domingo, agosto 26, 2012

Rumo ao "bom fim"


Amanhã temos mais um importante jogo, desta vez frente ao Vitória de Setúbal. Todos os jogos, sem excepção, têm o seu grau de dificuldade e têm de ser encarados como decisivos.

Jorge Jesus, na antevisão ao jogo no Bonfim, assumiu que, não obstante as dificuldades esperadas, o Benfica joga sempre para vencer. É isso mesmo: vencer! Bem sabemos que se trata sempre de um terreno difícil, mas temos um excelente plantel, que, com todo o respeito, em nada se compara com as restantes. 

Disse na antevisão ao primeiro jogo e irei sempre dizer: temos de jogar sempre à Benfica, com a chama, que é imensa. Há que ter sempre ambição, entrar para ganhar. Uma entrada forte, sobretudo, pode, desde logo, condicionar o rumo do jogo. 

É certo que nesta fase do campeonato a nossa equipa, à semelhança das outras, não está na melhor forma. A cada jogo, passo a passo (neste caso, seria mais um “passe a passe”), iremos, certamente, melhorar e afinar a máquina. Não peço uma exibição soberba, uma noite de gala, pois tenho consciência que é pedir muito – se bem que estas nem sempre se traduzem em... vitórias -, mas peço uma equipa com um fio condutor, unida, e não onze jogadores desalinhados, desagregados; peço um jogo com “pés e cabeça”, isto é, constituído por jogadas com princípio, meio e fim; peço que criem oportunidades e que as finalizem da melhor maneira.

Naturalmente, a “estrelinha” (ou a sorte, como preferirem) do jogo também tem de estar do nosso lado. Quantas vezes já nos aconteceu estar a dominar o jogo, a carregar literalmente no adversário, encostando-o às cordas, e... não marcar?! Há jogos que até podiam durar a noite toda, onde a bola – essa teimosa, não raras vezes – não entraria nunca. Há jogos assim, pelo que me convenço cada vez mais que a sorte, não sendo o factor fundamental e decisivo, faz parte do jogo e, para nosso bem, é bom que esteja – também ela – do lado do Glorioso. Aqui a sorte terá de ser tendenciosa, terá de se juntar aos melhores e aos maiores.

Há uns tempos atrás, dizia que ganhar por um 1-0 bastava, e com isso brincava, dizendo que nem que fosse por “meio a zero”. Hoje – e já não é de agora – mudo de discurso: temos de ganhar com uma margem folgada, com uma diferença de dois, três golos, no mínimo. Poderia, contudo, arriscar em dizer que poderíamos ganhar com emoção até ao final do jogo, ou seja, por uma margem mínima e com alguns “Ai Jesus” à mistura, tal como o Man. United esta tarde, por exemplo. Mas é melhor não arriscar. 

Axel Witsel






















“Não acredito em bruxas, pero que las hay, las hay”, e elas andam à solta... todos os jogos!!! Aliás, nem é preciso ir muito longe: no Sábado passado, frente ao Braga, não é que por azar, azelhice ou má-fé, não validaram um golo limpo (!!) a nosso favor?! Só um pequeno à-parte: o Beto, guarda-redes do Braga, com uma grande e honesta escola, vinda exclusivamente da Invicta, enganou-se na profissão, pois tem muito talento para a representação (quem sou eu para dar conselhos, mas atrevo-me a deixar-lhe aqui um: quando terminar a carreira de jogador, que é manifestamente curta, dedique-se a outros palcos. Tenho a certeza que irá ser um grande actor, como, afinal, já o é!). Por duas vezes, e baseando-me apenas nas mais escandalosas, atirou-se para o relvado, fez uma fita, encolheu-se (cheio de dores, obviamente!), rebolou, que até me deixou com pena, devido aos fortes toques (ou à falta deles!!!!) que Cardozo que lhe deu, acabando este por ver o cartão amarelo, num dos lances, e por ver um golo não validado noutro lance. Ai Cardozo, Cardozo, com estes toques todos no Beto ainda vais ver um processo contra ti instaurado por ofensas à integridade física – diria eu – graves. Andam ou não as bruxas (ou serão... bruxos?) à solta?! Poderíamos ter ganho o jogo... poderíamos ter ficado com três pontos, em vez de um mísero ponto!! Daí eu achar melhor que convém marcar três ou quatro, para que possam anular/não validar algum, como tanto gostam, e assim sempre dá para a vitória!!

Resta-me apelar, mais uma vez, à comparência dos nossos adeptos no Estádio do Bonfim, para apoiar o Glorioso. Somos o 12.º jogador, que muitas vezes empurra a equipa para o seu destino, que é o de vencer. Amanhã não será diferente. Apesar do nosso querido Benfica ser o “abono de família” – como já ouvi e li por aí – das equipas do nosso campeonato, e apesar destas aproveitarem-se (sempre) do mar de gente que o clube arrasta, cobrando balúrdios pelos bilhetes para estádios que nem sequer têm (grandes) condições. Além de triste, é ridículo!
E que amanhã o Benfica tenha um... bom fim!


CARREGA BENFICA, RUMO À VITÓRIA!!!



PS.: faleceu José Oliveira, sócio número um do Glorioso. Paz à sua alma!!! E que a vitória de amanhã seja, essencialmente, sua!!!

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