domingo, abril 27, 2014

'O Campeão voltou!', disse um adepto

Estamos de novo muito felizes porque a equipa que representa o Benfica ao mais alto nível voltou a afirmar todo o esplendor desportiva do Glorioso, antes mesmo de completado o calendário da maior prova nacional de futebol. Logo na noite da confirmação da vitória, a impressionante explosão do nosso orgulho, tão ansiosamente contida até ao último minuto do jogo no Estádio da Luz, pulverizou literalmente, em todo o país e no estrangeiro, os já vastos limites atingidos em anteriores celebrações das nossas conquistas: sempre que o Campeão volta os Benfiquistas saem à rua por todo o lado, em incontidas manifestações de regozijo que a Benfica TV mostrava ao pormenor e a cuja dimensão e apelo nenhuma estação generalista e de informação de rádio e de televisão pode resistir. Mas o que é mais impressionante é que, no tempo presente, à demonstração do inquestionável poder desportivo do Benfica sobre os concorrentes se soma, de cada vez a afirmação de uma crescente popularidade do Glorioso.

Como é natural, a grandeza do Benfica e a formidável expansão do Clube alimentam-se dos recordes, das marcas e das vitórias conseguidas pelos atletas e pelos técnicos. Desta vez, porém, aqui dentro sentíamos que muitos factores comportamentais acresciam no espírito dos nossos heróis, relativamente ao que se havia passado em circunstâncias anteriores.

A determinação dos protagonistas parecia ser de um novo tipo; em face, até, de situações de infortúnio, solidificava-se  e era preservada a união do grupo em torno dos objectivos estabelecidos; o desaparecimento das grandes referências Eusébio e Coluna constituía poderoso elemento de motivação; e assistíamos à utilização de novos códigos de linguagem que denotavam novas atitudes e novas estratégias competitivas.

Mas, acima de tudo, sentiu-se no futebol profissional a liderança do presidente Luís Filipe Vieira. Não foi ele quem marcou os golos. Não foi ele quem treinou os jogadores. Não foi ele quem os incentivou nas bancadas dos estádios em todo o País. Mas verdadeiramente, foi ele que, mais uma vez visionário, voltou a acordar o Campeão!


Fonte: José Nuno Martins, in O Benfica

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