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domingo, dezembro 27, 2009

Sim, mas quando é que o Benfica terá um verdadeiro teste?

A paragem no campeonato chega em boa altura. É óptimo que os críticos do Benfica possam ter uns dias para inventar novas razões pelas quais a equipa de Jorge Jesus não os impressiona. No princípio, foram os troféus da pré-época. Cada torneio ganho constituía uma nova vergonha para os benfiquistas.
Era uma estupidez andar a ganhar títulos que não valiam nada.

O primeiro milho é para os pardais e a pré-época não tem significado, o que veio a confirmar-se: o Benfica, que ganhou tudo, está nas ruas da amargura; o Sporting, que perdeu com toda a gente menos com o Cacém, pratica um futebol vistoso e vencedor. Depois, foram os reforços. Cada novo reforço embaraçava o Benfica. Suplentes do Real Madrid eram uma péssima escolha. Quem jogava bem, como toda a gente sabia, eram os suplentes do Manchester City e do Colón.
Mais uma profecia cumprida: Saviola e Javi García deixam muito a desejar, enquanto as exibições de Caicedo e Prediger têm encantado adeptos do futebol em todos os estádios. A seguir, vieram as goleadas. Cada goleada era motivo de gozo.
É estúpido golear. Cansa muito.
Por exemplo, enquanto o Benfica se afadigou indo a Belém golear por 4-0, o Porto poupou energia empatando com o Belenenses em casa. Ao passo que o Sporting, ajuizadamente, geriu o esforço no empate com o Nacional, o Benfica desperdiçou músculo a golear o mesmo Nacional por 6-1. Estava à vista de todos que o Benfica andava a fazer as coisas mal feitas.

E foi assim que chegámos ao clássico do último domingo. O terceiro classificado da época passada, aliás bastante desfalcado, jogava contra o tetracampeão na máxima força. Finalmente, um verdadeiro teste. Os jogos anteriores, as goleadas, as boas exibições não tinham valor. Agora, sem vários titulares, é que estavam reunidas condições apropriadas para se ver que Benfica era este. E, na minha modesta opinião, viu-se. O jogo era tão fácil para o Porto que Jesualdo Ferreira tinha dito que o empate era um mau resultado. Por isso, apresentou-se na Luz claramente para ganhar, com um meio campo bem ofensivo, que incluía criativos tão fantasistas como um Guarín, um Meireles e um Fernando.
Para mim, foi um déja vu.
Estava no Estádio da Luz antigo quando Jesualdo Ferreira entrou em campo com os trincos Petit e Andrade para jogar contra o Gondomar. Desta vez, deve ter pensado que o Benfica estava ainda mais fraco que os gondomarenses, de modo que resolveu acrescentar mais um trinco ao jogo, não fosse o diabo tecê-las.

No entanto, Jesualdo não foi o único treinador defensivo da noite. É verdade que o Porto entrou em campo com três trincos, mas devemos ser justos e admitir que o Benfica passou o jogo todo com 3 centrais: Luisão, David Luiz e Falcao. Um exagero de Jorge Jesus. Pinto da Costa bem tinha agradecido aos olheiros do Benfica a contratação do Falcao pelo Porto (no fim do jogo, também fui ao gabinete de prospecção agradecer-lhes) e o rapaz, uma vez que foi descoberto pelos nossos olheiros, deve ter-se sentido na obrigação de jogar por nós.

Por isso, Hulk jogou sozinho no ataque com Rodriguez, o que não lhe fez confusão nenhuma. Na verdade, Hulk joga sempre sozinho, quer esteja acompanhado ou não. O Hulk da banda desenhada é conhecido por se irritar; este é conhecido por irritar os sócios do Porto. Como é evidente, gosto muito mais dos super-poderes deste. Quando, ainda na primeira parte, Hulk fez aquele remate à baliza que saiu pela linha lateral, comecei a fazer uma colecta na bancada onde tenho o cativo. O objectivo é pagarmos a cláusula de rescisão de 100 milhões mas para o obrigar a ficar no Porto. Em breve darei notícias.

Quanto a Rodriguez, observei atentamente o seu jogo e confesso que já não sei se ele não renovou pelo Benfica porque não quis ou porque foi dispensado. Mas, se um dia ele quiser voltar, por mim recebê-lo-ei no clube sem ressentimentos. Desde que seja para jogar na equipa de andebol.

A linha avançada do Porto, Falcao, Hulk e Rodriguez, era, portanto, constituída por um futebolista que jogou na nossa defesa, outro que jogou sozinho, e outro que jogou outra modalidade. Mas atenção: não quero com isto dizer que a equipa do Porto é má. Nada disso. O Porto tem bons jogadores. Estão é todos no Olhanense.

Quando, na final da Taça da Liga, Lucílio Baptista assinalou mal um penalty a favor do Benfica, foi à televisão assumir publicamente o erro. Desta vez, não assinalou um penalty que toda a gente viu – mas não compareceu nos telejornais. É normalíssimo: os erros contra o Benfica não são notícia. Se cada árbitro que erra contra o Benfica fosse ao telejornal, os noticiários duravam três horas.

Fonte : RAP@Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2009/12/26

terça-feira, agosto 25, 2009

Diferenças de cultura

Na ultima semana o "prof" Jesualdo Ferreira veio pedir para "deixarem jogar" o Hulk, mas ao contrario do Mantorras que era um saco de porrada, o "prof" considera que os árbitros exageram na aplicação das leis sobre o Hulk e esquecem-se de aplicar as leis sobre os adversários.

Curioso que essa dualidade de critérios o Benfica depara-se com ela em cada jogo que faz arbitrado por um arbitro Português e acentua-se quando joga frente ao fcp ou a um servo do sistema.

E curioso é igualmente o pedido, que se aplique a leis para uns e que se suavize para outros. Segundo o "prof" os árbitros tem de ter em atenção a cultura de cada jogador e ter em atenção disso quando apitam. Peço que essa cultura a que ele se referia era a cultura azul-e-branca.

Segue-se uma compilação sobre o que é a cultura azul-e-branca


Como a maioria das faltas não foi sancionada pelos árbitros, comissão de arbitragem, liga ou federação, é de se crer que é um cultura aceite e inteorizada por todos.

domingo, agosto 23, 2009

Há mais espancamentos no Porto hoje do que em Chicago nos anos 20

Qual é a profissão mais perigosa do mundo? Militar? Polícia?
Não: funcionário do Porto.
É incrível, mas os funcionários do clube da organização são os que se encontram mais vulneráveis ao crime organizado. Quem trabalha para o clube do rigor está mais perto do rigor mortis. Derlei foi ameaçado, Costinha ameaçado e insultado, Paulo Assunção ameaçado, insultado e perseguido. O carro de Cristian Rodríguez ficou com os vidros partidos, o de Co Adriaanse levou com um very light. As agressões são tão eclécticas quanto o próprio clube, e por isso não esquecem as modalidades: o basquetebolista Matt Fish foi agredido num escritório, e agora o futebolista Adriano, 11 dias depois de ter sugerido que iria fazer revelações polémicas sobre o Porto, foi espancado à porta de uma discoteca. A violência contra funcionários do Porto é tão frequente que devia ser contratualizada e comunicada à CMVM: «O jogador Adriano assinou contrato por três anos com a FC Porto SAD, ao longo dos quais vai auferir um salário de 35 000 euros mensais e enfardar duas cargas de pancada por trimestre».

O mais surpreendente é que tudo isto aconteça impunemente a empregados do clube da gestão altamente profissionalizada. O Porto não consegue proteger os seus trabalhadores, nem parece interessado em fazê-lo. Nunca os dirigentes do clube da competência e da estrutura vieram a público manifestar indignação contra quem agride os seus funcionários. Não se ouve um apelo às autoridades, uma intenção de agir judicialmente contra incertos, um pedido para que os bandidos vão agredir gente de outras colectividades. Nada. Mas talvez o problema seja a enorme quantidade de suspeitos: quem teria interesse em agredir um jogador que está a treinar-se à parte porque recusa há anos as soluções de transferência que o Porto lhe propõe e duas semanas antes da agressão, disse: «Quando eu decidir falar, saiam da frente»? Tanta gente.

Pelo menos, agora percebemos melhor o que Adriano quis dizer: «Quando eu decidir falar, saiam da frente, porque nessa altura já não devo ter dentes e sou capaz de ter dificuldades em controlar a saliva».

No final do jogo contra o Paços de Ferreira, Jesualdo Ferreira lamentou: «É fácil expulsar Hulk em Portugal». Alguém console o professor, porque está a chorar em vão. Na verdade, não é assim tão fácil. O que continua a ser fácil, em Portugal, é anular golos aos adversários do Porto no último minuto. Expulsar o Hulk é até bastante difícil, na medida em que, ao contrário do que sucede com os outros jogadores, Hulk só recebe ordem de expulsão ao fim da segunda infracção para vermelho directo: a bofetada a um jogador do Paços de Ferreira nem amarelo valeu, e a tesourada por trás justificou, com favor, um relutante segundo amarelo.

Embora ache que Hulk devia ter sido expulso ainda na primeira parte, gostaria de deixar claro que não condeno o seu comportamento. Pelo contrário, até acho ajuizado que os jogadores do Porto pratiquem actos violentos em campo. É uma maneira de mostrar a futuros capangas que também têm jeito para andar à pancada. Pode ser que os desencoraje.

Fonte RAP @Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2009/08/22

domingo, abril 19, 2009

Goooooooooolo da estrutura!

Isto do futebol depende muito da perspectiva. Há uns anos, uma equipa portuguesa (o Estoril) resolveu jogar com o Benfica a cerca de 300 quilómetros do seu estádio porque sabia que, noutro recinto, teria uma receita bem maior. Foi um escândalo. Uma vergonha, uma infâmia, uma vigarice nunca vista no futebol mundial.
Poucos anos depois, uma equipa francesa (o Lille) resolveu jogar com o Benfica a cerca de 300 quilómetros do seu estádio porque sabia que, noutro recinto, teria uma receita bem maior. Foi um acto de gestão normal.
Uma manifestação de inteligência, de sensatez, de administração racional das finanças do clube.

São diferenças de perspectiva que se registam a toda a hora. Há uma semana, o Porto foi empatar a Old Trafford. No final do jogo aquele empate era já uma vitória, e ao longo da semana foi sendo uma goleada cada vez maior. A estrutura do Porto tinha vergado o Manchester. A organização do Porto tinha dado cartas frente ao campeão da Europa. A gestão desportiva do Porto tinha ensinado aos ingleses como é que se goleia por 2-2.
Li (e recortei) que o Porto tinha, e cito, «humilhado» o Manchester United. Eu desconhecia que, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, uma equipa podia humilhar outra aplicando-lhe um humilhante empate. Já tinha ouvido falar em derrotas humilhantes e goleadas humilhantes. Empates humilhantes, foi a primeira vez. E, no entanto, o Porto espetou-lhes um 2-2 que eles até ficaram com as orelhas a arder.
Uma semana depois, o Porto ainda conseguiu humilhar o Manchester durante 6 minutos inteirinhos, forçando os campeões do Mundo a um humilhante 0-0, mas depois um madeirense deu um pontapé no meio campo e deitou abaixo a estrutura, desfez a organização e arruinou a gestão desportiva.

Ora, se 2-2 fora é humilhar, eu esperava que, perdendo 1-0 em casa, o Porto tivesse sido trucidado. Não: bateu-se muito bem.
Um jornal assinalou, e bem, que o Hulk até corre melhor que o Ronaldo. Eu vi o jogo pela televisão e fiquei chocado com a maneira atabalhoada como o Cristiano correu para a bola antes de a enfiar dentro da baliza a 40 metros de distância. Creio, aliás, que chutou dali porque teve vergonha de correr até mais perto do Helton.

Não li uma palavra sobre a estrutura do Manchester, a organização do Malcolm Glazer, a gestão desportiva da SAD do United — que, confesso, nem sei se existe. Tudo uma questão de perspectiva.

Entretanto, é justo registar, uma vez mais, a categoria da estrutura do Porto. Jesualdo Ferreira assistiu ao Porto-Manchester pela televisão, uma opção que deve ter dedo da SAD: assim, o treinador do Porto já criou rotinas que lhe permitem não estranhar as meias-finais e a final, que também vai acompanhar pela TV.

Fonte : RAP @ Chama Imensa in Jornal Abola - 2009/04/19

domingo, fevereiro 08, 2009

Pedro Proença é tão benfiquista como Vale e Azevedo

Se houvesse justiça, hoje o Benfica ganhava no Dragão por 0-3, com três golos na própria baliza do Fucile. O jogador, sem que nenhum treinador do Porto lho tivesse ordenado, segundo garantiu à Sport TV o inocente Jesualdo Ferreira, fez de propósito para ver um segundo cartão amarelo com o objectivo de poder jogar contra o Benfica. Significa isto que Fucile manda mais na equipa do Porto do que o treinador. Jesualdo podia ter pretendido utilizar Fucile no jogo de Alvalade, mas o lateral decidiu, por sua própria iniciativa, que só voltaria a jogar nas Antas. Talvez a intenção de Fucile tenha sido evitar a vergonha que os colegas passaram contra o Sporting, mas ainda assim não deve substituir-se ao treinador.

Tenho fortes dúvidas relativamente à gestão do plantel feita por Jesualdo Ferreira no jogo da Taça da Liga. É certo que o Porto não marca um golo em casa há mais de dois meses. Mas, tendo em conta a humilhação sofrida em Alvalade, onde foi goleado por um Sporting sem Liedson, não sei se Jesualdo não terá sido demasiado cauteloso. É importante não esquecer que hoje o Porto tem um trunfo muito forte: o árbitro da partida vai ser Pedro Proença. E Pedro Proença é mais um daqueles árbitros que anuncia em público que é adepto do Benfica e depois passa a carreira a demonstrar a sua isenção prejudicando sistematicamente o clube. Para que Pedro Proença assinale um penalty a favor do Benfica é preciso que haja um homicídio na área adversária - e mesmo assim não há certezas. Para que assinale um contra o Benfica, basta que o vento agite a camisola de um adversário - ou nem isso.

Os leitores de jornais desportivos terão certamente estranhado, mas esta semana Pinto da Costa ainda não fez qualquer comunicado através de Filipe Soares Franco. É possível que os jornalistas que pretendem recolher informações sobre o Porto se tenham aglomerado em Alvalade, à espera de novidades, mas a verdade é que o presidente do Sporting não divulgou qualquer facto novo.
Sei que há quem tenha criticado Soares Franco por ter relatado impecavelmente a conversa telefónica que manteve com Pinto da Costa, mas eu, pessoalmente, não lhe levo a mal: toda a gente sabe que, mais tarde ou mais cedo, as conversas telefónicas de Pinto da Costa passam a ser do domínio público, quanto mais não seja para que os tribunais possam ignorar oficialmente os factos gravíssimos que elas contêm. Além disso, aqui há tempos Pinto da Costa insinuou que Soares Franco não diz coisa com coisa depois do almoço, e deve ser muito agradável falar ao telefone com quem faz afirmações tão divertidas sobre nós. No entanto, ninguém fez os dois reparos essenciais que Soares Franco merece ouvir no âmbito da sua nobre actividade de moço de recados de Pinto da Costa: primeiro, Soares Franco não adiantou se ouviu algum árbitro a perguntar ao presidente do Porto se, por acaso, tinha adoçante. É sabido que certos árbitros visitam a casa de Pinto da Costa para tomar café, e é natural que quem pratica uma actividade física evite o açúcar. Segundo, os jornais esqueceram-se de referir que a atitude correcta de um dirigente decente que recebe um telefonema de Pinto da Costa é dizer: «O quê? Quer comunicar-me decisões tomadas pelo seu clube referentes a competições oficiais? Então passe o telefone a alguém que não tenha sido condenado por tentativa de corrupção, porque o senhor está suspenso durante dois anos e, nessa medida, encontra-se impedido de participar na vida do clube.» Era mais ou menos isto que, num clube normal, sucederia. Mas os adeptos leoninos bem dizem que o Sporting é um clube diferente.

Fonte : RAP @ jornal Abola - 2008/02/08

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...