Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro F. Ferreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro F. Ferreira. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 03, 2014

Do futuro

No final do jogo em que eliminámos o FCP na meia-final da Taça da Liga (tal como na meia-final da Taça de Portugal com 10 jogadores durante mais de uma hora) Jardel, o nosso 33, disse que “a época de sonho já começou na época passada, quando chegámos às finais”. Foi uma frase marcante que nos demonstra como o Benfica fez o que teoricamente é mais difícil: alicerçou as vitórias desta época nos insucessos do final da época passada. Ou seja, a gestão do insucesso foi essencial na conquista do sucesso.

A questão, agora, é como lidar com o sucesso. Como gerir o sucesso, para garantir novo sucesso? Aquando da conquista do primeiro campeonato da era Jorge Jesus, a gestão do sucesso foi feita olhando mais para o caminho percorrido do que para o caminho a percorrer. E neste erro de perspectiva radicou algum do insucesso que se lhe seguiu. Neste momento, é essencial que a consciência benfiquista se obrigue a perceber que a época em curso não é um ponto de chegada, não é uma meta, mas apenas um alicerce importante na construção do futuro. Exige-se que se festeje sem soberba, que se conquiste com ambição e que se faça do momento da vitória um anseio de ir mais além. Que não acreditemos na ladainha de que o nosso principal rival está em fim de ciclo, pois no hipotético menosprezo da força do adversário pode residir a nossa maior fraqueza.

Em suma, percebamos que, tal como escreveu Zeca e cantou Sérgio Godinho, «Quando uma cobra tem sede (…) corta-lhe logo a cabeça (…) encosta-a bem à parede». Neste caso, esta época vitoriosa encostou-a à parede, mas ainda faltam muitas vitórias nossas para que a cobra seja decapitada.

Fonte: Pedro F. Ferreira @ O Benfica

domingo, abril 27, 2014

Da coragem

Somos merecidamente campeões nacionais pela 33.ª vez. Não fazendo o balanço da época, mas apenas do campeonato, importa fazer duas ou três considerações que, pela justiça, não posso esquecer. Olho para este campeonato como aquele que se conquistou sob o signo da coragem. A coragem de um presidente que, contra quase todos, decidiu pelas suas convicções e não pelas encomendas externas e internas manter um treinador que se ficara pelo “quase” na época anterior. Ter a coragem de saber que uma convicção não é uma teimosia é um mérito. Ter a capacidade de não “emprenhar pelos ouvidos” (peço desculpa pelo plebeísmo, mas não estamos em tempos de floreados linguísticos) numa terra de alcoviteiras é um acto de coragem. Luís Filipe Vieira teve esse mérito.

Jorge Jesus teve, além da coragem de enfrentar de peito feito as facas que já não lhe eram apenas espetadas nas costas, o talento de conseguir impor, pela qualidade, uma ideia de jogo, uma metodologia de treino e um conceito de futebol. Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus vivem e não precisam de se colocar em bicos de pés para que se saiba que vivem. Outros há que, ou porque “já foram algo” ou porque “aspiram a ser algo” no mundo do Benfica, fazem prova de vida nos momentos em que as coisas não correm bem. Note-se que não falo dos que exercem a crítica desinteressada, genuína, justificada e apaixonada. Essa crítica é essencial no nosso Benfica. Falo dos que ao sabor dos resultados, dos interesses pessoais ou das passageiras tendências de opinião surgem, sempre e apenas nos momentos de ausência de vitória, a cavalgar a derrota, para que, como anões de salto alto, a multidão benfiquista se lembre da existência deles. Nesta diferença entre a convicção e o interesse, a crítica genuína e o ‘bota-abaixismo’, vai a diferença entre a coragem e a cobardia. Esta vitória no campeonato deve-se à coragem.

Fonte: Pedro F. Ferreira @ O Benfica

segunda-feira, março 03, 2014

As fugas e os ratos

No dia 2 de Dezembro de 2004, um conhecido dirigente de um clube estava em terras galegas, no “Parador de Tui”. Nesse mesmo dia, pelas 7 da manhã, a Polícia Judiciária fazia uma busca à casa desse dirigente, para o deter e conduzir ao tribunal. A coincidência da ausência fez com que se abrisse uma investigação. Da investigação, formou-se, por parte dos investigadores, a convicção de que houvera uma fuga de informação, da qual resultou a fuga do referido dirigente para a Galiza. Passados uns meses, a questão das fugas foi arquivada por impossibilidade de provar quem fora o homem que provocara a fuga de informação. Mais tarde, e segundo noticiava o jornal “Expresso”, em Junho de 2007, os inspectores que realizaram a investigação consideravam que "Quanto à(s) pessoa(s) que possam ter perpetrado tal ilícito, deixam-nos tão mais decepcionados quanto o seu universo é o mesmo em que exercemos o nosso ministério, o da realização da Justiça".

No dia 23 de Fevereiro de 2014, um conhecido dirigente de um clube estava à porta da garagem de um estádio a falar para a comunicação social, no intervalo de uma aparente ameaça a um jornalista e da suposta recusa em acatar uma decisão policial (coisas que, a julgar pela falta de repercussão na comunicação social, devem ser banais e costumeiras lá por aquelas bandas). 

No solilóquio comunicacional a que se propusera, o dito dirigente garantia que “só os ratos é que fogem”. Desta consideração pouco abonatória para com a bicheza vil e roedora depreende-se que este dirigente estaria a ofender de forma incisiva e garantidamente injusta o outro dirigente de quem se diz ter fugido para a Galiza. Ora, em defesa do bom nome do suposto fugitivo de 2004, aguarda-se um pedido de desculpas por parte deste dirigente que agora acusa o outro de ser um rato.

Fonte: Pedro F. Ferreira@O Benfica

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...