Mostrar mensagens com a etiqueta Musica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Musica. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, fevereiro 20, 2025

04 - Queen - Who wants to live forever

"Who Wants To Live Forever"
Queen

There's no time for us
There's no place for us
What is this thing that builds our dreams
Yet slips away from us

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?

There's no chance for us
It's all decided for us
This world has only one sweet moment
Set aside for us

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?

Who dares to love forever
Oh, when love must die?

But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Forever is our today

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Forever is our today

 


O valor dos momentos efémeros
Se há uma música capaz de capturar a essência da efemeridade da vida e o impacto avassalador do amor, essa música é "Who Wants To Live Forever", dos Queen. Longe de ser apenas uma canção, esta obra-prima composta por Brian May transporta-nos para um universo de emoções intensas, questionamentos profundos e uma melodia que toca a alma.

Desde a primeira nota, que entramos numa atmosfera de melancolia e beleza. A pergunta central, "Who wants to live forever?", não é apenas uma questão retórica, mas uma provocação direta, pois será que queremos mesmo viver para sempre? A ideia da imortalidade pode parecer atraente, mas a canção leva-nos a refletir sobre o verdadeiro valor dos momentos fugazes e das emoções puras que existem na finitude da vida.

O tema da impermanência é abordado com uma delicadeza única, sugerindo que talvez o verdadeiro encanto da vida esteja exatamente na sua transitoriedade. Como diz a música:
"There's no time for us, there's no place for us,
What is this thing that builds our dreams, yet slips away from us?"
Este verso ressoa profundamente, pois expressa aquele sentimento de ver algo precioso a escapar por entre os dedos. Tal como momentos inesquecíveis que passaram rápido demais. São sonhos que pareciam tão próximos e, ao mesmo tempo, sempre foram inalcançáveis…

Além de refletir sobre a imortalidade, a música também questiona a fragilidade do amor. Um dos versos mais marcantes é:
"Who dares to love forever, when love must die?"
Amar é um ato de coragem, porque amar significa também aceitar a possibilidade da perda. E, paradoxalmente, é essa vulnerabilidade que torna o amor tão especial. Saber que nada dura para sempre dá mais significado aos momentos que partilhamos.

Apesar da tristeza que percorre a canção, ela não termina numa nota de desespero. Pelo contrário, oferece-nos um conforto sublime:
"But touch my tears with your lips,
Touch my world with your fingertips,
And we can have forever,
And we can love forever,
Forever is our today."

Esta parte  lembra-nos que o "para sempre" não está no futuro distante, mas no agora. A eternidade pode ser encontrada nos momentos que vivemos intensamente e nas conexões genuínas que criamos.

Além da letra impactante, a composição musical é absolutamente envolvente. A orquestração grandiosa e a interpretação magistral de Freddie Mercury elevam cada verso a um nível sublime. O crescendo da canção leva-nos de um sentimento de tristeza contemplativa para um momento de grandeza e aceitação.
Sempre que ouço "Who Wants To Live Forever", sinto-me transportado para um lugar de introspeção e gratidão. Lembra-me de valorizar cada instante e de que o verdadeiro significado da vida não está na sua duração, mas na intensidade com que a vivemos.

sábado, fevereiro 15, 2025

03 - Bruce Springdten - The River

"The River"
Bruce Springsteen

I come from down in the valley
Where mister, when you're young
They bring you up to do like your daddy done
Me and Mary we met in high school
When she was just seventeen
We'd drive out of this valley down to where the fields were green
We'd go down to the river
And into the river we'd dive
Oh, down to the river we'd ride

Then I got Mary pregnant
And, man, that was all she wrote
And for my 19th birthday I got a union card and a wedding coat
We went down to the courthouse
And the judge put it all to rest
No wedding day smiles, no walk down the aisle
No flowers, no wedding dress

That night we went down to the river
And into the river we'd dive
Oh, down to the river we did ride

I got a job working construction for the Johnstown Company
But lately there ain't been much work on account of the economy
Now all them things that seemed so important
Well, mister, they vanished right into the air
Now I just act like I don't remember
Mary acts like she don't care

But I remember us riding in my brother's car
Her body tan and wet down at the reservoir
At night on them banks I'd lie awake
And pull her close just to feel each breath she'd take
Now those memories come back to haunt me
They haunt me like a curse
Is a dream a lie if it don't come true?
Or is it something worse?
That sends me
Down to the river

Though I know the river is dry
That sends me down to the river tonight
Down to the river
My baby and I
Oh, down to the river we ride




A Melancolia e a beleza de "The River"
Há músicas que nos fazem sentir vivos. Outras, que nos fazem lembrar  quem somos e de onde viemos.
 "The River", de Bruce Springsteen, é uma daquelas músicas que faz tudo isso ao mesmo tempo. É sobre os sonhos, sacrifícios e a transição para a vida adulta. É impossível ouvi-la sem sentir um aperto no peito.

Bruce Springsteen constrói uma história de um jovem casal, ele e Mary, que começa a vida com esperança, mas logo se vê preso às responsabilidades e as desilusões do mundo real. O rio, que antes era um refúgio de liberdade e inocência, torna-se um símbolo do passado que não pode ser recuperado. 
As saudades de um tempo mais simples? 
De momentos que pareciam eternos, mas que a vida acabou levando?

“Is a dream a lie if it don’t come true? Or is it something worse?”
Essa é a pergunta que  assombra quando se escuta a música. 
O que acontece quando os sonhos que tínhamos na juventude acabam por não se concretizarem? 
Será mais fácil acreditar que nunca foram reais ou aceitar a dura realidade de que alguns desejos simplesmente não se cumprem…

O que mais me impressiona em The River é que, apesar da sua melancolia,  não se resume à tristeza. Fala sobre resiliência, sobre o carregar das  memórias e de encontrar a beleza mesmo nas dificuldades. Cada verso, cada acorde, é um lembrete de que crescer não significa perder a essência, mas sim aprender a viver com as cicatrizes que ganhamos pelo caminho.




sábado, fevereiro 08, 2025

02 - REM - Losing My Religion

"Losing My Religion"
R.E.M.


Oh, life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes

Oh no, I've said too much
I set it up

That's me in the corner
That's me in the spotlight
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it

Oh no, I've said too much
I haven't said enough

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

Every whisper
Of every waking hour
I'm choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt, lost and blinded fool, fool

Oh no, I've said too much
I set it up

Consider this
Consider this the hint of the century
Consider this
The slip that brought me
To my knees, failed
What if all these fantasies
Come flailing around
Now I've said too much

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

But that was just a dream
That was just a dream

That's me in the corner
That's me in the spotlight
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it

Oh no, I've said too much
I haven't said enough

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

But that was just a dream
Try, cry, why try?
That was just a dream
Just a dream, just a dream, dream





A melodia da incerteza e da emoção
Há músicas que nos tocam de uma forma inexplicável. Algumas fazem-nos sorrir, outras fazem-nos refletir, e depois há aquelas que nos fazem sentir compreendidos. 
"Losing My Religion", dos R.E.M., é uma dessas músicas. Desde os primeiros acordes até às palavras carregadas de emoção de Michael Stipe, esta canção é uma reflexão profunda da vulnerabilidade e da luta interna que todos nós já enfrentámos em algum momento da vida.

"Losing My Religion" não é sobre fé no sentido religioso, mas sim sobre aquele momento em que sentimos que estamos a perder o controlo, a paciência, a esperança. Esta música fala sobre a frustração de não conseguir expressar aquilo que sentimos, sobre o medo da rejeição e a incerteza que acompanha uma paixão não correspondida. Tal como nos sentimos "no canto", sem saber se disse demais ou de menos.

A canção aborda a obsessão, a insegurança e a necessidade de sermos vistos e compreendidos. "Every whisper / Of every waking hour / I'm choosing my confessions" ilustra na perfeição aquele estado de mente onde pesamos cada palavra, cada gesto, receosos de fazer algo errado. Presos num dilema interno, sem saber se devemos falar ou calar.
Outro verso que me marca profundamente é "I thought that I heard you laughing / I thought that I heard you sing / I think I thought I saw you try". Estas palavras traduzem a ambiguidade dos sinais que recebemos dos outros, a esperança que nos agarra a algo que talvez nunca tenha sido real.

O que torna "Losing My Religion" especial é a sua honestidade brutal. A melodia melancólica e a letra introspectiva criam um ambiente em que nos sentimos imersos, compreendidos e, de certa forma, acompanhados. É uma canção que me relembra que todos enfrentamos momentos de dúvida e que está tudo bem sentir-nos perdidos às vezes.

sexta-feira, janeiro 31, 2025

01 - Pink Floyd - Time

"Time"
Pink Floyd



Ticking away the moments that make up a dull day
Fritter and waste the hours in an offhand way
Kicking around on a piece of ground in your hometown
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine
Staying home to watch the rain
And you are young and life is long
And there is time to kill today

And then one day you find
Ten years have got behind you
No one told you when to run
You missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the Sun
But it's sinking
Racing around to come up behind you again
The Sun is the same, in a relative way
But you're older
Shorter of breath
And one day closer to death

Every year is getting shorter
Never seem to find the time
Plans that either come to naught
Or half a page of scribbled lines (oh, oh)

Hanging on in quiet desperation
Is the English way
The time is gone, the song is over
Thought I'd something more to say

Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home, cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire

Far away, across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells



A música "Time", do Pink Floyd, explora a passagem inexorável do tempo e a nossa percepção da mortalidade. Lançada no icónico álbum "The Dark Side of the Moon" (1973), a letra de Roger Waters é um alerta poderoso sobre o desperdício de tempo e a urgência de viver com propósito.

A canção começa com um retrato de apatia e monotonia, refletido na frase "waiting for someone or something to show you the way". Este trecho revela a procura por uma direção enquanto a vida parece parada. Mais tarde, o tom muda para uma realização súbita de que o tempo voa: "And then one day you find, ten years have got behind you", ilustrando a rapidez com que os anos se perdem.

Roger Waters aborda também a procrastinação e a frustração com planos não concretizados, como descrito em "Plans that either come to nought or half a page of scribbled lines". Por fim, a música encerra com uma sensação de aceitação resignada e a lembrança da mortalidade, simbolizada pelo sino de ferro em "the tolling of the iron bell".

"Time" é um convite à reflexão sobre como utilizamos nosso tempo e nos incentiva a dar valor ao presente, antes que ele escape sem que percebamos.





sábado, janeiro 30, 2021

Pink Floyd - Coming Back to Life



Where were you
When I was burned and broken
While the days slipped by
From my window watching

And where were you
When I was hurt and I was helpless
'Cause the things you say
And the things you do surround me

While you were hanging yourself
On someone else's words
Dying to believe in what you heard
I was staring straight into the shining sun

Lost in thought
And lost in time
While the seeds of life
And the seeds of change were planted

Outside the rain
Fell dark and slow
While I pondered on
This dangerous but irresistible…


"Coming Back to Life"
Pink Floyd

segunda-feira, outubro 19, 2020

Vinicius de Moraes - Samba da Benção

Vinícius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913) o "poetinha" do Samba da Benção.
O capitão do mato, Vinicius de Moraes. Poeta e diplomata. O branco mais preto do Brasil. Na linha direta de Xangô, saravá!

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração."




quarta-feira, outubro 10, 2018

Runaway - Del Shannon



As I walk along I wonder
what went wrong with our love
a love that was so strong
And as I still walk on I think of
the things we've done together
while our hearts were young

I'm a-walkin' in the rain
tears are fallin' and I feel the pain
Wishin' you were here by me
to end this misery
And I wonder, I wo-wo-wo-wo-wonder
Why, why-why-why-why-why she ran away
And I wonder, where she will stay
My little runaway, run-run-run-run runaway


Tema: Runaway 
Artista : Del Shannon



terça-feira, abril 25, 2017

25 Abril - A canção é uma Arma - VII

Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento


25 Abril - A canção é uma Arma - VI

Saudação à Revolução dos Cravos






25 Abril - A canção é uma Arma - V

Quando a nossa festa s'estragou
e o mês de Novembro se vingou
eu olhei p'ra ti
e então entendi
foi um sonho lindo que acabou
houve aqui alguém que se enganou






25 Abril - A canção é uma Arma - IV

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!





25 Abril - A canção é uma Arma - III

Hino e bandeira da resistência contra a ditadura






25 Abril - A canção é uma Arma - II

À meia-noite e vinte minutos da madrugada do dia 25 de Abril de 1974, a «Grândola, vila morena» tocava na radio. A segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. 





25 Abril - A canção é uma Arma - I

As 22:50 da vesperá do dia 25 de Abril iniciava-se a revolução.

Modalidades - 2026/06/20

Sábado, 2026/06/20  - 15:00 - Hóquei Em Patins - SL Benfica -v- Sporting Cp - Campeonato Nacional | 25/26 - Playoff Final Jornada 3  - 20:0...