domingo, fevereiro 07, 2016

Um rufia sem escrúpulos

Rui Vitória tirou ontem Pizzi a dez minutos do fim e os adeptos do Benfica que foram ao Restelo premiaram-no com grande ovação. Os que ficaram em casa a ver o jogo pela televisão também bateram palmas quando Pizzi saiu, depois de produzir uma exibição muito séria e de oferecer mais uns quantos golos aos colegas avançados. Pizzi, sim, esse mesmo. Quem haveria de supor uma coisa destas?

Fredy Montero, assim que se apanhou a caminho da China, disse aos jornalistas que no Sporting "ninguém tem o direito de julgar Carrillo". E pronto. Lá 'desencheu' o colombiano as medidas do presidente.

Um rufia sem escrúpulos envergonhou o Benfica em Inglaterra. Por ocasião de um jogo entre os juniores do Benfica e do Porto a contar para uma competição internacional um muito jovem adepto portista sem capacidade de defesa foi vilmente assaltado por um adepto do Benfica. Não foi a primeira vez nem será a última que um delinquente - ou um bando de delinquentes - a coberto de um emblema de um clube se atreve a infringir a lei, certo de que a impunidade inexplicavelmente devida ao futebol o protegerá das consequências.

Gostará esta gente dos seus clubes? Não. Esta gente nem sequer gosta de futebol. A criminalidade ama o futebol porque o futebol lhe oferece a protecção de uma causa, de uma bandeira e de uma cor. Como todos sabemos, pela experiência histórica, não há maiores aflições para a humanidade do que as congeminadas por pequenos e grandes bandidos a coberto de uma causa. E pobre da causa, seja ela da importância que for, sempre abusada sem pingo de altruismo ou bondade.

Foi tão triste este último episódio inglês do futebol português que acabou por resolver-se num inusitado momento de urbanidade e bom senso que mais pareceu um milagre. O Benfica tomou rapidamente a palavra para pedir as devidas desculpas à vítima e condenar sem remissão o meliante sob as suas cores, tendo o Porto respondido com elevação e carisma, dando-se o assunto por encerrado. Na realidade, se todos quisessem acabava-se num instante com os rufias do futebol.

Ontem, no Restelo, Jonas esteve quase em noite-não perante o esplendor do hat trick grego de Mitroglou. Mas à beira do fim lá fez o seu segundo golo e as coisas compuseram-se. É que se o Jonas apenas marcar um golo, enfim, só pode ser crise. Quanto ao Lindelof, parabéns."


Fonte: Leonor Pinhão @ Record

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