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terça-feira, outubro 06, 2009

Força, Sporting

Tenho constatado, com a repugnância que o leitor imagina, que vou desenvolvendo uma simpatia crescente pelos adeptos do Sporting. Ou sou eu que cada vez mais me pareço com eles, ou são eles que cada vez mais se parecem comigo. Seja como for, é horroroso — mas os sportinguistas e eu estamos perto de sermos almas gémeas. Repare o leitor: quando o Sporting perde, os adeptos assobiam; quando o Sporting ganha, como na quinta-feira, os adeptos voltam a assobiar. Esta vontade de, em todas as ocasiões, assobiar o Sporting, é-me tão familiar e natural que me sinto, julgo que com razão, vilipendiado pelos sportinguistas. Eu gosto muito de insultar o treinador dos adversários (é das coisas lindas que o futebol tem), mas não tenho imaginação nem vontade de chamar ao Paulo Bento o que oiço da boca de sportinguistas. Aprecio, tanto como qualquer pessoa, um bom comentário depreciativo acerca dos jogadores rivais, mas não sou faccioso a ponto de ver, nos futebolistas do Sporting, a falta de categoria que os sportinguistas identificam e publicitam em coro. De duas, uma: ou os adeptos do Sporting adoptam comportamento diferente do meu e começam a apoiar o seu clube, ou vejo-me forçado a, por razões de higiene, apoiá-lo eu. Confesso que nem será difícil: as exibições do Sporting até me têm agradado bastante.

O Leixões, que no ano passado desempenhou aquele papel de equipa revelação que faz um brilharete nas primeiras jornadas e depois cai a pique até ao fim (um papel este ano reservado ao Braga), foi à Luz perder por 5-0. Até aqui tudo muito bem. Acabou o jogo com nove e, como foi referido na generalidade dos jornais, podia ter acabado com menos um ou dois jogadores em campo e com mais um ou dois penalties no bucho. Tudo bem, também. Interessante foi a conferência de imprensa de José Mota. Desde que abandonou o Paços de Ferreira, José Mota apresenta-se aos jornalistas sem o elegante boné amarelo de outros tempos — mas ainda assim consegue dar espectáculo. Desta vez, lamentou que o árbitro não tivesse tido em conta, na hora de expulsar os seus jogadores, que estava perante futebolistas jovens e inexperientes. O rapaz que tentou remover a tíbia ao Di María com os dois pitons da frente deveria ter sido aconselhado. O jovem que decidiu cortar o Aimar pela raiz a três metros da baliza merecia uma conversa amiga e apoio psicológico. E, segundo José Mota, ninguém deveria ser expulso à meia hora de jogo. Quando é que a FIFA acrescenta à regra das faltas a adenda sobre o minuto do jogo em que são cometidas e a idade do infractor? Julgo que o espectáculo sairia beneficiado se as equipas pudessem entrar em campo com dois ou três delinquentes menores de idade que, depois de terem feito os seus estragos, pudessem ser substituídos a meio da primeira parte. Tudo o que sirva para aperfeiçoar o jogo.

Fonte : RAP @ Chama Imensa in Jornal “A Bola” – 2009/10/03

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Pede-se atitude

Fim de semana grande, com 2 jogos entre os 4 primeiros classificados, SL Benfica –v- Leixões (hoje) e FCP-v- SCP (sábado), são dois jogos que podem já começar a decidir o campeonato. O pior resultado é a vitoria do FCP e do Leixões, que coloca o fcp a 7 pontos e três clubes a lutar pelo 2º lugar, uma situação que retira toda a pressão sobre o fcp. Sem duvida, que para o campeonato o melhor resultado é a vitoria do Benfica e do scp.

Bom, bom mesmo é que o Benfica vença hoje ao Leixões, que é para amanha estar descansado a ver o derby entre corruptos versus sistema.
Ao Benfica pede-se atitude, algo que não existiu no ultimo fim de semana frente ao Sporting, perdemos e bem por 3-v-2 e podia ter sido por mais golos, pela razão de que a equipa do Benfica não existiu durante o jogo todo, não esteve em campo, eram 11 contra …. 1. Só não foi um desastre total, porque mesmo sem jogarmos, marcou-se dois golos (?), dois pontapés no marasmo em que a equipa estava.

Não se entende a infantilidade do David Luiz, que consegue estar em 2 dos 3 golos, por desatenção deixa o adversário ficar com a bola e não faz nada para a recuperar. Frente ao Liedson achou que conseguia ser superior e fazer dribles, não seria preocupante se não fosse o caso de poder perder a bola em zona proibida (tal como aconteceu), no golo do Derlei simplesmente deixou o jogador jogar a bola e rematar a baliza sem tentar roubar a bola ou fazer a cobertura. Inaceitável, revelou uma falta de mentalidade e maturidade para jogar numa equipa grande. É certo que é um lateral adaptado, defende bem, sabe subir e centrar, mas dá-se mal nas marcações a jogadores rápidos, pelo que as suas subidas tem de ser bem compensadas, caso contrario deixa sempre “buracos” na defesa.

O Sidnei foi outros jogador que não esteve em campo, deixava-se sempre antecipar e nas coberturas aos adversários deixava-os sempre rematar a baliza, afinal o que estava a fazer em campo ? Falta de concentração no jogo. E notou-se algumas limitações na marcação de avançados rápidos, pede-se e exige-se mais atenção para deixar de ficar constantemente para trás nas jogadas de ataque adversárias. Algo que se permitiu em demasia e não pode acontecer, deixar os adversários segurar a bola na nossa grande área e rematar a baliza, não se deve dar esses espaços.

O jogo pode ter sido perdido pelas falhas dos defesas, mas sem duvida que se permitiu que a bola lá chega-se devido a inexistência do nosso meio campo, mais uma vez o katso foi uma nulidade em campo, muito bem longe das grandes exibições a que nos habitou, talvez sinal de cansaço (se assim for terá de ir para o banco) e desatenção ao jogo. No meio campo tivemos poucas bolas recuperadas, muitas perdas de bola e não havia organizador de jogo (estava entalado no meio dos centrais).

Quando não se tem cão, caça-se com gato, mas conseguiremos ter os resultados esperados ? Julgo que não e nota-se que o Ruben Amorim continua a esforçar-se, mas não consegue alcançar os resultados esperados, pelo que o nosso lado direito continua muito fraco, sem grandes soluções atacantes. O Di Maria já fez esse lado e mostrou que, nos bons dias, pode ser uma boa solução para extremo direito. Existem outras soluções para esse lado, mais ofensivas, mas acredito que resultassem, colocar no lugar de extremo direito o Suazo ou o Mantorras, teria-se técnica e velocidade, teria é de um dos médios descair mais para esse lado. Outra solução é o Carlos Martins

O Reyes Jogou enquanto a bola lhe chegava aos pés, depois com o desenrolar do jogo, acaba-se por se perder. Não é a solução explosiva, que consegue carregar a equipa as costas e criar lances de ataque para golo. Mas um pouco mais motivado, com mais ambição, poderá ser o maestro da equipa.

O Aimar. o organizador de jogo ou pelo menos quem devia ter esse papel, anda muito perdido em linhas demasiado avançadas. Organizar jogo no meio defesa adversária não resulta, nem lutar pelas bolas no meio desses centrais, um jogador que também não esta a render o esperado, pelo facto de não estar a jogar na posição em que devia. O Aimar precisa de ter espaço para organizar jogo e correr com a bola.

Com um avançado na frente e um apoio a esse avançado lá bem na frente, cria-se um vazio entre a linha de meio campo e os avançados, a bola só lá chega a frente pelas jogadas pelo corredor esquerdo, por Reyes, ou através da táctica do Luisão do pontapé para a frente. É por isso normal que com a equipa recuada atrás da linha da bola, que sejam criado poucos lances ofensivos e muito pouco remates. Curiosamente na UEFA éramos a equipa que mais rematava, depois de termos sido eliminados, esse espírito acabou-se. E desde essa altura que nunca mais se viu o Suazo a jogar, sem a montra europeia, não tem brilhado a nível nacional. Ninguém pediu um jogador só para a UEFA. Sem duvida que mesmo com as limitações técnicas, que o Cardozo é o avançado que actualmente mais rende, continuar a tê-lo no banco não rende de certeza, o Cardozo precisa de jogar, logo de inicio e com outro avançado, seja o Nuno Gomes, Suazo ou o Mantorras. Podem continuar a insistir nos centros e a despejar as bolas para a grande área adversária, mas tem de lá ter um avançado que consigam lutar no meio dos centrais e ganhar as bolas (esse é o papel do cardozo), depois o segundo avançado mais móvel para conseguir recuperar bolas logo na defesa adversária, correr com a bola e colocar a bola no outro avançado, um papel para o nuno Gomes, Mantorras ou o Suazo. Viu-se como é que o Bayern jogou com Klose e Luca Toni no meio da defesa adversária, que ganhavam as bolas e abriam espaços para a entrada dos médios. É assim que os avançados devem fazer.

Outro dos problemas do Benfica é o poscionamento das suas linhas, uma defesa muito avançada (exagerada no caso do jogo com o scp) que depois é lenta perante avançados rapidos. E um linha avançada no meio dos centrais, que cai sempre nos foras de jogos. Pelo meio temos uma linha de meio campo que tenta apoiar a defesa, mas que não tem a criatividade para criar lances de ataque.
Temos falhado devido a imaturidade de alguns jogadores, falta de concentração, cansaço de alguns jogadores, mau posicionamento das linhas e jogadores em lugares para os quais não foram talhados.

Neste ultimo jogo o palhaço foi o Olarapio Benquerença, que como sempre tenta cavar falta a atrás de falta contra o Benfica e dá carta branca aos pitons adversários, a actuação do palhaço, não justifica a derrota, mas lamenta-se que não se saiba o significado de arbitragem isenta.

Para o jogo de hoje os convocados rara receber o Leixões, são :
Guarda-redes: Moreira e Quim;
Defesas: Luisão, Maxi Pereira, David Luiz, Jorge Ribeiro e Miguel Vítor;
Médios: Reyes, Katsouranis, Balboa, Aimar, Rúben Amorim, UrreJustificar completamenteta, Binya, Di María e Carlos Martins;
Avançados: Cardozo, Mantorras e Nuno Gomes.

terça-feira, novembro 18, 2008

A Chama Imensa - Amigos, amigos, futebol à parte

Está por fazer um estudo sério acerca das relações de amizade no futebol. Ontem, dois clubes que eram amigos defrontaram-se com particular sanha. Em tempos, havia cedências mútuas de jogadores e uma amizade bonita. De repente, só porque o Guimarães quis colocar o Porto fora da Champions, gera-se um mau ambiente que inquina as relações institucionais e incendeia os jogos. Espero sinceramente que o jogo de ontem permita regularizar as relações entre os clubes. A derrota do Guimarães não é suficiente para colocar o Porto na Champions, mas contribuiu para que eles tenham voltado à luta pela Europa. Já não é mau.

Pior é o caso de Martins dos Santos. O leitor lembra-se de Martins dos Santos? Trata-se do árbitro que, numa conversa interceptada pela Polícia Judiciaria, disse: «O que eu queria era que me corresse bem o jogo, (...) que me corresse bem e que ganhasse quem ganhou». O jogo a que ele se referia era o Rio Ave-Porto, e quem ganhou foi o Rio Ave. Estava a brincar, claro. Aqui está uma excelente piada. Quem ganhou foi o Porto, obviamente. E quem foi o árbitro que o Porto convidou para apitar o jogo inaugural do Estádio do Dragão? Carlos Valente. Ah, ah, ah! Mais uma brincadeira gira. O árbitro convidado foi — o leitor já adivinhou — Martins dos Santos. Sucede que, há dias, Martins dos Santos foi, inesperadamente, condenado a 20 meses de prisão, com pena suspensa, pelo crime de — e esta parte é verdadeiramente surpreendente — corrupção passiva. Mas quantos sócios do Porto deram uma palavra de apoio a Martins dos Santos? Quantos lhe ofereceram um ombro amigo, quantos o acompanharam a tribunal? Nenhum. E aquilo é gente que está habituada a escoltar os seus à justiça.

Quem acompanhou a imprensa desportiva desta semana não pode ter deixado de se surpreender com o resultado do Sporting-Leixões de ontem. É que o Sporting fez uma super-hiper-ultra primeira parte contra o Porto. O Sporting só não continuou a exibição de luxo na segunda parte porque o árbitro não permitiu. O Sporting, se continuasse a exibir-se como na primeira parte, em que atingiu o nível do Barcelona, de Cruyff, e do Chelsea, de Mourinho, mas em bom, ganhava não só o campeonato nacional como até competições em que não participa. É difícil compreender como é que uma equipa assim perde em casa com o Leixões. Criar mau ambiente aos árbitros é boa ideia. Mas talvez também seja conveniente criar mau ambiente aos adversários. Tratar mal os árbitros e deixar os adversários sentirem-se em casa dá mau resultado.

by RAP @ Jornal Abola - 20081116

segunda-feira, outubro 27, 2008

Só para lembrar que o Leixões é o Benfica do Norte

É uma informação que uns não têm e que outros podem ter esquecido: o Leixões é conhecido como o «Benfica do Norte». O «Benfica do Norte» foi, portanto, vencer ao estádio do Dragão. É um feito interessante para o «Benfica do Norte» mas não é especialmente original. Hoje em dia, é muito raro uma equipa não ganhar ao fcp no Dragão. Trata-se de um estádio extremamente complicado para a equipa de Jesualdo Ferreira: o público não gosta da equipa, assobia os jogadores, e o próprio treinador já confessou que, se estivesse na bancada, também assobiava. O que, aparentemente, significa que Jesualdo é melhor como adepto do que como treinador.

Por outro lado, receio que as assobiadelas do estádio do Dragão estejam a ser mal interpretadas. Há quem diga que, ontem, os adeptos estavam a vaiar o treinador, porque estão habituados a outro tipo de espectáculo. Não sei se é verdade. Para mim, estavam a assobiar o árbitro. As exibições dos árbitros é que têm sido diferentes do que era habitual. Basta ver que, no jogo contra o Leixões, o árbitro só invalidou um golo limpo ao «Benfica do Norte». Nos bons velhos tempos, o árbitro teria anulado quatro tentos ao Leixões e validado três do fcp em fora-de-jogo.

A verdade é que tudo isto é muito estranho: um clube campeão reforça-se, mantém a estrutura, o treinador, e desata a perder jogos nas competições nacionais e estrangeiras. Parece bruxedo. Proponho chamar ao fenómeno A Maldição de Cristian Rodriguez.

O anterior presidente do sportem diz que o actual presidente do sportem é mentiroso. Como benfiquista, estou indignado. Há uma rivalidade enorme entre o Benfica e o sportem, os adeptos nutrem uns pelos outros um saudável ódio, mas não me lembro de ver um benfiquista a insultar o presidente do sportem com esta violência. Ao pé do Dias da Cunha, os benfiquistas são uns meninos. E o Soares Franco ainda diz que os sócios do sportem não são tão militantes como dos do Benfica. Não é verdade: pelo menos a insultá-lo, são ferrenhos.

Quanto a Dias da Cunha, tenho alguma dificuldade em perceber como é que ele consegue distinguir um só mentiroso no sportem. Estamos a falar de um clube cujos dirigentes andaram a negar, nos últimos meses, que houvesse um caso Vukcevic. Será que, depois de Paulo Bento ter dito que o jogador trabalhava pouco, já há um caso Vukcevic? Se calhar ainda não. Talvez quando os dois se pegarem à pancada num treino. E, mesmo assim, tenho dúvidas.

fonte : RAP jornal Abola

terça-feira, outubro 07, 2008

Liga sagres: Leixões 1 -v- Benfica 1

Há dias assim, quando queremos que tudo corra bem, afinal tudo se complica e nada sai bem.
Foi assim a deslocação do Benfica a Leixões, ao Benfica competia mostrar que era uma equipa que estava a ganhar uma dinâmica ganhadora, que apresentava um crescente de forma e um jogo consolidado, em vez disso apareceu uma equipa com falta de inspiração, com alguns jogadores fisicamente debilitados, sem conseguir trocar a bola, sem conseguir segurar a bola, sem conseguir efectuar ataques ou reagir ao adversário. Ao Leixões restava-lhe o papel de equipa de 2º plano, que iria usar a táctica do “autocarro” e espreitar o contra-ataque.
Afinal os papeis inverteram-se. O Benfica foi as estrelas convidadas para assistirem a uma equipa a jogar futebol total, o Leixões.

Já no Paços de Ferreira, o José Mota tinha conseguido criar uma equipa coesa, que com um campo pequeno explora cada centímetro e que sabe colocar pressão sobre as primeiras linhas dos adversários e evitar que o adversário consiga ter a bola para lançar ataques. Hoje fez esse papel na perfeição. Um grande aplauso para o José Mota e para os seus jogadores, que tiveram um empate mais do que merecido.

Para o Benfica não é um jogo para esquecer, é sim um jogo para recordar, analisar, aprender e corrigir erros.
O arbitro claro que cometeu erros, é um habito, como é que é possível que num penalty se de a lei da vantagem ? como é que é possível que não se utilize os cartões em faltas como a que sofreu o Reyes, Di Maria, Cardozo, Carlos Martins, etc ?
Mas obviamente que os erros do arbitro, que os comete para os dois lados, não justificam a ineficácia atacante do Benfica, hoje faltou algo naquele meio campo, alguém que segura-se a bola e fizesse a distribuição do jogo. É gritante e alarmante que não se consiga fazer o 2º toque, as perdas de bola, a falta de soluções e sofrer golos de bola parada. Muitos erros.

O Quim teve uma noite de muito trabalho, grandes defesas e sem culpas no golo sofrido. Sem duvida o melhor em campo.
O 2º jogo do Miguel Victor a defesa direito, não comprometeu e deu mostra que temos ali mais uma hipótese para aquele lugar.
Luisão e Sidney, estiveram bem, pois foi também para eles uma noite de muito trabalho. Falharam no lance do golo, mas no meio de tantos lances do Leixões houve um em que eles falharam.
Jorge Ribeiro, tem jogos bons, hoje teve muito trabalho e não foi um bom jogo para ele. Ainda terá de “pedalar” muito para chegar aos calcanhares do Léo.
Yebda e Carlos Martins continuam em grande, mostraram ser os mais inconformados.
Katso e Di Maria estiveram muito abaixo das suas capacidades, sem inspiração e sem grandes capacidades físicas.
Nuno Gomes e Cardozo, esforçaram-se mas acabaram por se perder no meio da defesa contraria.



Hoje acho que o Quique Flores não soube compreender o jogo do adversário e não mexeu correctamente na equipa. É fundamental estudar a equipa adversária previamente e talvez o Quique não esteja a ser ajudado correctamente nesse ponto.

Ponto de situação : 5 jogos, 2 vitorias e 3 empates, ou seja 6 pontos perdidos, 9 golos marcados e 3 sofridos. Um 5º lugar, mas com garantias de que a equipa pode e deve fazer mais, e melhor. O FCP já esta em 1º lugar e é conhecido que as equipas frente ao Benfica esmeram-se, mas frente ao porto são que nem manteiga em pleno verão tropical.

segunda-feira, outubro 06, 2008

LEIXÕES SC -v- SL BENFICA - o jogo

A procura de uma dinâmica ganhadora.
Quique Flores tem um discurso prudente e claro, onde mostra os seus objectivos e a forma como pretende alcança-los, Tudo isto sem entrar em euforias e reconhecendo que o objectivo não é a vitoria num especifico jogo, mas que o que é importante é conseguir ganhar jogo após jogo.
Claro que este discurso não é novo nem traz de nada de novo. O que o distingue é que ele reconhece que para alcançar os objectivos a que se pretende precisa de ter os recursos necessários.
Do Benfica das épocas anteriores, a equipa esta mais reforçada, vieram reforços com valor firmado e com características especificas, onde se nota que existiu um trabalho em trazer os jogadores correctos para os lugares correctos.
A cada jornada ve-se que o Quique Flores não faz a sua equipa com base no grau de estrela de cada jogador, Léo, Di Maria, Cardoso e Nuno Gomes tem passado pelo banco, nem o facto de serem jogadores que foram trazidos pelo treinador lhes dá lugar na equipa, o caso de Aimar. As equipas fazem-se com os jogadores que estejam em melhor forma e que melhor possam responder a posição em que forem colocados a jogar.

O jogo de hoje é apenas mais um jogo em que o Benfica precisa de vencer, é frente a um adversário que em casa causa muitas dores de cabeça aos adversários, um jogo entre o 5º (Leixões) e o 6ª (Benfica) que em caso de vitoria pode levar qualquer um dos clubes ao topo da classificação, o jogo é talvez de maior importancia para o Benfica pelo facto de já ter perdido 4 pontos, para o Leixões o importante é manter-se acima da tona de agua. Pelo que este será o 2ª grande jogo desta jornada.

Do Benfica espera-se que continue com a toada ofensiva e que consiga controlar o jogo do principio ao fim, de preferencia que não sofra golos.

O onze de hoje terá uma alteração forçada, a de MAxi Pereira ao serviço da selecção, será a oportunidade de colocar o Ruben Amorim a jogar numa posição que bem conhece ou de dar a oportunidade do junior Miguel Victor voltar a mostrar o seu valor. Caso assim seja o Miguel Victor começa a ser o jogador polivalente que irá ser o suplente natgural na defesa para qualquer posição.

O meu onze para hoje :
GR – Quim
DR – Ruben Amorim
DC – Luisão e Sidney
DE – Léo
MC – Katso e Yebda
MAD – Carlos Martins
MAE – Di Maria
AV – Cardozo e Nuno Gomes

Dado o adversário jogar mais atrás da linha da bola e tentar explorar o contra-ataque, acho que o ideal será ter na frente 2 avançados e explorar as alas. Reyes ficaria de fora para entrar na 2ª parte para explorar os pontapés de meia distancia. Em grande terão de estar Katso e Yebda para segurar os avançados adversários e os defesas laterais para não serem apanhados desprevenidos nos contra-ataques do leixões.

O meu prognostico ? 3 golos para o Benfica e não se ira sofrer golos. Leixões 0 –v- Benfica 3