbane (AUS), piso duro - Mundo
 - Angelique Kerber (GER) (1.15) -v- Kristina Mladenovic (FRA) (4.75)
 - Dominika Cibulkova (SVK) (3.1) -v- Caroline Wozniacki (DEN) (1.32)
 - Francesca Schiavone (ITA) (3.55) -v- Jelena Jankovic (SRB) (1.25)
 - Maria Sharapova (RUS) (1.03) -v- Caroline Garcia (FRA) (9)

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Adoração dos Pastores (Rubens)


Adoração dos Pastores
Adoração dos pastores é um óleo sobre tela, pintado por Rubens em 1608, mostra os pastores que chegam ao estábulo da Natividade, com a Virgem Maria e São José mostrando Jesus aos pastores, quatro anjos seguram um rolo de papel em que anuncia o nascimento de Jesus, com duas figuras femininas e duas figuras masculinas no fundo esquerdo.

Peter Paul Rubens (nasceu em Siegen, a 28 de Junho de 1577 e faleceu em Antuérpia a 30 de Maio de 1640) foi um pintor flamengo inserido no contexto do Barroco.
Além de manter um grande estúdio em Antuérpia que produziu muitas pinturas populares entre a nobreza e os coleccionadores por toda a Europa, Rubens foi humanista de educação clássica, um coleccionador e um diplomata, e foi elevado ao título de cavaleiro por Filipe IV da Espanha e Carlos I de Inglaterra.

Bruno e o lobo

Teve entrada de leão e o saldo é ainda claramente positivo, mas no comportamento público Bruno de Carvalho(BdC) tem de passar a ser mais do que um adepto fervoroso do Sporting. É que começou mesmo bem: limpou a casa, controlou os custos, forçou a banca a um entendimento, devolveu a esperança, aumentou receitas. E foi certeiro na decisão mais importante, escolheu um treinador - Leonardo Jardim - que reúne as três condições essenciais ao sucesso: conhecimento (percebeu-se a definição do plantel), competência (evidente na concretização em pouco tempo de um modelo de jogo eficaz) e coragem (nítida numa liderança firme mas discreta).

Carlos Daniel
Dir-se-á dele que tem os defeitos das próprias qualidades, que a mesma paixão do presidente mobilizador o transforma num chefe de claque deslocado e em momentos impróprios. A mensagem atrevida, de não vassalagem e até confrontação com os poderes existentes está assimilada, e já ninguém olha para o Sporting de BdC como o "coitadinho" do passado recente. Tem é de parar por aqui, a esse nível.

Bruno de Carvalho vai a tempo de estender ao comportamento público a maturidade exibida noutras decisões e não faltam razões que o recomendem, que nenhum clube é melhor que outro, apenas diferente, como ninguém é especial por ser adepto de um emblema, que até são todos muito parecidos. Os do Sporting estão convencidos de que foram os mais prejudicados dos últimos anos, mas os do Benfica pensam exatamente o mesmo e até os do Porto, apesar das vitórias, acreditam que um poder oculto favorece a capital.

Já agora, nem mesmo o sportinguista mais inveterado acreditará que sempre que não ganha a culpa é do árbitro, e esta época o saldo leonino até regista, pelo menos, equilíbrio entre benefício e prejuízo. Este discurso de guerrilha pode ainda ter dois tipos de efeito boomerang que BdC deveria acautelar. Por um lado, pode fazer acabar em frustração uma época que tem tudo para ser de afirmação. Não faz sentido insinuar que só fatores externos podem impedir o sucesso quando os adversários diretos têm argumentos incomparáveis. Depois, porque vão fatalmente ser desvalorizadas as próximas queixas de Bruno de Carvalho, que não tem medo de papões mas coloca o Sporting como vítima de lobos maus. Pode Bruno ficar como o Pedro da história: um dia terá mesmo razão, castigado por um erro de tomo que lhe levará um campeonato ou uma taça, e já ninguém o levará a sério.

Destaque
Pedro Rodríguez (Barcelona). Nunca será visto como um génio, mas tem momentos geniais. Exemplo perfeito de ambidestro, quase apetece dizer que tem dois pés direitos, soma-lhe a velocidade vertiginosa e uma invulgar tendência para o golo. É o extremo ideal, que tanto dribla por fora em busca da linha que permite servir o finalizador, como rasga em diagonal para ele próprio terminar a obra que ajudou a criar. Só num Barça de génios, como Messi, agora Neymar e sempre Iniesta e Xavi, se resumiria a ser actor secundário, o melhor deles tantas vezes. Quando faltam os protagonistas, surge e resolve, como no fantástico hat-trick em 9 minutos com que virou do avesso o jogo em Getafe, tornando-se, com 10 golos, no melhor goleador da equipa.

Descoberta
Riccardo Saponara (AC Milan). O toque de bola é como o algodão, não engana, que ela sai-lhe redonda de qualquer dos pés. Há jogadores que prenunciam classe até no modo como caminham e é esse o caso deste rapaz de 22 anos, que no dérbi frente ao Inter repartiu o meio-campo ofensivo com Kaká. O Milan perdeu o jogo, mas ganhou um jogador, em estreia a titular. Elegante, 1,84metros, é um "10" em potência, desses que aceleram o jogo mesmo sem correr muito, num simples passe luminoso. Ala de origem, Saponara tornou-se cérebro do Empoli na época passada, assumindo uma posição central que rendeu 13 golos e 15 assistências. O Milan não o deixou escapar e vale a pena segui-lo, que está aí um verdadeiro talento criativo, dos que têm rareado em Itália.

Fonte: Carlos Daniel @DN

Então não são três os tenores ?

Depois de ter declarado que tinha vergonha de pertencer ao mundo do futebol, o presidente do Sporting deu os parabéns «aos dois presidentes dos dois clubes» com quem passou a partilhar a liderança do campeonato.
Francamente já não sei bem se Bruno Carvalho deu primeiro os parabéns aos outros dois presidentes e se só depois é que declarou ter vergonha de pertencer ao mundo do futebol ou se, pelo contrário, foi pela ordem inversa que falou.
E, na verdade, tanto faz. Já foi há muito tempo, foi há cinco dias.
Devo dizer que quando escrevo estas linhas ainda só se passaram dois dias sobre as declarações produzidas por Bruno Carvalho logo a seguir ao jogo com o Nacional, em Alvalade. Até este momento, nenhum dos dois presidentes citados pelo presidente do Sporting se deu ao trabalho de lhe responder, com ou sem a ironia do costume, à vontade dos fregueses que têm estilos distintos.
Duvido que o venham a fazer, isto se menosprezo da minha parte por Bruno Carvalho que é presidente de um dos grandes de Portugal e, assim sendo, por inerência de cargo, sempre que fala é obrigatório que seja ouvido com a maior atenção nas sedes dos rivais, o que não parece ter sucedido, pelo menos desta feita.
Pressinto ainda que se alguma vez lhe responderem o farão de modo telegráfico. E sem STOPS, como antigamente.
Se queremos manter vivas as mitologias e o folclore do nosso futebol temos de velar pelo cumprir dos preceitos. E, por isso, considero uma grande falta de educação dos dois presidentes não responderem com a mesma abundância ao outro presidente.
Nós cá temos três grandes, é ponto assente. E estes trios sempre funcionaram muito bem em todas as áreas do espectáculo. Lembram-se dos Três Tenores? Eram três, Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti, certo?
Podiam não cantar sempre todos ao mesmo tempo, havia momentos em que cantava mais um do que os outros mas, entre aqueles três, ninguém ficava sem resposta por muito tempo. E o público adorava.
Esta coisa de deixar Bruno de Carvalho a cantar sozinho não é, portanto, de bom-tom mesmo admitindo, contrariada, que os dois presidentes mudos tenham, muito simplesmente, outras coisas em que pensar e mais com que entreter do que ter de responder a um Rigoletto, que até barítono e não tenor. É desprezo, é classismo? É e sou contra.
Pinto da Costa tem andado atarefado a lançar o seu último livro. Esteve recentemente em Lisboa a fazê-lo e afirmou-se, na ocasião, como «anti-nada» e «de Portugal». Isto quando falava sobre a sua relação com a Capital a propósito da famosa guerra norte-sul que alguns o acusam de ter patrocinado.
Para Pinto da Costa Lisboa já não é Lismá. É Lisóptima.
O importante não é rescrever o nome da cidade, o importante, se entendem, será rescrever a História.
Assim sendo, como é que o presidente do FC Porto pode ter tempo e paciência para responder ao presidente do Sporting se está a começar a ficar francamente preocupado com a sua lenda na posteridade?
No que diz respeito ao presidente do Benfica está ausente do país. Dizem os jornais que Luís Filipe Vieira foi passar o Natal com a família a uma antiga colónia. Nem esteve em Setúbal a ver o jogo da última jornada. A propósito dessa mais do que legítima ausência do presidente, escutei lamentos sinceros de muitos benfiquistas acusando-o de não estar com a equipa em mais uma ocasião.
E lamentos, para quê? Pois se, mesmo nos trópicos, o presidente do Benfica conseguiu sonegar 2 pontinhos ao Sporting enquanto abria uma papaia. É pelo menos esta a opinião do presidente do Sporting. Já o presidente do FC Porto tem uma opinião diferente. Noblesse oblige.

Leonor Pinhão
Ao Vitória de Setúbal-Benfica assisti sentada à mesa de uma cervejaria numa simpática vila do extremo sul do país. Fazia um frio de rachar lá fora e a rua a principal, tão animada nos meses quentes, apresentava-se desolada. Janelas fechadas em todos os lares, nem uma portada entreaberta que deixasse adivinhar uma luz acesa, nada, só escuridão. Na rua não se via vivalma. É o destino do Inverno dos destinos de Verão.
Na cervejaria estávamos cinco. Eu, sentada, à mesa, como já vos disse. Os demais eram três clientes encostados ao balcão e o patrão, atrás do balcão como lhe competia.
Como normalmente transporto sempre comigo uma esferográfica de pouco valor bastou-me o recurso a um guardanapo de papel, que tinha ali mesmo à mão,para ficar profissionalmente apta a tirar notas. Ou seja, a recolher impressões sobre o jogo, meras gatafunhadas com o propósito de não me vir a esquecer de qualquer coisa de interessante dando-se o caso de acontecer e dando-se também eventualmente o caso de, mais tarde, me apetecer escrever sobre o Vitória de Setúbal-Benfica.
E é esse guardanapo de papel que tenho agora à minha frente quando me preparo para escrever sobre o assunto, tal como previ que viesse a suceder na noite gelada de sexta-feira da semana passada.
A primeira nota reza «1.ª parte» ao alto do guardanapo. E todo esse lado do guardanapo ficou reservado para as ocorrências dos primeiros 45 minutos. Sou metódica, incrivelmente metódica.
A segunda nota, já com o jogo a decorrer, reza «5 chaveiros» e, na verdade, a sua génese nada tem a ver com futebol. Trata-se somente do registo de uma curiosidade. É que, frequentando há tanto tempo aquele local, nunca tinha dado conta de que a sua decoração constava de cinco gigantescos painéis forrados a pano verde onde se alinhavam milhares de porta-chaves, provavelmente oferecidos pelos clientes. Ou isso ou trata-se de um triunfal espólio emoldurado de um coleccionador persistente.
A terceira reza «cachecol» e foi apressadamente redigida já bem perto do intervalo.
Sinto o dever de ter de me explicar. Porque, à primeira vista, uma coisa destas soa de todo inexplicável e até muito pouco profissional. Poderão alguma vez as notas tiradas no decorrer de uma parte inteira de um jogo de futebol resumir-se a supostos criptogramas como «5 chaveiros» e «cachecol»?
Poderão, sim.
A nota «5 chaveiros» explica-se facilmente visto que não me lembro de ter alguma vez passado quarenta e cinco minutos de um jogo de futebol, e era a minha equipa que jogava, a olhar para as paredes em vez de olhar para o aparelho de televisão, tal foi o desapontamento face ao espectáculo proporcionado.
Quanto à nota «cachecol», escrevi-a de jacto no já mencionado guardanapo quando reparei que me tinha esquecido do cachecol no restaurante onde previamente jantara. E, fazendo um frio dos diabos, como comecei por afirmar, seria da maior conveniência passar por lá no fim do jogo a recuperar o abafo. Escrevi «cachecol», portanto, para não esquecer de o ir buscar.
Na segunda parte, tomei mais notas porque aconteceram mais coisas, nada de especialmente extraordinário, é verdade, mas aconteceram. Resumem-se a isto que todos vocês já sabem: o Benfica marcou dois golos e ganhou o jogo. Houve uma nota que gostei de gatafunhar. Cá vai: «bola para um lado guarda-redes para o outro.» Era para não me esquecer do modo como Lima converteu em golo uma grande penalidade.
À saída, com o sobretudo abotoado até cima à falta de cachecol, quando passei diante do balcão ainda ouvi um cliente dizer para outro:
- A única coisa boa foi não termos sofrido golos a ver se o treinador não tira o Oblak.
Benfiquista que se preze preocupa-se com tudo.

Fonte: Leonor Pinhão @ABOLA 

quarta-feira, dezembro 25, 2013

A «Trégua do Natal» de 1914

Um excelente artigo de Natal que encontrei no site ZeroZero.pt. Partilho e deixo votos de Feliz Natal:

A «Trégua de Natal» foi um armistício espontâneo que ocorreu por entre as trincheiras da frente ocidental no Natal de 1914, durante a I Guerra Mundial. No meio da mortandade sem sentido da I Guerra, houve canções de natal, troca de presentes entre soldados alemães de um lado, e ingleses e franceses do outro, rezou-se pelas almas dos que partiram e houve até mesmo jogos de futebol, jogados na «terra de ninguém», nessa fria manhã de Natal... 


Nos dias que antecederam o Natal de 1914, nas trincheiras da frente ocidental, desde o Mar do Norte à fronteira com a Suíça, começaram a surgir sinais do espírito natalício. Dias antes, o Papa Bento XV, apelara a um cessar-fogo, prontamente recusado pelos dois lados do conflito. 

Na noite de 24, os tiros foram-se calando espontaneamente, ao longo da frente. Na zona de Ypres, na Bélgica, soldados alemães começaram a colocar velas ao longo das trincheiras, decorando-as com enfeites e começando a decorar também algumas árvores de Natal, ao mesmo tempo que entoavam canções de Natal. Do outro lado das barricadas, os ingleses responderam, começando a cantar as suas canções de Natal e algumas versões, das canções que os alemães já cantavam.

Saudações de «Feliz Natal» começaram a ser dedicadas ao inimigo, até que alguns soldados, pondo de parte as armas, avançaram para a Terra de Ninguém, onde ingleses e franceses, se encontraram com os alemães, começando a trocar os mais diversos presentes que tinham à mão, como chocolates, tabaco ou álcool.

Debaixo de um frio gelado, com muitos graus abaixo do zero, conseguiu-se aquecer o coração dos homens e celebrou-se o Natal, conversou-se, trocaram-se alimentos, abraços e sorrisos. Rezou-se em conjunto, recuperam-se os corpos de alguns dos que tinham tombado recentemente na zona entre trincheiras. A trégua, nalguns casos, só durou essa noite, voltando a artilharia a fazer estragos logo pela manhã.

A bola da paz

Porém, noutras zonas, a trégua continuou pelo dia de Natal fora (2), realizando-se diversos jogos de futebol entre os alemães e os aliados ocidentais. Dos mais diversos jogos que se jogaram ao longo de centenas de quilómetros da frente. 3-2, a favor de uma equipa de alemães, foi o único dos resultados que chegou até nós, documentado em cartas escritas nos dias seguintes, tanto por alemães como ingleses às respectivas famílias.

Essas cartas falam da emoção do momento, da alegria de partilhar um jogo, chutar uma bola com os homens que tinham tentado matar nos dias anteriores. A espontaneidade dos jogos de futebol na «terra de ninguém», demonstrou a dimensão que o futebol começava a ter entre os europeus, tornando-se já então, no desporto mais amado.

Fonte: Fura-Redes

Este ano portaram-se bem ?


Ou apenas ganharam peso?

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Como é que está a Mãe Natal? Na cozinha ou a embrulhar presentes, né? Pois, alguém tem de trabalhar. Olha, para este Natal quero receber um Presidente da República que respeite a Constituição. Caso não seja possível, porque imagino que nem aí na Lapónia se fabriquem bonecos desses, já me consolo com um cidadão que respeite o juramento que assina ao tomar posse do cargo para que foi eleito em nome do Povo.

Prontos, é só isto, pá. Se não couber pela chaminé, deixa à porta que também serve.

E, já agora, Feliz Natal para ti também,

Fonte: Aspirina B



Fairytale of ... christmas - 2013


It was Christmas Eve babe
In the drunk tank
An old man said to me, won't see another one
And then he sang a song
The Rare Old Mountain Dew
I turned my face away
And dreamed about you

Got on a lucky one
Came in eighteen to one
I've got a feeling
This year's for me and you
So happy Christmas
I love you baby
I can see a better time
When all our dreams come true

They've got cars big as bars
They've got rivers of gold
But the wind goes right through you
It's no place for the old
When you first took my hand
On a cold Christmas Eve
You promised me
Broadway was waiting for me

You were handsome
You were pretty
Queen of New York City
When the band finished playing
They howled out for more
Sinatra was swinging,
All the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night

The boys of the NYPD choir
Were singing "Galway Bay"
And the bells were ringing out
For Christmas day

You're a bum

You're a punk


You're an old slut on junk

Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot
You cheap lousy faggot
Happy Christmas your arse
I pray God it's our last

I could have been someone
Well so could anyone
You took my dreams from me
When I first found you
I kept them with me babe
I put them with my own
Can't make it all alone
I've built my dreams around you



segunda-feira, dezembro 16, 2013

Frases (2)





Effective leadership is putting first things first. Effective management is discipline, carrying it out.

Stephen Covey


2013 - LC - Sorteio dos 8º

Man City vs Barça- O jogo mais imprevisível de todos. O ataque das duas equipas contra defesas relativamente frágeis embora a do City tenha melhores jogadores. Messi resolve?

Olympiacos vs Man United- Apanhávamos o Moyes? Da última vez que isso aconteceu levaram 5... :)

Milan vs Atlético- Hoje em dia os Italianos assustam tanto como os Tugas... vai ser limpinho para o Simeone.

Leverkusen vs PSG- Complicado mas o PSG vai limpar os Alemães com alguma tranquilidade.

Galatasaray vs Chelsea- Mourinho com a sorte do costume, e mais uma vez irá encontrar os seus meninos do coração, Drogba e Sjneider (nunca soube escrever o nome deste gajo).

Schalke vs Real Madrid- Real com sorte, eliminatória sem história.

Zenit vs Dortmund- Adeus Russos dos 6 pontos.

Arsenal vs Bayern- O Arsenal joga bonito e tal mas nas 2 mãos vai levar 7... Sete...



domingo, dezembro 15, 2013

Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Leonor Pinhão
Alemanha, Estados Unidos e Gana são os adversários de Portugal na fase de grupos do próximo Mundial.
Perdi a aposta que fiz comigo. E, por ter perdido, quase posso jurar que o sorteio foi limpo, ao contrário do que se sussurra um pouco por todo o mundo, aquele mesmo mundo onde as teorias da conspiração têm altar próprio e devotos inabaláveis.

Não deixa de ser verdade que a boa estrelinha da França causou inveja nos cinco continentes. Mas partir daí para a conclusão de que Michel Platini tem super poderes, parece-me para o exagerado.
Antes de o sorteio se efectuar, em Salvador da Baía, apostei na certeza da viciação do dito sorteio porque tinha para mim, inabalável, que Portugal cairia no grupo da Argentina. E porquê?
A FIFA, A NASA, o FMI, Hollywood e a banca mundial não poderiam deixar passar a oportunidade, raríssima, do frente-a-frente Cristiano Ronaldo - Lionel Messi, no esplendor das suas respectivas formas, no palco de um Campeonato do Mundo sob todos os holofotes do planeta.
Quanto renderia só no grande mercado audiovisual uma coisa destas?

Nem Messi nem Ronaldo vão para novos e quem sabe se no Mundial que se seguirá ao do Brasil, em 2018, estarão os dois aptos ou com disposição para o evento?
Era agora ou nunca. Argentina e Portugal juntos no mesmo grupo no arranque da competição, jogando pelo seguro os manipuladores do sorteio, já que, caindo em grupos diferentes, seria muito incerto que as duas selecções se viessem a encontrar.
Foi com grande desapontamento que, assistindo ao evento, reconheci que nos tinha calhado a Alemanha e não a Argentina. Uma pífia, Alemanha, imagine-se... Quando bom, genial mesmo, seria a Argentina de Messi. Seria bom para milhares de milhões de telespectadores em todo o mundo e seria genial para o negócio. Ou duvidam?
Posto isto, concluo que o sorteio da FIFA foi limpíssimo. Com muita pena minha, porque também aprecio uma boa teoria da conspiração.
Quem é que não gosta?
Alemanha, Estados Unidos e Gana. Conhecendo o que a casa gasta, diria que é preciso ter muito cuidado e grande concentração no jogo com o Gana, o adversário mais difícil do nosso grupo visto que é o capaz de melhor pôr em evidência um dos nossos piores e mais trágicos defeitos: a sobranceria.
É que, ouvido-vos falar, até parece que já ganhámos aos ganeses.
Perante as manifestações nacionais de optimismo desenfreado no que respeita ao resultado do jogo com o Gana no próximo Verão, no Brasil, lembrei-me imediatamente do caso de Matic em Vila do Conde, quando o resultado já estava escrito, fazendo o sérvio de propósito para levar com um cartão amarelo, certamente porque o jogo seguinte, era com o Arouca, tinha tal grau de facilidade que lhe dispensava os préstimos. Foi assim que entendi a mensagem: o jogo com o Arouca não era importante.
Penso que, pelo contrário, o jogo com o Arouca era muito importante. Gostaria muito de acreditar que, nesta edição do campeonato, o Benfica vai voltar a ter jogos tão importantes como foi de sexta-feira passada com o Arouca.
Voltemos a Vila do Conde.
O momento em si, Matic forçando o cartão amarelo, poupando-se para jogos mais importantes - já que o Arouca, enfim, é o Arouca -, transportou-me para o final da temporada passada.
Precisamente para aqueles momentos de euforia no Funchal, festejando por antecipação um título quando ainda faltava para o garantir, ganhar pelo menos ao Estoril-Praia no Estádio da Luz.
Na última jornada, com tanta ilusão de grandeza, o Benfica comportou-se como uma equipa pequena. Não aguentou a pressão de ser primeiro. Ou de ser segundo, como queiram. Terá sido por isso?
Para o Benfica, também à sua maneira fidalgo, se calhar, ser líder é ser primeiro mas ser primeiro é tão somente estar sozinho no topo da tabela. Não pode haver misturas, nem lideranças bicéfalas como na política.
Vai daí e trata de andar para trás.
É a única explicação plausível.

O Sporting é o líder isolado do campeonato porque ganhou em Barcelos por 2-0, com dois golos regulares de Montero.
Nas últimas edições da prova houve sempre intrusos na discussão pelo acesso à adorada Liga dos Campeões. Por três vezes coube ao Sporting de Braga desempenhar esse papel e, na época passada, coube a um sensacional Paços de Ferreira surpreender tudo e todos com um terceiro lugar altamente conseguido em função das disfunções dos demais concorrentes.
Ajuizadamente, os sportinguistas combinaram todos entre si jamais dizerem que a sua equipa é candidata ao título. Fazem bem. Nem o Sporting de Braga de 2009/2010, que discutiu o título até ao fim com o Benfica, se atreveu a assumir-se cedo como candidato, preferindo proteger-se com o bem mais leve estatuto de outsider.
No entanto, este ano, toda a gente leva a sério o Sporting, incluindo, naturalmente, os sportinguistas. E ninguém acredita que ao Sporting de Leonardo Jardim satisfaça, saldadas as contas, ser apenas olhado pela História como o Paços de Ferreira de 2013/2014 ou como o Braga de 2010/2011 que até foi finalista da Liga Europa, o que não é para qualquer um.
Voltemos à actualidade.
As três últimas jornadas do corrente campeonato foram riquíssimas em golpes teatrais, sendo que todos se espalharam pelas tábuas, menos o Sporting. Por isso vai à frente e quando olha para o lado não vê ninguém.
Um dos argumentos científicos para explicar a boa temporada em Alvalade aponta para a ausência de jogos das competições europeias como factor de estabilidade e da boa saúde da equipa. Menos jogos, mais treino. Menos viagens, mais treino. E, sobretudo, mais descanso quando a temporada se aproxima do meio.
O futebol é no presente e o que lá vai, lá vai. Esta é uma chamada de atenção para os meus companheiros benfiquistas.
Amigos, se a coisa correr mal este ano, esperamos que não aconteça, não me venham dizer que para sermos campeões em 2013/2014 devíamos ter ficado em 7.º lugar na época passada para não irmos à Europa cansarmo-nos e para, muito principalmente, fazermos uma aposta enérgica e decidida nos jovens talentos da nossa formação.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

ENZO PÉREZ apanhou um jogo de suspensão por ter simulado gestualmente que os ponteiros do relógio do árbitro Rui Costa estavam a precisar de manutenção técnica. Aconteceu já em período de descontos quando os jogadores do Benfica desesperavam por fazer em 4 minutos aquilo que não fizeram em 90.
O castigo fará a sua jurisprudência, naturalmente.
Este ano já ficámos a saber que cuspir num adversário vale um jogo de suspensão, pena igual à de rodar a mão para o árbitro e para as câmaras de televisão.

NENHUMA equipa portuguesa conquistará esta Liga dos Campeões na final marcada para o Estádio da Luz.
Paciência.
E, ao mesmo tempo, uma certa dose de alívio atendendo às mais recentes tendências.

EMITIR através do sistema sonoro do estádio, e bem alto, o Hino da Champions antes de cada jogo do Benfica para o campeonato nacional talvez seja a solução tipo ovo de Colombo para a desgraça que, há anos, vem afectando o nosso emblema: a série de títulos perdidos nos jogos em casa é, admitamos, uma vergonha.
Só nesta temporada, já lá vão 4 pontos com os promovidos Belenenses e Arouca.
Na temporada passada, foi o que foi. Na anterior, a mesma coisa.
É tocarem-lhes o Hino da Champions nos jogos de trazer por casa. Pode ser que resulte. Na terça-feira, contra o PSG, a motivação esteve bem à vista de todos ainda que o jogo fosse para cumprir calendário.

BENFIQUISTAS e portistas terão muito com que se entreter nos próximos dias, atirando uns aos outros a ignomínia de uma eliminação precoce na prova que é rainha na Europa. Já ouvi isto de um portista:
- Pois, o Roberto não abriu o galinheiro e vocês foram à vida.
E logo ouvi a retorquir:
- Oh pá, se não fosse o Hulk falhar aquele penaltizinho contra o Porto vocês nem à Liga Europa iam.
Maldades.

Fonte: Leonor Pinhão @ABOLA 

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...