quinta-feira, maio 28, 2009

Record e jornalismo - realidades incompatíveis

Não é surpresa, nem sequer incompetência, é mais do que isso, muito mais! É uma intencionalidade descarada, reafirmada diariamente, como se fosse essa a função do Jornal Record nos dias presentes. O objectivo não é informar, o objectivo é confundir. Não pecam por superficialidade ou sensacionalismo, pecam por convicção!

Não bastou o comunicado da SL Benfica-Futebol SAD à CMVM do passado dia 25 de Maio, não bastaram as declarações do Presidente do Sporting de Braga e do próprio técnico Jorge Jesus. Nada disto parece ser suficiente para um jornal que tem a sua estratégia definida em relação ao Sport Lisboa e Benfica e à sua actual Direcção, e essa estratégia não é, claramente, a de informar.

O Record não se rende à evidência, porque não são os factos que, neste caso, interessam. Descobriram um encontro que, na verdade, nunca existiu, e um contrato que não existe.

O jornalismo devia compatibilizar-se – sempre – com a verdade. No caso do Record, está provado, a verdade não é compatível com os critérios seguidos por este jornal.

Em tempos passados seríamos levados a pensar que aquilo que os move era simplesmente a venda de jornais, mas isso são tempos passados! A realidade é bem diferente e bastante mais grave.

Por coincidência é o mesmo jornal que reiteradamente dá notícias de um pretenso movimento de oposição que – segundo informações do mesmo jornal – vai ser apresentado dia 15 de Junho. Ainda faltam alguns dias, mas o Record já conhece bem o movimento e os seus protagonistas, ao contrário do público em geral. Demasiado bem, numa estranha promiscuidade que, neste caso, é o que parece! Aliás, já se confunde o dito movimento com o próprio jornal.

Se recuarmos no tempo, e de vez em quando é bom fazer este exercício, porque a memória do passado é a melhor garantia do acerto das nossas opções no presente, todos devemos recordar qual foi o jornal onde a acção do Dr. Vale e Azevedo teve a sua principal ancora. Exactamente o mesmo. Estranha coincidência ou nem por isso? Nem por isso.

Em face da gravidade da situação, a SL Benfica – Futebol SAD irá, de imediato, agir judicialmente contra o referido órgão de comunicação.

Fonte : www.slbenfica.pt

1 comentário:

Dylan disse...

"Saudoso jornalismo"

A morte de Alfredo Farinha significou o fim da melhor geração de jornalistas da imprensa desportiva em Portugal, para não dizer do jornalismo em geral. Nas palavras do beirão, um tipo de jornalismo que "não obedecia à voz do dono" nem tampouco era subserviente. Independentemente das suas simpatias políticas e do seu clube do coração, defendido até à medula quando era ridicularizado por invejosos, utilizava corajosamente a liberdade de expressão mesmo nos tempos de feroz ditadura.

Escrita irrepreensível, foi professor e agraciado com o grau de comendador, também graças aos seus valores morais onde a frontalidade e a lealdade imperavam.

Que lição para os dias de hoje onde o jornalista se confunde com o ardina, a notícia com a opinião, onde a a deontologia é arrumada para dentro de uma secretária e a promiscuidade de alguns jornalistas com agentes desportivos é demasiado comprometedora.

http://dylans.blogs.sapo.pt/