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sábado, agosto 31, 2013
Liga Zon Sagres 2013/2014 - Jornada 3
quarta-feira, maio 15, 2013
Porto - Benfica, o dia em que o Sporting acabou
2 - são o grande rival do Benfica, um clube que foi enorme até ao aparecimento do FCP, e que, por estratégia errada (não me parecem existir grandes dúvidas disto), caiu a pique. São um clube que na verdade eu respeito. Causa-me confusão a violência e o ódio, mas aceito-os sem ódio, como um grande rival que são.
Alguém que, claramente, não merece adeptos assim:
terça-feira, abril 23, 2013
Penalty ?!?
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
Fazer comédia com o nosso humor
- Rui Gomes da Silva in dia seguinte
quarta-feira, agosto 08, 2012
Alguém me explica porquê?
Quando um dirigente leonino deposita 2000 € na conta de um árbitro, o Sporting não tem nada com isso, são coisas da vida pessoal do homem.
Fonte: http://bnrb.blogspot.pt
quarta-feira, setembro 07, 2011
Pensamento do dia
:D
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Nunca Te Esqueceremos, JEB!

O cabeça-de-cotonete tem feito um trabalho excelente, em 18 meses conseguiu :
- aumentar o fosso em que o clube se encontra
- afastar os investidores do clube
- enfraquecer o clube junto da banca
- vender o seu melhor jogador ao fequepe a preço de saldos
- colocar outros jogadores formados no clube na rota do fequepe
- gastar 30M€ em reforços que não servem ao plantel
- criar uma estrutura baseado em pessoas vindas do fequepe, que tem como objectivo de vida serem anti-benfiqusitas (lá para 387º tem por objectivo ajudar o clube dos azias).
Falta saber se o cabeça-de-cotonete fez um bom ou mau resultado, isso só o seu boss o pode dizer..... Não esperava que o couveiro conseguisse fazer tanto trabalho em menos de uma semana.
Tirar os lagartos do buraco, só será possível com admissão por parte dos mesmos do estado em que estão.
Quando o Roquete chegou ao clube fez as contas ao que tinha no Sporting e ao que precisava para ganhar títulos, chegou a conclusão que era impossível arranjar dinheiro para formar uma equipa para ganhar títulos, a sua única solução foi a de se aliar ao fequepe e tornar-se anti-benfica, fazendo tudo para que o fequepe ganha-se campeonatos e o Benfica fica-se arredado de títulos, ficando reservado aos lagartos o 2º lugar e uma das taças.
Esta estratégia resultou até ao momento em que o scp se viu arredado dos títulos por falta de qualidade no seu plantel. Algo que se foi perdendo após a saída do Bolonni ( por falta de dinheiro) e que só era disfarçado com as ajudas nos jogos.
Terminado isso tudo a equipa vulgarizou-se e a sua época desportiva resume-se ao jogos frente ao Benfica, em que uma (hipotética) vitória significa o atingir o único objectivo da época.
Solução para a lagartada:
a) continuarem submissos e serem o próximo Boavista
b) colocarem os pés na terra,
1. mudança de mentalidade deixarem de serem um clube anti-benfiquista e passarem a lutar pelos seus próprios interesses
2. apostarem na formação,
3. num modelo de jogos que se adapte aos tipo de jogadores formados,
4. vender os insatisfeitos (vuck, Izmailov),
5. reformar o maniche
6. segurar as fracas estrelas (Rui Patrício, Daniel Carriço, João Pereira, Evaldo, André Santos, Diogo Salomão e Saleiro)
7. sem dinheiro para aquisição de grandes jogadores, mais vale estarem quietos e não esbanjarem 8.5M€ em jogadores como o Pongolle que teve de ser emprestado.
8. Reduzir o défice, para que não sejam excluídos pela uefa
9. Apostar em jogadores nacionais já com experiencia na 1ª liga, para as seguintes posições : defesa central, organizador de jogo e ponta de lança (porque raio não vão buscar o João Tomas!?!?!?)
segunda-feira, setembro 20, 2010
Um Benfica em crescimento
A arbitragem foi isenta, mas não isenta de erros. E sim a pressão do Benfica sobre a arbitragem resultou, esta semana o "fecepe B" já não foi levado ao colo, faltou-lhes o pinheiro Elamano Santos e o Gralha para anular o Cardozo.
Num campeonato com arbitragens justas o Benfica pode lutar de igual pelo titulo, num campeoanto justas o "fecepe" e os seus clubes satelites, não tem lugar, pois não sabem competir de igual modo.
domingo, maio 23, 2010
Ergo a minha taça à festa da Taça
de ser despromovida da Liga de Honra à II Divisão não merecesse ser celebrado com estardalhaço. Vá lá uma pessoa compreender os humores dos adeptos. Sendo embora um troféu que, não fosse o Diabo tecê-las, Pinto da Costa optou por não prometer a qualquer alma d'aquém ou d'além túmulo, trata-se de uma taça importante. Ainda assim, a esmagadora maioria dos portistas não teve interesse em vitoriar os heróis que tinham acabado de se superiorizar pela margem mínima a Bamba, Lameirão e seus pares. Já vi festas de aniversário com mais convivas do que a festa da Taça. E funerais um pouco mais animados.Os balanços de fim de época são sempre inevitavelmente injustos, e temo que todas as apreciações finais da magnífica época do Sporting tenham esquecido um jogador que merece referência, até por ser, creio, aquele que tinha o currículo mais rico do plantel, em termos de conquistas: Angulo. A contratação do jogador insere-se numa bonita tradição sportinguista que deve ser recordada. Angulo é um digno sucessor daquele que foi, para mim, o melhor futebolista de sempre do Sporting, e talvez o que mais títulos conquistou na carreira: Frank Rijkaard, que, como certamente se lembram, brilhou de leão ao peito durante cerca de três horas e meia em 1987. É possível construir um onze de sonho só com profissionais que representaram o Sporting durante menos de uma semana. Rijkaard e Angulo são titulares indiscutíveis, obviamente. Vicente Cantatore teria de ser o treinador. E Sá Pinto o director desportivo.
Rui Moreira, evidentemente melindrado por, como ele próprio diz, eu ousar fazer — imagine-se! — «copy/paste fora de contexto» das suas doutas opiniões, parece estar convencido de que me ofende quando diz que os anúncios do MEO não têm graça. Imagino que os senhores da agência de publicidade, que são quem realmente concebe e redige os anúncios, tenham passado a dormir com mais dificuldade desde que Rui Moreira resolveu presentear os leitores d' A BOLA com as suas pertinentes críticas de publicidade, mas eu não tenho interesse nem mandato para os defender. Por outro lado, devo agradecer as palavras simpáticas que dedicou à rábula em que satirizávamos o discurso repolhudo de Manuel Machado. Se me lembro do sketch, Rui? Claro que lembro. Esse fomos mesmo nós que escrevemos. E não foi difícil: limitámo-nos a fazer copy/paste fora de contexto de umas declarações meio bacocas do antigo treinador do Nacional. É um estratagema humorístico ao qual continuo a recorrer amiúde. Resulta tanto melhor quanto mais bacocas forem as declarações citadas. Este ano tenho tido muita sorte com a colheita, sabe?
Fonte : RAP@Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2010/05/22
quarta-feira, abril 14, 2010
Roubo de Catedral
Afinal o campo sempre esteve inclinado, tem sido assim durante muito e continuara enquanto as regras de futebol não se aplicarem a todos os clubes.
sábado, fevereiro 13, 2010
A árvore Calabote numa floresta de Guímaros
A obra em causa relata acontecimentos passados há mais d
e 50 anos — que são, em geral, os mais úteis para se compreender o presente. Trata-se de uma investigação sobre Inocêncio Calabote, o árbitro que foi recebido pelo presidente do Benfica em sua casa na véspera de um jogo. Não, desculpem. Enganei-me. É o árbitro a quem o Benfica pagou uma viagem ao Brasil, assim é que é. Peço desculpa, voltei a equivocar-me. O livro é sobre um árbitro que terá recebido quinhentinhos de um vice-presidente do Benfica. Perdão, ainda não é isto. É um árbitro ao qual o presidente do Benfica mandou oferecer fruta para dormir, conforme comprovado por uma escuta. Apre! Não acerto. Bom, parece que se trata de um árbitro ao qual o Benfica não ofereceu nada e que, em troca, terá beneficiado o clube a ponto de fazer com que o Porto ganhasse o campeonato. Enfim, um daqueles escândalos que nem 50 anos de silêncio conseguem apagar. Mas, reconheça-se, um escândalo que se mantém actual: um árbitro que acabou castigado pela justiça desportiva num ano em que o campeonato foi ganho pelo Porto. Realmente, soa-me a familiar.Os dirigentes do Braga (ou, como lhe chama Augusto Duarte, o árbitro condenado por corrupção passiva, «o meu Braguinha») afirmam que têm sido prejudicados pela arbitragem. Quem beneficia com o prejuízo do Braga? O Benfica, que está em primeiro e só depende de si para continuar em primeiro? Ou o Porto, que está atrás do Braga e depende de terceiros para o ultrapassar? O Benfica, que luta pelo título — ao contrário do Braga, como sempre têm vindo a dizer os seus técnicos e jogadores? Ou o Porto, cujo presidente sempre disse que o seu principal adversário era o Braga? Ora aqui está uma questão difícil.
OSporting perde em Braga e os sportinguistas: «O Bettencourt não fala?» Depois, o Sporting é goleado pelo Porto e os sportinguistas: «E o Bettencourt, não fala?» A seguir, o Sporting perde em casa com a Académica e os sportinguistas: «Mas o Bettencourt não fala?» Dias depois, o Sporting é goleado pelo Benfica e os sportinguistas: «Mas porque é que o Bettencourt não fala?» É então que Bettencourt regressa do Brasil e diz: «O objectivo do Sporting é o quarto lugar.» E os sportinguistas: «Porque é que o Bettencourt não se cala?» Ainda assim, não sei se a indignação dos sportinguistas é justa. Quando Bettencourt diz que o campeonato do Sporting é o mesmo que o de Marítimo, Leiria e Nacional, está a ofender mais os sportinguistas ou os adeptos de Marítimo, Leiria e Nacional?
Fonte : RAP@Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2010/02/13
terça-feira, dezembro 08, 2009
Um histórico, convincente e esmagador empate
Só um: se a equipa da casa não for candidata ao título.
Para quem luta pela manutenção ou pela Europa, um pontinho em casa contra o Benfica é excelente. O leitor, sempre maldoso, poderá observar: como podem os adeptos do Sporting, que ainda há pouco assinalavam, com
superioridade gozona, que os benfiquistas andavam eufóricos por causa de meia dúzia de goleadas, ficar agora ainda mais eufóricos com um empate?Bom, cada um esbanja euforia no que pode.
E gostos não se discutem: quem gosta de goleadas, vibra com goleadas; quem gosta de empates, deleita-se com empates.
Como sabemos todos, desde os encontros do ano passado com Barcelona e Bayern de Munique os sportinguistas ficaram com a capacidade de apreciar goleadas ligeiramente abalada. Mas os empates mantiveram, para eles, o encanto que indiscutivelmente têm. Ainda no início desta época os vimos celebrar um empate contra o Twente. É importante não esquecer que a última grande vitória histórica do Sporting foi uma derrota em casa do AZ Alkmaar. Recordemos, por fim, que estamos a falar de um clube que chama herói ao lateral direito do Olhanense. À luz destes factos, creio que a alegria sportinguista é mais fácil de compreender.
Trata-se de uma alegria que é, aliás, tocante. Quem dera ao resto dos portugueses a inclinação que os sportinguistas têm para a felicidade. Eles, tal como o país, também estão em crise. Também não têm dinheiro. Têm um treinador que é mais um dos milhares de portugueses que enfrentam o flagelo do trabalho precário e dos contratos a termo certo, e sabe que, dentro de seis meses, estará no desemprego.
No meio de tudo isto, no entanto, riem-se. Só eles sabem de quê.
Estou, claro, a exagerar. Há motivos de esperança. Desde o dia 21 de Setembro que o Sporting evidencia dificuldades para ganhar a equipas compostas por futebolistas. Mas, contra pescadores, normalmente não dão hipóteses.
No campeonato da Docapesca, o Sporting seria um dos mais sérios candidatos ao título. E, no meio da tormenta, os jogadores mantêm o espírito de equipa: ainda esta semana Liedson disse que tinha dificuldades em jogar neste modelo e estava disposto a sair do onze para dar lugar a colegas que façam melhor do que ele.
Estava a referir-se a Saleiro, Caicedo e Postiga.
Além de ser uma magnífica piada, é dos mais belos actos de companheirismo que já vi. Mostra aos outros avançados que confia neles, e revela a todos os cépticos que Carvalhal é um treinador que consegue, num mês, o que Paulo Bento levou anos a fazer: incompatibilizar os jogadores com a sua táctica.
Fonte : RAP @Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2009/12/05
domingo, novembro 29, 2009
Um empate com sabor amargo
antes pelo contrario perde-se 2 pontos. Este foi um deles, frente ao Sporting o Benfica acaba por sair de Alvalade, com o sentimento de que não foi feito tudo o que devia ter sido feito pelos jogadores. Um empate que premeia o novo autocarro do Carvalhal e penalize o ataque do Jesus.O Benfica preocupou-se demasiado com o posicionamento defensivo e deixou na frente um Cardozo sozinho a lutar contra 3 centrais, obrigando ao Aimar e a Saviola a terem de levar a bola da defesa ao ataque.
Faltou neste jogo, concentração e espontaneidade. Falhou-se demasiados passes, não se pensou o jogo, nem se fez jogo de equipa.
Um jogo onde o Benfica teve mais tempo a bola, construiu mais ataques e fez mais remates, mas sem que isso se reflecte-se no resultado.
Surgem os alertas sobre a quebra do ritmo do Aimar e do Saviola, esta por isso na altura de se mexer no banco e na equipa e colocar em campo outras peças de forma a poupar os jogadores mais talentosos e fulcrais para a equipa.
quarta-feira, novembro 11, 2009
Esta vida são dois dias e 'forever' são 171
Três ou quatro meses depois de terem dado um esmagador voto
de confiança a um presidente que lhes tinha prometido «Paulo Bento forever», os sportinguistas exigiram, através de lenços brancos, faixas insultuosas e desacatos, que o treinador fosse despedido. O presidente não lhes fez a vontade: Paulo Bento não foi despedido, demitiu-se. Não foi o Sporting que disse a Paulo Bento que não estava mais interessado no seu trabalho. Foi Paulo Bento que comunicou ao Sporting que o clube não era suficientemente ambicioso, competitivo e decente para ele. E ainda diziam que o homem não tinha visão nem percebia de futebol. Afinal, era das pessoas mais perspicazes que o Sporting tinha.No entanto, na hora da saída, Paulo Bento fez algumas declarações que contrariam um pouco a ideia de que faz análises sensatas do momento que o Sporting atravessa. Disse, por exemplo, que os sportinguistas deveriam deixar de ter o actual complexo de inferioridade em relação ao Benfica. Qualquer observador isento sabe que não se chama complexo de inferioridade àquilo que os sportinguistas sentem. Chama-se simplesmente realismo. Enquanto o Benfica despachava facilmente a equipa que, no ano passado, ficou em quinto lugar no campeonato inglês, o Sporting esforçava-se por empatar em casa com uns desconhecidos.
Pedir a esta gente que não tenha complexos de inferioridade em relação ao Benfica é como dizer ao Zé Cabra que não deve sentir-se inferior ao Pavarotti.
Neste momento, o Sporting precisa de calma. Há que contratar um Manuel Cajuda qualquer e começar a lutar seriamente pela manutenção, quem sabe até pela Europa. E, para o ano, esperar por adversários um pouco menos poderosos do que o Ventspils, e tentar fazer um brilharete.
Fonte : RAP @Chama Imensa in Jormal "A Bola" - 2009/11/07
domingo, setembro 27, 2009
Pedro Proença, um homem do avesso
dro Proença presencia é sempre o rigoroso oposto daquilo que ele pensa que presenciou - o que é extremamente curioso. As coisas acontecem de pernas para o ar à frente de Pedro Proença. O mundo, que está direito para nós, apresenta-se-lhe do avesso. Repare o leitor: no ano passado, no estádio do Dragão, Yebda não cometeu qualquer falta sobre Lisandro López. Pedro Proença assinalou a respectiva grande penalidade. Na semana passada,Álvaro Pereira cometeu penalty sobre Alan. Pedro Proença, como é evidente, mandou seguir. Ambas as situações foram avaliadas ao contrário, e foi isso que me permitiu detectar aqui um padrão interessante. Só há uma coisa que nunca se inverte: quem está de azul e branco, sai beneficiado; quem está de vermelho, sai prejudicado.
O lagarto e o dragão são dois bichos escamosos que largam gosma. Este é um primeiro ponto.
O segundo ponto é este: Pinto da Costa e José Eduardo Bettencourt vão assistir ao FC Porto-Sporting juntos, na tribuna presidencial do estádio do Dragão. Depois de ter assistido ao Nacional-Sporting junto do homem que prometeu ao seu clube o Paulo Assunção e, à última hora, o levou para o FC Porto, Bettencourt prepara-se agora para assistir ao FC Porto-Sporting junto do homem que recebeu o jogador que o seu clube estava quase a contratar. Os sportinguistas, que se saiba, não dizem nada. A única vez que censuraram uma atitude do presidente do Sporting foi quando ele cometeu o gravíssimo delito de dizer que o plantel do Benfica era bom. Mas hoje, Bettencourt terá, enquanto estiver sentado ao lado do dirigente que está a cumprir pena de suspensão de dois anos por tentativa de corrupção, a admiração dos sócios do Sporting. A menos que elogie o Benfica, claro.
O FC Porto-Sporting de hoje é, não me custa reconhecê-lo, um duelo de titãs. A equipa à qual foi perdoado o penalty de Álvaro Pereira sobre Alan, em Braga, defronta a equipa à qual foi perdoado um penalty de Miguel Veloso sobre Toy, em Alvalade, e a favor da qual se marcou um penalty inexistente. Prevejo, portanto, um jogo com muito futebol por alto. Quando duas equipas estão a ser levadas ao colo, não faz sentido jogar a bola pela relva. Ao colo do árbitro, os jogadores têm alguma dificuldade de chegar com os pés ao chão.
terça-feira, agosto 18, 2009
Comente o seguinte texto
stão com motivos de orgulho e com expectativas muito altas», enquanto os sportinguistas não têm «tantos motivos de euforia e de entusiasmo». Em cerca de três meses, portanto, José Eduardo Bettencourt já elogiou o Porto e o Benfica. Só acerca do Sporting é que ainda não lhe registei muitas palavras elogiosas — mas não o censuro: tendo em conta o futebol apresentado e os resultados obtidos até agora, é preciso ter uma imaginação muito fértil para inventar um bom elogio ao Sporting.Além desta louvável coerência, José Eduardo Bettencourt tem uma rapidez de compreensão que também se saúda. No dia 23 de Julho disse que não entendia «tanta preocupação» dos sportinguistas «com o Benfica». O adversário principal do Sporting era, quanto a ele, o Porto. E acrescentou ainda que o Benfica continuava igual ao que tinha sido nas últimas temporadas: «É a mesma data de reforços de há dois e há três anos. O que é que mudou? Só uma data de reforços». Escassas três semanas depois, o mesmo Bettencourt diz que o Benfica é, com o Porto, «favorito à conquista do título», reconhecendo que «fez boas contratações e está muito forte». Em menos de um mês, Bettencourt foi ao encontro da massa associativa, percebendo finalmente, e muito bem, a preocupação dos sportinguistas.
O problema do presidente do Sporting é que os sportinguistas também são estranhos. Depois de Bettencourt ter elogiado o Porto, 90% dos sócios do Sporting que foram às urnas votaram nele para presidente. Quando elogiou o Benfica, gerou-se um incomodativo mal-estar entre os adeptos. Foi então que Bettencourt disse que os seus elogios ao Benfica eram para ser interpretados livremente, o que é magnânimo: o presidente do Sporting não impõe aos adeptos uma grelha interpretativa das suas palavras. Cada um pode mesmo interpretá-las como quiser. Conceder liberdade aos outros é sempre uma atitude admirável em qualquer pessoa. Num confesso admirador de Góis Mota, é mais extraordinária ainda.
No fim da Eusébio Cup, o guarda-redes Quim foi herói. O problema é que só foi herói durante três centésimos de segundo. Entre a altura em que defendeu o último penalty dos italianos e o momento em que começou a mandar calar os sócios do seu próprio clube enquanto gritava «toma! toma!», foi herói. Não um grande herói, uma vez que, com todo o respeito pela Eusébio Cup, aquele jogo não era propriamente a final da Liga dos Campeões. Mas defendeu penalties, habilidade que, não fazendo de ninguém um grande guarda-redes (lembro-me, por exemplo, de um Ricardo), é agradável. Não tenho nada contra o Quim, antes pelo contrário. Mas prefiro guarda-redes que, em lugar de mandarem calar os sócios do seu clube, façam calar os dos clubes adversários, com as suas defesas. É por isso que espero que o titular seja Moreira.
Fonte RAP @Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2009/08/15
segunda-feira, agosto 10, 2009
O Rui Patrício vai nu
ma vez confeccionada, ainda mais bela que aquele fato dourado que o Miguel Veloso uma vez usou num desfile da Fátima Lopes e que o fazia parecer uma farinheira sem cordel. O tecido é especialmente bonito mas, avisa o alfaiate, tem a particularidade de só poder ser visto pelas pessoas verdadeiramente competentes na sua profissão. Quase ninguém da defesa do Sporting conseguiria vê-lo, por exemplo. No dia marcado, o burlão aparece com um cabide vazio e o rei e os seus súbditos, não querendo passar por incompetentes, apressam-se a gabar um fato que, na verdade, não existe. O fato do rei é, portanto como o penalty do Yebda sobre o Lisandro: ninguém consegue vê-lo, mas há quem mantenha que existe. O rei veste o fato inexistente e vai passear para a rua. A única pessoa que tem coragem de gritar que o rei vai nu é uma criança. Talvez seja uma criancice, mas creio ser igualmente meu dever anunciar aqui hoje que o Rui Patrício também vai nu.Desde terça-feira que o guarda-redes do Sporting ocupa as capas dos jornais desportivos: para uns foi salvador, para outros foi herói; A Bola pô-lo em manchete a declarar que sentiu uma força extra no momento do golo, o Record fotografou-o a agarrar numa santinha (previamente colada à mesa, tenho a certeza, não fosse o Rui Patrício deixá-la fugir por entre as mãos). Ninguém disse, acho eu, que a bola e a cabeça do Rui Patrício não chegaram a tocar uma na outra. De facto, no jogo contra o Twente, Rui Patrício sofreu um golo em que a bola, apesar de cabeceada junto dele, vai à figura, e depois fez algumas defesas incompletas, incluindo uma que esteve a centímetros de ser um frango. Não costuma ser o suficiente para que uma exibição seja qualificada como salvadora ou heróica. Mas, no último minuto, Rui Patrício foi lá à frente fazer um quase-cabeceamento. E foi, aparentemente, o quase-cabeceamento do século. De todos os jogadores que quase cabecearam uma bola mas não chegaram a fazê-lo, Rui Patrício é o mais bem sucedido de sempre. Já se sabia que a academia de Alcochete preparava bem os atletas, mas ninguém tinha percebido ainda que lá também se treinavam, e de que maneira, os quase-cabeceamentos. O guarda-redes do Sporting teve o heroísmo de colocar a cabeça mesmo ao pé do sítio em que a bola passou, o que é notável. Salvou a equipa assistindo muito de perto ao momento em que o defesa do Twente acertou com o ombro na bola e a enviou na direcção do colega que, posteriormente, deu o pontapé que, depois disso, e então sim, a enviou então para dentro da baliza. É possível que a bola tenha ainda roçado na camisola do Rui Patrício. Nesse caso, admito que o Sporting tenha na equipa um herói salvador, um homem decisivo no auto-golo dos dois jogadores do Twente. Mas não é o Rui Patrício, é o Paulinho dos equipamentos.
Neste momento, Domingos Paciência tem um registo de 100% de derrotas na sua carreira à frente do Braga. Recordo que se trata do mesmo Domingos Paciência que, quando foi apresentado, disse que iria fazer melhor que Jorge Jesus. Talvez devesse haver uma cadeira no curso de treinador de nível IV em que os alunos aprendessem a calar-se muito caladinhos e a não fazerem favores aos amigos nas conferências de imprensa. Mas como Domingos, a julgar pela amostra, esteve desatento nas outras aulas, ninguém nos garante que absorvesse bem os conhecimentos dessa.
Fonte : RAP @Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2009/08/09
sexta-feira, julho 17, 2009
A ironia de Pinto da Costa, ironicamente, não é ironia
s escutas tinham sido ignoradas pelo tribunal, agora sabe-se que também foram ignoradas pelo Parlamento. Só espero que os organizadores tenham tido o bom senso de retirar da ementa da patuscada a fruta e o café. Podiam ser pretexto para conversas embaraçosas.No fim do almoço, houve a «habitual ironia» de Pinto da Costa. Sempre que o presidente do Porto abre a boca, a imprensa regista-lhe a «habitual ironia». A «habitual ironia» de Pinto da Costa é extremamente curiosa, sobretudo porque, sendo habitual, raras vezes é ironia. E é frequente que as suas declarações escarneçam mais do próprio do que do alvo que pretendem atingir. Recordo o dia em que, depois de uma derrota do Porto por 4-0, o jornalista perguntou a Pinto da Costa se era caso para dizer que o Porto não tinha estado presente naquela noite europeia. Pinto da Costa, cuidando estar a zombar do jornalista, disse que não, uma vez que, se o Porto não estivesse estado presente, o resultado teria sido 0-0. Acabou, como é óbvio, por troçar de si próprio, porque pelos vistos a equipa que ele dirige consegue melhores resultados quando não joga. Normalmente, quando Pinto da Costa julga que está a fazer figuras de estilo, está na verdade a fazer figuras tristes.
Entre Maio de 2003 e Julho de 2009, o Porto facturou 322,64 milhões de euros em transferências de jogadores. As contas do clube, apresentadas no mês passado, indicam que o passivo subiu para 144,8 milhões de euros (aumento de mais de três milhões em comparação com o ano anterior), e que a SAD teve um prejuízo de 6,4 milhões de euros. É a equipa que mais factura no Mundo, e ainda assim dá prejuízo. Ora aqui está (até que enfim) uma ironia — e das grandes. É possível que seja esta a celebrada ironia de Pinto da Costa. À atenção dos jornalistas.
Ontem, o Sporting perdeu com uma equipa da segunda divisão inglesa. Estamos ainda no princípio, evidentemente. O treinador é novo, os reforços são mais que muitos, e por isso é natural que esta equipa ainda não funcione. Mais cinco ou seis anos de trabalho e julgo que este Sporting poderá mesmo começar a cilindrar equipas de escalões secundários. Rochemback bem avisou que o Sporting era o mais forte do campeonato. O problema é que, com Rochemback, nunca sabemos se forte significa potente, ou se estamos perante aquele eufemismo que se usa para não dizer gordo, como na frase «A tia Fernanda era uma senhora magra, mas agora é a mais forte do prédio».
Fonte : RAP @ Chama Imensa in Jornal "A Bola" - 2009/07/12
domingo, abril 26, 2009
O árbitro dos jogos do Sporting devia ser Paulo Bento
Ninguém pode acusar Paulo Bento de ser incoerente: quando o Sporting é prejudicado, critica a arbitragem; quando o Sporting não é prejudicado, também critica a arbitragem. Na dúvida, critica sempre a arbitragem. Se os árbitros não cumprem as regras, fica furioso; se cumprem, fica possesso. A razão parece-me evide
nte: Paulo Bento, na verdade, não sabe as regras. Por exemplo, quando se queixa de que João Moutinho viu um amarelo logo à primeira falta, em Guimarães, revela desconhecer que o critério para a exibição do amarelo é a gravidade da infracção, e não o facto de ser a primeira, a quinta ou a décima nona. Quando diz que o golo do Sporting não deveria ter sido invalidado, mostra que ignora a existência de uma infracção chamada pé em riste. Só tem razão quando estranha que Derlei tenha visto o cartão amarelo. De facto, devia ter visto o vermelho por acumulação: se o árbitro tivesse feito o seu trabalho, Derlei já estaria amarelado desde a primeira parte, depois de ter protagonizado uma das mais patéticas simulações de penalty desta temporada.A minha proposta é que Paulo Bento passe a arbitrar os jogos do Sporting. Poupava-se muito tempo e páginas de jornal, porque só há um profissional cujo trabalho Paulo Bento não critica no final dos jogos: Paulo Bento.
A SAD do Porto pôs-se a pensar e descobriu que aquilo que faz falta ao futebol português é que os árbitros protejam mais os jogadores portistas. O comunicado da SAD falava em «jogadores talentosos», mas o que eles queriam dizer era «jogadores portistas». É linguagem codificada, como aquela conversa da fruta e do café com leite. Eles são bons nisso.
É mais um caso humorístico do futebol português: o clube de Frasco, André, Jaime Pacheco, Fernando Couto e Paulinho Santos emitiu um comunicado a queixar-se dos caceteiros. Qualquer dia estão a emitir um comunicado a condenar esses dirigentes que convidam árbitros para um cafezinho em sua casa. No fundo, trata-se de uma hipocrisia espectacularmente múltipla: por um lado, a equipa que passou a década de 90 a rebentar à cotovelada o maxilar de um dos mais talentosos jogadores do futebol português está indignada com esses sarrafeiros que andam para aí a lesionar artistas; por outro, eles sabem perfeitamente que a melhor maneira de proteger os jogadores talentosos do plantel do Porto é pôr o Bruno Alves a treinar-se à parte. Talvez o comunicado seja um recado para o Bruno Alves. Para a próxima, chamem-no à parte e digam-lhe em privado. Assim, envergonham o rapaz.
Fonte : RAP @ Chama Imensa in Jornal Abola - 2009/04/26
domingo, março 01, 2009
Quem ganhou o Porto-Sporting foi o Benfica
Parece que também deu, noutro canal, o Porto-Sp
orting. Confesso que não sabia. Nunca imaginei que a Liga obrigasse o Sporting a fazer dois jogos com apenas dois dias de intervalo. Só depois é que percebi que não foi a Liga que obrigou o Sporting, foi o Sporting que se ofereceu. O caso tem tanto de interessante como de previsível: enquanto solicitava o adiamento do jogo para a Taça de Portugal com o Estrela, o Porto pediu ao Sporting que antecipasse o clássico para sábado porque tinha jogo na quarta contra o Estrela. O Sporting, leal aliado do Porto, aceitou. É possível que, se Pinto da Costa tivesse pedido com jeitinho, Soares Franco tivesse concordado em disputar o clássico dez minutos depois do fim do Sporting-Bayern.Era sair, enxugar as lágrimas, e voltar a entrar.
Nas vésperas das meias-finais da Taça da Liga, Soares Franco relatou com orgulho um telefonema que Pinto da Costa teria feito para lhe comunicar, com a grandeza que caracteriza o presidente portista, que o Porto não compareceria em Alvalade se o Benfica não disputasse o seu jogo. Na altura, não percebi de que modo é que o Benfica poderia participar num Sporting-Porto, mas ontem, quando constatei que o vencedor do Porto-Sporting foi, evidentemente, o Benfica, fiquei esclarecido. Um clube tem de ser mesmo muito grande para ganhar jogos em que nem sequer participa. De qualquer modo, suponho que, esta semana, Soares Franco vá ficar à espera de um telefonema de Pinto da Costa para lhe explicar a razão pela qual o Porto não vai jogar com o Estrela, depois de ter pedido para antecipar o jogo com o Sporting.
O Porto entrou no jogo de ontem com quatro jogadores em risco de serem excluídos se vissem o quinto cartão amarelo. Desses jogadores, um cometeu uma infracção para vermelho e viu amarelo, e todos os que cometeram infracções para amarelo não viram cartão nenhum. É possível que alguns dos jogadores que têm neste momento quatro amarelos se reformem antes de verem o quinto. Mas vai ser divertido saber a razão pela qual a agressão de Cristian Rodríguez a Caneira não vai ser alvo de sumaríssimo. Que não vai ser já todos sabemos. Mas as justificações são sempre surpreendentemente imaginativas. Avanço com uma hipótese: a lei determina que não pode haver sumaríssimos para jogadores com nome de coisas que se põem na sopa. Pelo menos até o Benfica ter um ponta-de-lança chamado Repolho.
Fonte : RAP - Chama Imensa @ Jornal Abola - 2009/03/01
