Por isso, nem tudo o que dizem sobre mim fala realmente sobre quem eu sou. Muitas vezes fala mais sobre o que o outro precisa de acreditar para dar sentido ao que sente ou vive.
Durante muito tempo tive a tentação de corrigir tudo: cada boato, cada interpretação errada, cada julgamento precipitado. Mas percebi que essa é uma batalha sem fim, e, pior, uma batalha que me rouba energia para o que realmente importa.
A verdade é simples: eu não controlo a forma como os outros me vêem. Cada pessoa olha para o mundo através das suas experiências, dos seus medos e das suas crenças. A partir daí constrói a sua própria narrativa.
Hoje procuro focar-me no que está verdadeiramente nas minhas mãos: viver de forma coerente com os meus valores. Ser claro nas minhas intenções. Agir com integridade. E seguir em frente.
Não preciso de convencer toda a gente de quem sou. Preciso apenas de continuar a sê-lo.
Porque, no fim, histórias inventadas podem circular durante algum tempo.
Mas a autenticidade, quando é vivida com consistência, acaba sempre por falar mais alto.
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